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Alunos divididos na apreciação ao exame nacional de português

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Fotografia: Agrupamento de Escolas Dr. Machado de Matos, Felgueiras

Iniciaram esta segunda-feira a primeira fase dos exames nacionais para os alunos do ensino secundário, num final do ano atípico em que  milhares de alunos, devido à Covid-19 e à crise sanitária que continua a assolar o país e a região,  tiveram aulas através do ensino à distância, numa primeira fase, e presencialmente, aulas presenciais, para os alunos do 11.º e 12.º ano.

Se para alguns alunos o exame de português até foi acessível, para outros a prova foi tida como trabalhosa e exigente, a merecer toda a atenção.

Carolina Granja, aluna do 12.º da área de humanidades da Escola Secundária de Castelo de Paiva, admitiu que a prova foi de uma forma geral acessível, salientando, no entanto, que  algumas questões exigiam aplicação e um conhecimento mais aturado de determinadas matérias.

“A prova correu bastante bem, penso que não só a mim mas à generalidade dos meus colegas também. Não podemos dizer que a prova era fácil porque era preciso termos certos conhecimentos para usar como base, mas sendo principalmente de interpretação, achei um exame acessível para quem precisava realmente de tirar uma boa nota. Era trabalhoso, um pouco extenso, mas não era complicado”, expressou, mostrando-se otimista na obtenção de  um bom resultado.

“A cotação foi feita de forma a ajudar os alunos… Tendo em conta esse aspeto, e o facto de me sentir preparada, ajudaram-me a ter um bom desempenho e quero acreditar que tiro pelo menos um 18”, adiantou.

Carolina Granja manifestou, também, que o facto deste  ter sido um ano atípico, na sequência da crise sanitária, associado ao facto dos alunos terem estado confinados na fase mais aguda da doença, com o ensino à distância,  tudo  isso teve implicações na prova e nos restantes exames que faltam ainda fazer.

“Certamente que sim! Notou-se um esforço por parte do Ministério da Educação no sentido de não prejudicar os alunos que tiveram de facto um ano atípico no seu percurso escolar”, frisou, sublinhando estar expectante que os restantes exames serão igualmente acessíveis.

“Gosto de acreditar que os restantes exames a realizar por todos serão igualmente acessíveis. Não os espero fáceis, nem acho que o devem ser, mas que haja essa oportunidade para os alunos conseguirem atingir bons resultados porque sabemos que noutros anos havia um nível de complicação enorme, e isso não beneficiava ninguém”, avançou, confessando estar confiante que as médias poderão subir, no seu caso, e entrar na primeira opção ao ensino superior.

“Sim! Espero que sim! Prevê-se que as médias vão subir, mas a princípio espero entrar na minha primeira opção”, concretizou.

“Se, por um lado, acho a prova acessível a nível de conteúdos gramaticais e a nível da compreensão do texto do grupo II, por outro lado, considero que o facto de a prova ter presente um excerto de uma obra que não era de caráter obrigatório (no meu caso, A ilustre casa de Ramires) e o facto do Grupo III consistir numa apreciação sobre um cartoon deixou-nos com “as voltas trocadas”

Lara Ferreira, aluna do 12.º ano de escolaridade, do agrupamento de Escolas Dr. Machado de Matos, em Felgueiras,  declarou que a prova de português, tido sempre como uma disciplina difícil, tinha um grupo de questões acessível e um grupo mais complexo que integrava uma obra de um escritor português.

“A prova correu de forma razoável: consegui fazer todas as perguntas. A minha opinião sobre a prova é complexa. Se, por um lado, acho a prova acessível a nível de conteúdos gramaticais e a nível da compreensão do texto do grupo II, por outro lado, considero que o facto de a prova ter presente um excerto de uma obra que não era de caráter obrigatório (no meu caso, A ilustre casa de Ramires) e o facto do Grupo III consistir numa apreciação sobre um cartoon deixou-nos com “as voltas trocadas”, já que, pelo menos eu, estava à espera de um texto de opinião ou argumentativo”, expressou, sustentando ter saído do exame pouco confiante.

“No entanto, após ver os critérios de avaliação fiquei mais descansada. Consigo alcançar valores positivos e, quem sabe, um bom resultado.

Questionada se a prova teve em conta o facto da reta final do ano letivo  ter sido bastante atípico, primeiro com os alunos confinados e com as aulas à distância e depois a regressarem às escolas, Lara Ferreira  destacou que o exame continha perguntas de resposta obrigatória e opcional e, de acordo com as normas dadas pelo IAVE, pode ter favorecido o bom desempenho dos alunos do 12° ano.

“Relativamente à mudança de estrutura, o exame continha perguntas de resposta obrigatória e opcional e, de acordo com as normas dadas pelo IAVE, pode ter favorecido o bom desempenho dos alunos do 12° ano”, afiançou, acrescentando que falta-lhe fazer o exame de história, pelo que está ainda algo apreensiva.

