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Feira de São Bartolomeu vai realizar-se no dia 24 de Agosto mas só para produtores e agricultores

Fotografia: Confraria do Presunto e da Cebola do Tâmega e Sousa

A tradicional Feira de São Bartolomeu, também conhecida pela Feira das Cebolas, agendada para dia 24 de Agosto, este ano terá um figurino diferente, devido à pandemia sanitária que a região e o país estão a atravessar, sendo direcionada apenas para produtores e agricultores locais.

Ao Novum, o Grão-mestre da Confraria do Presunto e da Cebola do Tâmega e Sousa,  Joaquim Ferreira, esclareceu que o certame irá decorrer na Avenida Gaspar Baltar, no Sameiro, sendo esperados entre 70 a 80 produtores.

“O certame este ano devido às restrições das autoridades sanitárias não terá os habituais tendeiros. Falou-se no Campo da Feira, mas o espaço também não se adequava aos tendeiros e mantivemos a tradição de realizar este certame na Avenida Gastar Baltar, num evento só para os produtores, cumprindo as regras higiénico-sanitárias, as normas e diretrizes da Direção-geral de Saúde, nomeadamente o distanciamento social e estou convicto que vai correr tudo bem”, disse, salientando que a mostra já vem sendo preparada há vários meses, em articulação com a Câmara de Penafiel, sendo acauteladas todas  as diretrizes e indicações das autoridades sanitárias e bem assim qual o local mais indicado para o fazer.  

“Vai ser uma mostra diferente, as pessoas vão estar todas de máscara como é de lei. A avenida ficará  só com uma entrada por um lado e saída por outro a quem vier carregar cebolas. Quem não vier comprar cebolas não pode circular na avenida”; expressou, admitindo que apesar das restrições impostas, o certame vai ser  novamente um sucesso, com os produtores e agricultores a terem a possibilidade de vender a sua cebola.  

“Quem não vier comprar cebolas não pode circular na avenida”

“Pelas indicações que tenho, o certame deverá ter entre 70 a 80 produtores que vão  colocar cebola na Feira de São Bartolomeu, cumprindo com uma tradição ancestral que se mantém e que a Confraria do Presunto e da Cebola quer continuar a preservar. O concurso da cebola irá realizar-se no dia 23 e a festa da cebola no dia 24, cumprindo, como é óbvio, as regras sanitárias”, acrescentou, sublinhando estar convicto que este é um ano farto de cebola e excelente  qualidade.

Falando da Feira de São Bartolomeu, Joaquim Ferreira realçou, também, recordou que este é um evento ímpar no concelho e na região, tendo mais de um século de existência e sendo um certame que movimenta a economia local.

“A feira de São Bartolomeu e das cebolas já tem mais de um século e compete à Confraria preservar este legado, uma tradição com forte expressão no concelho e na região. Há pessoas que vêm dos mais variados  lugares para adquirir a cebola para todo o ano. Trata-se de um certame que movimenta a economia local. No ano passado vendemos cerca de 300 toneladas de cebola, há dois anos 400 toneladas e este ano estou convicto que irá superar as 400 toneladas tendo em conta  a quantidade de cebola”, confirmou.

O presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, assumiu que a decisão de avançar com o certame foi devidamente articulada com a Confraria e depois de ouvidas as autoridades de saúde, referindo-se à Feira das Cebolas como uma oportunidade e um veículo que muitos produtores e agricultores têm de escoar o seu produto.

“Aproveitamos esta circunstância de termos a Assembleia-Geral da Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa, que é uma confraria muito voltada para o mundo rural, para reunir os agricultores que costumam participar na feira de São Bartolomeu para fazer uma reflexão conjunta a propósito deste tempo que estamos a viver e da forma como podemos organizar a Feira de São Bartolomeu. Sabemos da importância que a feira tem para dezenas de agricultores, para muitas famílias, que têm neste evento a oportunidade de escoarem  o seu produto e também sabemos que há visitantes que vêm de todo o país para comprarem as suas cebolas que vão consumir ao longo de todo o ano. Nas circunstâncias em que nos encontramos quisemos ainda assim encontrar caminhos que permitissem organizar a feita de São Bartolomeu, dar a oportunidade aos agricultores, mas tudo isto com segurança  e com as restrições que a autoridade de saúde nos impõe. Foi uma reflexão positiva e vamos ter a Feira de São Bartolomeu, será realizada no mesmo local, mas realizada de forma diferente porque vai ter de cumprir com essas regras que nos são impostas pela autoridade de saúde”, atalhou.

Fotografia: Confraria do Presunto e da Cebola do Tâmega e Sousa

O autarca esclareceu, também, que os demais feirantes que habitualmente marcam presença no certame este ano não vão poder fazê-lo, dispondo e outros possibilidades, a feira do mês, para escoarem os seus produtos.

 “Optamos, como disse, por dar prioridade ao  mundo rural. Os agricultores, os produtores de cebola, são os que vão  ter prioridade. Os demais feirantes vão ter de compreender que têm outras possibilidades, a feira do mês, de escoarem os seus produtos. A prioridade foi dada aos agricultores, aos produtores de cebolas porque entendemos que para eles esta é de facto a única oportunidade e tinha de ser acautelada.  É um certame que é importante para muitas famílias penafidelenses que têm nesta dinâmica da produção da cebola uma oportunidade de acrescentar rendimento, mas é também um fator de atração para muitos visitantes que acabam por contribuir para a economia local. Não queríamos deixar cair esta tradição que tem tantos anos sabendo que ela tinha de ser concretizada com as regras e foi isso que procuramos decidir”, sustentou.

Carlos Leão, presidente da Freguesia de Penafiel,  alinhou pela mesma bitola e confirmou que a Feira das Cebolas é um evento ímpar no concelho para inúmeras famílias que vivem desta cultura, que apesar das restrições e do contexto em que se encontra a região e o país, vão ter uma oportunidade para fazer mais-valias e verem o seu trabalho reconhecido e valorizado.

“ É uma oportunidade para os produtores escoarem a sua cebola. A feira de São Bartolomeu movimenta inúmeros agricultores e famílias, sendo um veículo de promoção não só do mundo rural, mas também do concelho”, avançou.