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Presidente de Lordelo defende que cidade mudou nestes últimos 17 anos, mas existem debilidades que persistem

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O presidente da Junta de freguesia de Lordelo, Nuno Serra, defendeu, em declarações prestadas ao Novum Canal que a cidade, que comemorou no dia 1 de julho, o 17.º aniversário tem vindo a crescer e dispõe presentemente  de várias infraestruturas e equipamentos em diferentes domínios e áreas de atividade.

Este ano, ao contrário do que tem sido prática nos últimos anos, a cerimónia Lordelo Agradece que tem como finalidade homenagear entidades, instituições, pessoas, empresas e associações locais, e que coincide com o aniversário de elevação, não se realizou devido à crise sanitária que continua a preocupar a região e o país.

Nuno Serra aproveitou o espaço do Novum Canal para lamentar o facto de não ter partilhado este momento ímpar com a comunidade que é até anterior à elevação ao estatuto de urbe.

Falando da elevação a cidade, Nuno Serra reconheceu que em 17 anos muita coisa mudou, a cidade evoluiu, ganhou uma nova dinâmica, embora existam algumas debilidades e problemas que urge resolver.

O autarca aproveitou para voltar a colocar o tema Rio Ferreira e a Etar da Arreigada na ordem no dia.

A este propósito, o presidente da Junta de Freguesia voltou a defender que este é um problema que se arrasta há já vários anos e que carece de ser urgentemente resolvido.

“O último episódio desta novela é o facto de estarmos a aguardar que venham  uns engenheiros austríacos que estão impedidos de vir a Lordelo por causa da situação pandémica que vivemos e que só eles poderão acionar alguns mecanismos necessários para que a Etar funcione.  A Etar está pronta. É só ligar a ficha.”, disse.

Além da  questão da poluição do Rio Ferreira e da Etar, Nuno Serra apontou também como debilidades existente na freguesia, a inexistência de uma rede de transportes públicos que permita à população aceder com rapidez a qualidade desejável a outros concelhos,  aceder a serviços essenciais, como deslocarem-se ao tribunal ou ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, Hospital Padre Américo, em Penafiel.

“Não consigo entender as explicações que me dão que são pouco mais do que nada e estamos isolados do mundo”

“Mas há um outro problema grave que é a falta de transportes públicos. Até há alguns anos atrás tínhamos um terceiro problema que eram as vias de ligação à freguesia, com a A41, A42 ficamos mais ligados ao país. Os transportes públicos é uma luta que temos encetado, mas tem sido muito difícil e tudo se prende com a vontade política, ou neste caso, a falta dela. Integramos a Área Metropolitana do Porto e pensava que isso seria a principal forma de resolver o problema, na verdade é que de lá para cá nada mudou”, expressou, sustentando que a solução existe, mas tarda em ser implementada.

“Temos a solução, o serviço de transportes dos STCP que vem até à Balsa, que pertence a Sobrado, que encosta a Lordelo. Portanto, nós estamos a cinco, seis quilómetros da solução. O que se poderia fazer era o fecho do circuito , ou seja, a rede que vai até Campo, faria o circuito de Gandra, Rebordosa, Lordelo e Sobrado. Isso seria muito prático para as empresas e para Lordelo, Rebordosa e Gandra era uma boa solução. Não consigo entender as explicações que me dão que são pouco mais do que nada e estamos isolados do mundo”, concretizou, sustentando que de nada serve a Lordelo ter um pavilhão, quando depois não consegue trazer as pessoas à cidade ou quando não consegue que as pessoas da freguesia se desloquem para outros lados.

“Temos, por vezes, de usar três transportes públicos para chegar ao hospital.  Podemos falar de uma outra situação, o tribunal. Agora estamos ligados ao Marco de Canaveses. Alguém que não tenha transporte próprio não sei como o conseguirá fazer que não seja recorrendo a um táxi”, acrescentou.