Fotografia: Agrupamento de Escolas Dr. Machado de Matos, Felgueiras

“Vou realizar o exame de História A, o que, confesso, me assusta um pouco. A nível de exigência e com medo do que pode mudar na estrutura. A distribuição das cotações no exame de História A não está muito bem feita, na minha opinião, pois todas as perguntas valem 1.8 e a pergunta de desenvolvimento vale apenas mais duas décimas”, confessou, mostrando-se otimista que vai conseguir atingir os objetivos de entrar no ensino superior.

“Em princípio sim. Como tenho uma média interna relativamente alta, desde que tenha uma prova de ingresso razoável, devo conseguir entrar na minha primeira opção” asseverou.

“Deveria haver uma maior inspeção às notas dadas internamente, pois já tenho conhecimento de casos em que neste terceiro período as notas dispararão, o que é relativamente estranho dado o pouco tempo de aulas”

Já Duarte Moura, aluno residente no concelho de Penafiel, realçou estar otimista quanto à prova de matemática, agendado para dia 15 deste mês, a uma disciplina que é tida para a maior dos alunos como uma disciplina nuclear, mas também bastante exigente.

“Em função da pandemia que estamos a viver, é mais difícil fazer uma previsão relativamente aos exames. Creio que grande parte do exame incidirá mais nos conteúdos lecionados nos 10º e 11º anos, uma vez que esses anos não foram afetados. Assim, é expectável que as perguntas de cariz obrigatório sejam referentes a esses mesmos anos. Espero um grau de dificuldade semelhante ao dos anos anteriores”, disse, confirmando que por norma se sente mais à vontade a realizar testes de matemática do que de qualquer outra disciplina.

“Com o facto de nas perguntas não obrigatórias serem cotadas aquelas com melhor cotação traz-nos algumas vantagens em relação a outros anos, o que de certa forma nos deixa mais tranquilos. Penso que a verdadeira chave para o sucesso no exame de matemática estará naquelas perguntas que são obrigatórias, já que nessas não é possível ir buscar pontos a nenhumas outras, ou seja, para com essas perguntas devemos ter uma atenção especial até porque poderá ser aí onde vamos sentir mais dificuldades”, referiu.

Quanto ao facto do exame de matemática poder ser menos exigente, tendo em conta o ano atípico que marcou toda a estrutura de ensino, Duarte Moura declarou que os alunos poderão ganhar com esse facto e que todas as escolas (públicas ou privadas) tiveram tempo mais que suficiente para lecionar toda a matéria.

“Sim, desde logo pelas perguntas de cariz obrigatório e não obrigatório como já referi. A meu ver, todas as escolas (públicas ou privadas) tiveram tempo mais que suficiente para lecionar toda a matéria, ou seja, se o exame fosse à semelhança dos anos anteriores também não me surpreenderia. Porém, é bastante satisfatório ver o cuidado e a atenção que o governo teve para com todos nós alunos”, lembrou, elogiando a opção do Governo de obrigar os alunos a fazer exames às disciplinas que servem para ingresso no ensino superior.

“Essa medida a meu ver foi inteiramente inteligente na redução do fluxo de alunos às escolas e na diminuição da sobrecarga de estudo dos mesmos, nomeadamente o estudo para aquelas disciplinas que em nada lhes interessam no concurso ao ensino superior. De facto, penso que foi uma medida bem implementada. É claro é que isto terá repercussões nas médias de acesso ao ensino superior… tenderão a ser (ainda mais) elevadíssimas. Assim, os alunos com grandes expectativas estarão obrigados a ter uma nota excelente nos exames nacionais necessários à sua candidatura. Penso que também que deveria haver uma maior inspeção às notas dadas internamente, pois já tenho conhecimento de casos em que neste terceiro período as notas dispararão, o que é relativamente estranho dado o pouco tempo de aulas, momentos de avaliação e o pouco peso desse mesmo período. São estas injustiças a que já estamos habituados em certas escolas (colégios sobretudo) que verdadeiramente me preocupam, dado colocarem em causa todo o esforço de variados alunos ao longo de 3 anos ao contribuírem para médias altíssimas”, assegurou.

Marta Mestre, aluna de Lisboa, alinhou, também, pelo mesmo diapasão dos colegas. A aluna reconheceu que a prova não correu mal de todo, mas podia ter corrido melhor.

Quanto ao exame, Marta Mestre confirmou que a parte da expressão escrita foi mais complicada.

Já sobre as notas que espera obter, a aluna foi perentória: “Se tiver positiva já fico descansada, mas gostava de conseguir um 13/14”, revelou, deixando, ainda, o desejo que os restantes exames sejam igualmente acessíveis.


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