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Líder da bancada do PS Paredes na Assembleia Municipal refuta acusações do PSD e critica despesismo dos anteriores executivos laranjas

 O líder da bancada do PS na Assembleia Municipal de Paredes, Rui Silva, criticou, esta quinta-feira, em declarações ao Novum Canal, a posição do PSD  e do líder do partido, Ricardo Sousa, na sequência da conferência de imprensa que os sociais-democratas realizaram esta quarta-feira, na sede do partido, tendo como tema as contas da autarquia, com o líder da concelhia a apelidar o atual presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, “de um verdadeiro malabarista dos números” (ver peça).

“Há um adágio popular que diz: Quem em sua casa boas contas  não faz que fará na casa dos outros. E é isso que questiono. Não reconheço competência, não reconheço sequer  moral para que os atuais elementos do PSD e dirigentes concelhios possam falar das contas do PS. Pergunto onde é que essas pessoas estavam quando a câmara municipal tinha um passivo de 103 milhões de euros? Onde é que essas pessoas  estavam quando a câmara municipal já em perfeito desespero e o antigo presidente para defender o candidato que apoiava, o Dr. Rui Moutinho lançou uma série de obras à última da hora que costuraram uma fatura de mais 15 milhões de euros. Quando falo disto estou a falar por defeito, não estou a falar por  excesso”, disse, salientando que a câmara municipal herdou um passivo elevado e mesmo assim  conseguiu “baixar em dois anos 15 milhões de euros e conseguir fazer a obra”.

“A autarquia resolveu uma série de problemas desde a zona desportiva que foi vendida por sete milhões e qualquer coisa de euros e o dinheiro já foi todo gasto, recomprou-a, comprou a adega cooperativa para dar perspetivas de desenvolvimento a este concelho criando equipamentos, comprou o terreno junto ao parque da cidade para alargar o mesmo e outras obras têm sido lançadas em todas as freguesias. Claro que isto só se consegue com aquilo que disse na assembleia, com rigor, com transparência, com muita assertividade e acima de tudo com respeito muito grande pelos paredenses. Não podemos hipotecar o futuro deles e isso foi  o que aconteceu até agora com  obras megalómanas”, avançou.

Rui Silva acusou o PSD de não ter conseguido durante vários mandatos em que foi poder de resolver a questão da comunidade cigana.

“Não nos podemos esquecer que o partido social-democrata através do seu executivo que esteve lá seis mandatos não foi capaz de resolver o problema da comunidade cigana. Abalançou-se num projeto que era a cidade inteligente em que andaram aí algumas pessoas, nomeadamente norte-americanos, a expensas da câmara  municipal, vendendo uma ideia perfeitamente estapafúrdia em que depois se veio a concluir que as pessoas eram tão idóneas, alguns destes representantes, tinham processos judiciais nos Estados Unidos por não pagarem pensões de alimentos. E era nesse tipo de pessoas que nós confiávamos os milhões da câmara municipal. Em que os projetos que eram propostos aos paredenses eram perfeitamente mirabolantes e não exequíveis como aconteceu agora”, atalhou, recordando que a cereja no topo do bolo foi quando: “se lembraram de construir um mastro em Lordelo que na realidade foi alvo de chacota nacional. Portanto, perante a chacota nacional, perante o perfeito desastre que foi a gestão económica da câmara municipal, o PS só mesmo com muito rigor e com muita assertividade é que conseguiu e está a conseguir endireitar estas situações”, confirmou.

Rui Silva, nas declarações que deu ao Novum Canal visou, também, o CDS-PP Paredes que através da sua representante, Ana Raquel Coelho  acusou o presidente da Assembleia Municipal, Batista Pereira de “desrespeito pelo regimento da Assembleia Municipal”, acusando-o de “conduzir a Assembleia de uma forma antidemocrática, em clara violação do regimento como dos princípios que subjazem ao direito democrático”.

Rui Silva não só discordou desta ideia como defendeu que existem regulamentos para cumprir e esses regulamentos são para serem cumpridos.

“Tivemos oportunidade de ouvir na última assembleia municipal um elogio por parte do Dr. Soares Carneiro, líder da bancada do PSD a afirmar que tinha havido um aumento de qualidade na condução dos trabalhos na Assembleia Municipal e que se tinha um presidente verdadeiramente imparcial. Agora o que há são regulamentos para cumprir e esses regulamentos são para serem cumpridos. Não pode nenhum deputado ou grupo parlamentar chegar lá e porque naquela assembleia lhe dá jeito focar determinado assunto, não pode rejeitar o regimento”, observou, sustentando que a assembleia  é constituída por dois pontos de ordem: o primeiro ponto é o período antes da ordem do dia onde cada grupo parlamentar tem, por força da votação e da percentagem que teve o número de minutos atribuídos e o período da ordem de trabalhos.

“Isso está estipulado e todas as forças políticas concordaram com esse  tipo de divisão. Na reunião de líderes de preparação de cada assembleia podem eventualmente ser propostos novos temas  para serem agendados em assembleia municipal ou então apresentar antes do período da ordem  do dia uma moção para discussão. Só que essa moção para ser admitida a discussão tem primeiro que ser votada a sua admissão ou não”, explicou .

Rui Silva realçou mesmo que nesta disputa o CDS-PP não cumpriu esses requisito.

“Na reunião  de  líderes não cumpriu isso. Aliás, o CDS que só tem um representante, já vai no terceiro representante que vão rodando e, às vezes, à reunião de preparação vem um, como foi o caso, depois à assembleia vem outro. Não sei se há algum desfasamento de comunicação, o que acontece é que o presidente da assembleia municipal que dirige com grande imparcialidade os trabalhos tem sido alvo deste tipo de acusações. Tive oportunidade de comunicar à representante em substituição do eleito do CDS que se encontrava na última assembleia que se queria entregar uma recomendação para o executivo para a entregar ao presidente da Assembleia Municipal que iria fazê-la chegar ao executivo.  E foi-lhe dito  depois já pelo presidente da Assembleia que poderia ler essas recomendações no período antes da ordem do dia que tinham oito minutos. O que é que aconteceu? O CDS no período antes da ordem do dia tinha oito minutos utilizou apenas quatro. Portanto, isto não é antidemocrático. Não usaram o tempo que tinham à sua disposição e depois vêm queixar-se que foi calada. Não ela calou-se porque quis. Provavelmente não tinha ensaiado o que lá vinha escrito ou, então porque, se calhar, também não concordava com o que lá estava, digo eu”, avançou.

Ana Raquel Coelho, ao Novum Canal, recordou que noutros plenários o CDS-PP Paredes apresentou outras recomendações que foram aceites para discussão e votação, nomeadamente o tarifário social da água e uma outra que propunha que as assembleias municipais fossem transmitidas em direto. “No sábado, num exercício de livre arbítrio, o senhor presidente recusou-nos”, asseverou.