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Fotografia: Rota do Românico do Vale do Sousa

Diretora da Rota do Românico considera que conquista “Histórias do Património Europeu 2020” é confirmação do trabalho desenvolvido

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A diretora da Rota do Românico do Vale do Sousa, Rosário Machado, realçou que a atribuição do prémio “Histórias do Património Europeu 2020”, um dos 11 vencedores do concurso promovido pelo Conselho da Europa e pela Comissão Europeia, foi a confirmação da importância e do trabalho desenvolvido pela instituição.

Refira-se que este concurso teve como meta distinguir as pessoas que valorizam e cuidam do património cultural da região.

“Para todos os que têm responsabilidades na Rota do Românico, para toda a equipa, Românico e acreditamos que para a sua região, ser uma vez mais reconhecidos é sempre uma alegria e uma confirmação da sua importância e do trabalho desenvolvido. É uma vez mais uma certeza que vale a pena trabalhar em prol do património e das suas gentes … é acreditar que vale a pena e que o caminho se faz com dedicação”, disse, salientando que os cuidadores da Rota do Românico  são vistos como  uma família.

“Consideramos desde sempre, que o envolvimento da comunidade de uma forma interativa e inovadora, reforça o interesse pela história e pelo património. Cuidador é aquele que cuida, que zela, que é diligente. Porém, na Rota do Românico os Cuidadores do Património são também família. Pessoas que se enchem de orgulho em guardar/ vigiar/ proteger o que é “seu” e que faz parte integrante da sua história individual. Tomam esta responsabilidade (a de cuidar) como um verdadeiro compromisso de vida, tornando estes elementos patrimoniais num “tesouro” que faz parte do presente de todos nós”, expressou.

Falando da como surgiu a ideia de avançar com a criação dos cuidadores do património, Rosário Machado esclareceu que desde muito cedo a instituição começou a valorizar o trabalho desenvolvido pelos Cuidadores do Património.

Fotografia: Rota do Românico

“Desde muito cedo que a Rota do Românico valoriza o trabalho desenvolvido pelos Cuidadores do Património. Nesse sentido, em 2018 no âmbito das Jornadas Europeias do Património, a Rota do Românico decidiu realizar pequenas e amadoras reportagens. Com o objetivo de perpetuar as memórias, as histórias, as tradições locais, as lendas associadas ao monumento ou às gerações de famílias que por ali passaram. Assim, a criação da história/projeto surge com a necessidade de dignificar e valorizar o papel do Cuidador do Património, tornando público este contributo”, referiu, sublinhando que existem na região aproximadamente, são cerca de 50 Cuidadores do Património.

Questionada se é objetivo da Rota alargar o número de cuidadores, a diretora do projeto manifestou que é seu propósito garantir a sustentabilidade e consequente valorização da função desempenhada pelos Cuidadores de Património.

“Sim. Um dos objetivos deste projeto é garantir a sustentabilidade e consequente valorização da função desempenhada pelos Cuidadores de Património. Através da sensibilização dos jovens para a importância do papel do Cuidador do Património. A ideia é que os jovens despertem e se envolvam nesta causa”, avançou, sustentando  que os cuidadores do património os Cuidadores do Património são responsáveis pela abertura dos monumentos.

“Para além, de zelarem pelos interesses do mesmo. São pessoas que estão atentas às necessidades e que contribuem diariamente para a gestão e manutenção do monumento. Possuem um sentimento de pertença e de entrega, quase como se fossem uma pedra do alicerce de cada igreja que a mantém de pé”, afiançou, reforçando que a maioria dos cuidadores do património são maioritariamente pessoas bastante disponíveis e capacitados para a função que desempenham.

“Maioritariamente são pessoas bastante disponíveis e capacitados para a função que desempenham. A Rota do Românico tem vindo a desenvolver ações de formação que permitem que estejam ativos e informados sobre o papel do Cuidador do Património”, afiançou.

“Os Cuidadores de Património partilham uma história de vida semelhante no que toca ao seu percurso de vida religioso”

Rosário Machado reconheceu, também, que entre os cuidadores da Rota existe um verdadeiro compromisso de vida, pessoal e familiar.

“Os Cuidadores de Património partilham uma história de vida semelhante no que toca ao seu percurso de vida religioso. O facto dos avós dos avós, os pais dos pais já terem desempenhado as mesmas funções, ou funções semelhantes, leva a esta gente a tomar os seus afazeres com orgulho, dedicação e empenho numa forma de honrar os seus antepassados” assumiu, reiterando que é objetivo da Rota do Românico

continuar a apoiar os Cuidadores do Património.

“Sim, sempre. A Rota do Românico, como projeto turístico- cultural estruturado considera o papel do Cuidador do Património imprescindível para o desenvolvimento do mesmo”, acrescentou.


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