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Federações de várias modalidades reuniram com o Governo para debater retoma da atividade desportiva. Clubes defendem que regresso depende da evolução dos casos no país

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Fotografia: Clube Andebol de Penafiel

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, o presidente do IPDJ, Vítor Pataco, e as federações de Andebol, Basquetebol, Futebol, Patinagem e Voleibol estiveram recentemente  reunidos para debater a retoma da atividade desportiva.

Na reunião ficou acordado que será divulgado “pela secretaria de Estado um esclarecimento dirigido às autarquias e às escolas, onde se explicita com clareza que os desportos coletivos já podem iniciar os treinos nas condições vertidas na Orientação n.º 30/2020 atualizada em 12/6/2020 pela DGS, assim como será “avaliada, em diálogo com a Direção-Geral da Saúde, a possibilidade de serem reduzidas, no mês de julho, as restrições impostas ao processo de treino desportivo”.

O encontro que contou com as presenças das federações de andebol, basquetebol, voleibol, patinagem e futebol, confirmou que “será elaborado um protocolo de retoma que permita o regresso das competições desportivas na terceira semana de agosto, desde que exista autorização da DGS” e “será estudado o lançamento de uma campanha de comunicação, liderada pela Secretaria de Estado/IPDJ em cooperação estreita com as Federações, que combata o receio de contágio e motive os agentes das diferentes modalidades a retomarem a atividade desportiva”.

O Novum Canal  ouviu alguns clubes que praticam desportos coletivos de pavilhão, no sentido de  aquilatar qual o sentimento destes coletividades quanto à necessidade efetiva destes modalidades serem reatadas.

Hugo Santos, do Clube Andebol de Penafiel, reconheceu  que com o cumprimento de normas será possível regressar aos treinos e será permitido o arranque do andebol que poderá numa primeira fase ser de acesso só a atletas e dirigentes estando as bancadas vazias.

“Neste momento é difícil prever esta situação pois considero que vai estar dependente da evolução dos casos no país bem como de novos estudos sobre a transmissão do vírus. O andebol é um desporto de muito contacto e com trocas constantes de material entre os participantes. Consideramos que com o cumprimento de normas será possível regressar aos treinos e será permitido o arranque do andebol que poderá numa primeira fase ser de acesso só a atletas e dirigentes estando as bancadas vazias. Uma parte que gostamos especialmente de ver foi a união entre as cinco federações de desportos coletivos de pavilhão que demonstraram uma vontade conjunta em fazer o que é certo sem pressas e sem nenhuma querer sem melhor que a outra e fazer diferente que poderia ser mau para todas”, disse, salientando que já existem normas estabelecidas que permitem o regresso à pratica desportiva com muitos condicionamentos permitindo apenas treinos físicos sem bola.

Fotografia: Clube Andebol de Penafiel

“Mas atendendo à altura da época em que estamos, após ponderação por parte de todos os elementos do clube, consideramos que será mais importante começar a próxima época mais cedo (agosto) e deste modo esperamos regressar aos treinos em agosto”, avançou.

Falando dos objetivos da equipa sénior para a presente temporada, Hugo Santos esclareceu que a equipa tem como metas continuar a incluir os atletas da casa no escalão sénior, permitindo a formação de um grupo de atletas que vivem o clube como sendo seu e que continue a ser um exemplo para todos os atletas do clube.

“A nível desportivo o principal objetivo é cimentar a equipa na 2ª divisão nacional tentando atingir a maior classificação possível”, concretizou, sustentando que na formação os objetivos passam pela a captação de novos atletas para todos os escalões e géneros permitindo o crescimento sustentado do clube.

“A inclusão de novos treinadores que realizaram o curso e o estágio aqui no clube também será um ponto positivo para o desenvolvimento do trabalho na formação”, acrescentou, sublinhando que a nível competitivo o Andebol Clube de Penafiel almeja ser sempre ser melhores, ganhar mais jogos e alcançar os melhores resultados possíveis.

“A formação é o cerne do nosso clube e é o que mais nos orgulha com a inclusão constante de atletas na escalão de seniores”

Hugo Santos confirmou que a formação irá continuar a ser o vector de desenvolvimento do clube.

“Sem dúvida que a formação é o cerne do nosso clube e é o que mais nos orgulha com a inclusão constante de atletas na escalão de seniores. Como o nosso escalão sénior apenas tem atletas da casa a formação é fundamental para atingir melhores resultados futuros”, precisou que o Clube Andebol de Penafiel continua a ser um clube de referência no concelho e na região.

“O CAP continua a ser um clube de referência para o concelho e para a região uma vez que continua a apresentar bons resultados com as suas equipas. Continuamos a dinamizar o andebol e a apresentar resultados que demonstram que o trabalho efetuado está a ser bem realizado e no bom caminho”.

Sobre as prioridades do clube para os próximos tempos, Hugo Santos realçou que as principais prioridades passam por levar o andebol a um maior número de jovens do nosso concelho.

“Para que seja possível vamos tentar dinamizar atividades nos diferentes agrupamentos escolares do concelho de modo a divulgar o andebol e o clube. Queremos ainda garantir a continuidade da equipa sénior na 2ª divisão nacional continuando a fazer um trabalho sério e rigoroso com vista a atingir os nossos objetivos”, confessou.

Questionado sobre que impactos desportivos e financeiros provocou a crise sanitária no clube, Hugo Santos reconheceu que não realização do jogo dos oitavos de final da taça de Portugal frente ao Madeira SAD, a nível desportivo e financeiro acabou por ter sérios impactos no clube.

