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Lousada reinventa programa Biosénior e cria “Biosénior em casa”

Fotografia: Câmara de Lousada

A Câmara de Lousada reinventou o programa Biosénior, programa integrado na Estratégia Municipal para a Sustentabilidade e lançado no Ano Municipal para a Ação Climática, que tem um cariz ambiental e sociocultural e criou o “Biosénior em Casa”.

O vereador do ambiente da autarquia lousadense, Manuel Nunes, assumiu que após a apresentação do BioSénior, em abril, que decorreu Centro de Educação Ambiental de Lousada, a autarquia, em virtude da crise sanitária, foi forçada a reinventar o projeto com o objetivo de manter a ligação com o público-alvo.

“O arranque das atividades do projeto BioSénior estava previsto para o início de Abril, imediatamente após a sua apresentação pública na Casa das Videiras, Centro de Educação Ambiental de Lousada. Infelizmente, fomos surpreendidos pela situação da pandemia do Covid-19 e vimos adiadas todas as suas dinâmicas. No entanto, o compromisso que criámos com a comunidade sénior de Lousada não foi esquecido, e, logo desde o momento que compreendemos os obstáculos que viriam pela frente, no contacto direto com os mais velhos, sentimos a necessidade de nos reinventar. Nesse sentido, lançámos o ‘BioSénior em Casa’, o qual procura recorrer aos meios mais acessíveis e eficazes para nos ligarmos ao nosso público. Assim começaram as visitas às casas dos seniores, porta-a-porta, para a entrega de materiais didáticos e pedagógicos recheados de temas relacionados com a natureza, o ambiente e o território. Neste momento, o projeto BioSénior molda-se por este novo formato ‘caseiro’, onde se promove o maior interesse e consciencialização sobre as questões ambientais, ao mesmo tempo que criamos bons momentos de conversa e alento”, disse.

“O ‘BioSénior em Casa’ através da entrega de jornais, livros, postais, jogos e a realização de telefonemas aos seniores, continua a desempenhar o seu papel educativo na área do ambiente”

O autarca reconheceu que a atual situação que o país está a viver condicionou o projeto, tendo hipotecado a realização de dinâmicas presenciais de grupo com o público-alvo devido às restrições que foram implementadas pela Direção-Geral de Saúde na fase de confinamento e mesmo à posterior.

Fotografia: Câmara de Lousada

“Naturalmente que a situação pandémica que atravessamos condiciona fortemente o BioSénior, dado que é um projeto que tem por base o envolvimento social, sendo particularmente dificultado pelo público-alvo que alberga. Considerando que estamos impossibilitados de criar dinâmicas presenciais de grupo, perdem-se naturalmente componentes fundamentais do projeto, que têm que ver com o contacto direto entre participantes, com a comunidade e com vários cenários na natureza. Ainda com todas as limitações que nos são impostas, a vontade de erguer o BioSénior e fazer com que o projeto cresça não foi diminuída, pelo contrário. O ‘BioSénior em Casa’ através da entrega de jornais, livros, postais, jogos e a realização de telefonemas aos seniores, continua a desempenhar o seu papel educativo na área do ambiente. É relevante notar que o projeto está apenas no início e o caminho a percorrer é ainda longo, pois a educação ambiental é um processo de aprendizagem contínuo, não obstante, os esforços em levantar tais temáticas junto da população sénior, terá certamente os seus frutos. Através do ‘BioSénior em Casa’, temos verificado que o feedback dos seniores é bastante positivo, e o facto de os visitarmos e levarmos algo novo e diferente tem já suscitado o interesse para o tema do ambiente e para o que o projeto trará pela frente”, constatou.

Quanto  às ações que estão previstas realizar, Manuel Nunes declarou que a autarquia vai continuar a apostar em desenvolver materiais didáticos e pedagógicos com conteúdos diversos, originais e divertidos, a serem entregues em mãos ao público sénior.

“De momento não existem condições de perspetivar a realização de iniciativas presenciais, e, como tal, continuaremos empenhados em desenvolver materiais didáticos e pedagógicos com conteúdos diversos, originais e divertidos, a serem entregues em mãos ao nosso público sénior. Também os telefonemas irão contribuir para a criação de um repositório de memórias dos mais velhos sobre o património natural e cultural do concelho de Lousada, já que detêm de um conhecimento empírico único. A sensibilização ambiental poderá também passar por criarmos uma rubrica na rádio, já que é um meio de comunicação muito utilizado pela comunidade sénior e poderá também alcançar outros públicos”, acrescentou.

“Quanto mais sensibilizados e conscientes os idosos estiverem daquilo que os rodeia, maior será a vontade e a competência para se tornarem mais ativos na sociedade e, com isso, surgem os benefícios na saúde mental e física”

O responsável pelo pelouro do ambiente realçou, também, que além de ser um veículo de consciencialização e intervenção ambiental, o programa tem-se constituído como um promotor do envelhecimento ativo e da inclusão social.

“O projeto BioSénior, ao dedicar todo um programa exclusivo de educação ambiental aos seniores, está a contribuir para que a segregação social seja menor, pois, valoriza esta parcela da sociedade como parte integrante e fulcral da mudança das convicções e comportamentos por um futuro mais sustentável. Por outro lado, um projeto que promove oportunidades para gerar maior literacia da população, seja em que área for, é um veículo potenciador e capacitador da maior participação cívica. Quanto mais sensibilizados e conscientes os idosos estiverem daquilo que os rodeia, maior será a vontade e a competência para se tornarem mais ativos na sociedade e, com isso, surgem os benefícios na saúde mental e física”,sustentou.