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Vilela homenageia Centro Social e Paroquial e Cruz Vermelha no 17.º aniversário de elevação a vila

Fotografia: Junta de Freguesia de Vilela

A freguesia de Vilela, concelho de Paredes, homenageia, esta quarta-feira, o Centro Social e Paroquial da freguesia e a Delegação da Cruz Vermelha – Delegação de Vilela, no dia em que faz 17 anos de elevação a vila.

Ao Novum Canal, Mariana Machado Silva, presidente da Junta de Freguesia de Vilela, justificou a distinção a estas duas instituições com o facto de prestarem um serviço relevante à comunidade e também por durante a pandemia sanitária e a fase de confinamento terem estado permanentemente a funcionar, prestando ajuda a quem mais precisou.

“As comemorações foram  criadas no ano transato. É uma forma de homenagearmos as instituições e as forças vivas. Este ano não foi possível reunir as associações para votar nas instituições, mas optamos por distinguir estas duas instituições”, expressou, salientado que as cerimónias este ano, excecionalmente, e devido à pandemia sanitária vão ser celebradas de forma diferente.

Sobre a crise sanitária, Mariana Machado realçou a entrega e determinação de vários atores e agentes  locais assim como dos elementos do executivo que tentaram por mais variadas formas alertar e sensibilizar para a necessidade de se protegerem.

“Pedimos um orçamento às empresas, falei com vários empresário, às costureiras que foram incansáveis e que permitiram que pudéssemos entregar máscaras à comunidade”, concretizou, reconhecendo que as coletividades locais tiveram um papel determinante na sua eleição, sendo, hoje, agentes de proximidade que desempenham um papel relevante em prol da comunidade.

Falando do 17.º aniversário de elevação a vila, Mariana Machado realçou ser uma responsabilidade acrescida estar à frente da Junta de Vilela, reconhecendo que desde que foi eleita em 2017, a freguesia evoluiu de forma sustentada sobretudo ao nível dos serviços.

Fotografia: Junta de Freguesia de Vilela

A autarca, que antes de ser eleita presidente da Junta de Freguesia, já tinha exercido funções como presidente da Assembleia de Freguesia, confirmou, também,  que Vilela evoluiu em áreas como as acessibilidades, ganhou um parque, sendo, presentemente, conhecida também pela sua dinâmica empresarial, com um tecido empresarial mais ligado ao comércio da madeira.

Mariana Machado declarou que este dinamismo empresarial é justificado pelo facto da freguesia dispor de infraestruturas e espaço para crescer, o que faz com que mais empresários optem por se fixar na vila.

A autarca realçou, também, que a freguesia ganhou qualidade de vida, dispondo de excelentes acessos à autoestrada e estando a paredes-meias do concelho de Paços de Ferreira.

“Cada vez há menos desemprego e os jovens procuram Vilela para se fixar. Sou um exemplo disso mesmo. Estive no estrangeiro e regressei a Vilela com a minha família e sentimos bem na freguesia”, assegurou.

Como dificuldades, a presidente da junta de freguesia apontou a falta de saneamento e iluminação, enaltecendo, por outro lado, o espírito bairrista e a dimensão cultural que a freguesia tem ganho.  

Sobre a política, Mariana Machado reconheceu que esta é um instrumento que deve estar ao serviço da comunidade e com o sentido de ajudar as pessoas e encontrar as melhores estratégias para solucionar os problemas dos habitantes.

“Hoje estou mais legitimada pelo percurso que fiz e pela minha ligação às instituições e ao tecido social. Quem está na política tem de trabalhar em prol da comunidade independente de ter uma câmara ou os holofotes apontados a si”, assumiu, admitindo que quem está na vida política ou exerce cargos públicos tem cada vez mais de saber conviver com a crítica.

A autarca elogiou, também, o trabalho realizado por Celso Ferreira, ex-presidente da Câmara de Paredes, e José Cruz, ex-presidente de Junta de Freguesia.

“Mas isso acabou por ter o revés da medalha porque começaram a dizer que seria uma testa de ferro. Esta situação de impasse durou quase um ano porque não havia acordo para formar executivo, mas serviu para a população perceber que estava ali como Mariana e não a mando de ninguém”, precisou, admitindo que esta experiência lhe conferiu traquejo e respeito.

Sobre a sua relação com o executivo municipal, Mariana Machado esclareceu que o tratamento hoje ao nível da câmara é diferente do de há dois anos atrás.

“Claro que quem está à frente de uma freguesia quer sempre mais e acho que o executivo camarário poderia fazer mais na freguesia, dada a importância política que a freguesia tem. Independentemente da cor partidária temos de saber conversar e resolver os problemas”, concretizou.