“Um dos maiores impactos que é simultaneamente desportivo e financeiro foi a não realização do jogo dos oitavos de final da taça de Portugal frente ao Madeira SAD. O cancelamento das competições aconteceu 2 dias antes da realização do jogo. Para além de não jogarmos contra uma equipa de 1ª divisão e tentar o acesso aos quartos de final tivemos que pagar a viagem de avião que não se realizou e não foi reembolsada. Todos os escalões tiveram que parar não existindo tempo para terminar campeonatos que foi uma grande desilusão para todos os atletas”, atalhou, afirmando que a nível financeiro “o clube tem muito receio da nova época uma vez que esta pandemia também acarretou uma crise financeira e deste modo podemos não ter os apoios de algumas das empresas que tanto nos ajudavam e acreditavam no nosso projeto”.

Hugo Santos  confirmou que esta situação veio dificultar ainda mais o orçamento do clube, uma vez que tem vindo a apresentar sempre orçamentos com as despesas mínimas obrigatórios para o funcionamento do clube.

“Para um clube como o nosso é muito difícil fazer reajustes no orçamento uma vez que estávamos a apresentar sempre orçamentos com as despesas mínimas obrigatórios para o funcionamento do clube. Estamos a aguardar quais serão os rejaustes por parte da própria federação nos valores a pagar bem como se existirá alguma forma de aceder a algum apoio específico para esta situação”, expressou.

Fotografia Juventude Pacense Hóquei em Patins

“Pretendemos atingir os lugares cimeiros da classificação, nunca ignorando que o nosso plantel é, em teoria, um dos mais fortes da competição. Queremos sempre mais e melhor”

A direção do Juventude Pacense em Patins concretizou esperar que todos cumpram o seu papel cívico, pois só assim é possível retomar a tão desejada normalidade.

“Sabemos que no contexto atual estamos sujeitos a alterações que podem ocorrer quase diariamente, fruto da análise que as entidades competentes fazem das variáveis. Com o aval das entidades competentes pudemos reiniciar os treinos (embora com muitas restrições, que cumprimos escrupulosamente). Temos acima de tudo esperança que todos cumpram o seu papel cívico, pois se assim for, queremos acreditar que o Hóquei em Patins poderá retomar a tão desejada normalidade, referiu a direção do clube, esclarecendo que o Juventude Pacense Hóquei em Clube reiniciou a atividade de forma muito condicionada.

“Mas neste momento apenas com o intuito de minimizar a longa paragem a que os nossos atletas foram sujeitos. Aguardamos autorização para a retoma integral da atividade, isto é, sem restrições de maior”, atalhou.

Quanto aos objetivos da equipa sénior para a presente temporada, a direção esclareceu que  assumiu o reforço do plantel de modo a garantir qualidade ao mesmo.

“Pretendemos atingir os lugares cimeiros da classificação, nunca ignorando que o nosso plantel é, em teoria, um dos mais fortes da competição. Queremos sempre mais e melhor”.

Na formação, o clube anunciou que o clube pretende  continuar  a apostar na qualidade da da formação.

“Continuar! Pretendemos continuar  a apostar na qualidade da nossa formação, traduzindo essa mesma qualidade no apuramento das nossas equipas de formação para os campeonatos nacionais das respetivas categorias”, realçou fonte da direção que reiterou que a formação irá continuar a ser o vetor de desenvolvimento do clube.

“Pensamos que sim. O Juventude Pacense é um clube com 48 anos de existência e tem uma clara índole formativa (na vertente desportiva e de cidadania). Pretendemos evidenciar essa máxima. Queremos continuar a formar atletas e Homens”.

“O ecletismo do Juventude Pacense é o motor para que sejamos inequivocamente uma referência”

A mesma fonte manifestou que o Juventude Pacense Hóquei em Patins continua a ser um clube de referência no concelho e na região.

“Sem dúvida. O ecletismo do Juventude Pacense é o motor para que sejamos inequivocamente uma referência. Há muitos e bons clubes hoje em dia, que merecem o nosso respeito e consideração, mas sim, o JP é uma referência. Hoje assistimos a um aumento significativo de jovens atletas oriundos de outros clubes que procuram o Juventude para a prática do Hóquei em Patins e isso é o espelho do clube como referência na modalidade”.

A direção do Juventude Pacense Hóquei em Patins apontou, também, a estabilidade financeira e a competitividade desportiva como objetivos a almejar nos próximos tempos.

“Um passo de cada vez. É assim que estamos a encarar a atualidade. Vamos trabalhar cumprindo as regras das autoridades de saúde para termos condições de dar passos seguros.  Manter a estabilidade financeira e a competitividade desportiva são também prioridades”.

A Juventude Pacense concordou, também, que a interrupção das competições pela Federação de Patinagem de Portugal e a autoridade nacional de saúde os  impactos desportivos e financeiros foram evidentes.

“O impacto desportivo de maior relevo foi a interrupção dos campeonatos e a paragem abrupta dos treinos. Paragens longas são contraproducentes. Financeiramente… Se as empresas são afetadas, os clubes serão também por inerência. As coisas não serão fáceis mas temos que encarar o futuro com perseverança e otimismo. Sabemos que as entidades federativas, associativas e municipais estão atentas e que o sucesso e o equilíbrio financeiro dos clubes é do interesse comum”, acrescentou a direção do clube que reconheceu que a pandemia da Covid-19 vai obrigar o clube a rever tudo, não só o orçamento.

“Este clube procura, de há uns anos a esta parte, ter um grande equilíbrio financeiro. Óbvio que a pandemia nos força a rever tudo, não só o orçamento. Contudo, a forma responsável como temos vindo a trabalhar leva a que estejamos de certo modo prontos para todos e quaisquer reajustes que tenhamos que fazer”, asseverou a direção.


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