“Há anos que a Bewater não abre um ramal numa rua. Não podemos ter lordelenses de primeira e de segunda e a ser tratados assim pela empresa”

O responsável pelo executivo da Junta de Freguesia abordou ainda a relação com a empresa Bewater e o serviço  que esta tem prestado à cidade e ao concelho.

“Não está a trabalhar bem no concelho de Paredes. Quando temos uma empresa que tem uma concessão e, portanto, o monopólio do território desde logo isso não é bom. Se essa empresa cumprir com os requisitos da concessão exige-se que vá aumentando a cobertura que tem na freguesia. No caso de Lordelo isso não acontece e há anos que a Bewater não abre um ramal numa rua. Não podemos ter lordelenses de primeira e de segunda e ser tratados assim pela empresa. É fundamental que planeiem e comecem  a alargar a cobertura na freguesia. Não posso estar contente com uma empresa que trabalha desta forma”, confirmou.

O autarca manifestou, também, que as empresas públicas e privadas que têm responsabilidade social foram dando um contributo para ajudar as famílias em dificuldades durante a crise sanitária.

“A Bewater tem essa obrigação, uma responsabilidade social. Enviei uma carta à Bewater e aquilo que me responderam, passado muito tempo, é que não estão a enviar avisos de corte e dizem que estão a dar um prazo alargado de 60 dias para pagamento. Ou seja, não fizeram o mínimo de desconto quando as famílias estavam  em casa e os consumos aumentaram. É uma questão de bom senso. As pessoas estão a sofrer. As pessoas que estão a dar dinheiro a essa empresa estão a sofrer. É preciso estar ao lado delas e a Bewater não esteve. É muito giro chegar ao Natal e meter uma árvore dizer que foi a Bewater que a colocou. Para Lordelo isso não nos diz nada”, avançou.

Questionado sobre a relação que o seu executivo tem presentemente com a Câmara de Paredes, Nuno Serra reconheceu que no inicio não foi fácil, mas, neste momento, há mais abertura.

“No início foi difícil, a primeira metade foi complicada, agora reconheço que de parte a parte houve falta de bom senso. Neste momento há mais abertura, a junta tem essa abertura e a câmara começa a ter uma outra visão e os resultados começam a aparecer. É a população que fica a ganhar”, confessou.

Sobre a rivalidade que existe entre Lordelo e Rebordosa, o autarca confirmou que essa rivalidade tem sido fundamental para a afirmação e desenvolvimento de ambas as cidades.

Nuno Serra recordou, também, que a Associação Humanitária dos Bombeiros de Lordelo é uma das instituições referência na cidade, estando, tal como as demais corporações do concelho, a sentir os impactos financeiros da crise sanitária.

“Tiveram uma quebra de receita grande à imagem do que aconteceu com as restantes corporações. A Junta de Freguesia não tem capacidade para cobrir essas perdas, mas não deixa de estar ao lado dos bombeiros nomeadamente no apoio aos equipamentos de proteção individual para as famílias mais carenciadas. Desta forma procuramos ajudar os agregados mais carenciados e, por outro lado, não sobrecarregar os soldados da paz”, frisou.

“O PSD está bem e recomenda-se”

Quanto ao atual momento político do PSD Paredes, o presidente da cidade de Lordelo reconheceu que o partido está bem, enaltecendo a reeleição de Ricardo Sousa na Comissão Política Concelhia do partido.  

“O partido está bem e recomenda-se. O Ricardo Sousa ganhou as eleições. O PSD tem uma história e o inevitável, neste momento, é abrir-se um período de discussão para tentar saber quem é o melhor candidato para apresentar nas próximas eleições”, explicou, descartando a hipótese de avançar com uma possível candidatura à Câmara de Paredes.

“Desde logo estou na minha cadeira de sonho. Não está nos meus horizontes. Estou focado em Lordelo. É um desafio grande ser autarca de Lordelo e quero estar à altura deste desafio”, recordou.


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