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Concelhias do PSD de Lousada, Paços de Ferreira e Valongo não se recandidatam

As concelhias do PSD de Lousada, Paços de Ferreira e Valongo, cujo escrutínio estava agendado para este sábado, não apresentaram quaisquer candidatos a sufrágio, num dia que fica também marcado pelas eleições à distrital do PSD Porto que deverá reconduzir o atual líder do estrutura distrital, uma vez que é o único candidato.

Joaquim Pinto, da Comissão Política Concelhia do PSD Paços de Ferreira, justificou a sua não recandidatura ao cargo com questões do foro pessoal.

“Razões exclusivamente de âmbito pessoal, nomeadamente a minha atividade profissional não me permitir agarrar o processo autárquico que se avizinha com a disponibilidade de tempo necessária, tal como aconteceu em 2016 e 2017”, disse, esta decisão começou a ser ponderada já há algum tempo, quer com a minha família como com militantes e pessoas amigas mais próximos.

“É uma decisão ponderada e, desde que as condições pessoais se mantenham, irreversível”, referiu, salientando que não pondera voltar a recandidatar-se ao cargo.

“Como disse, a minha atual situação profissional torna a decisão irreversível”, confirmou.

Questionado sobre quais os militantes que estão em melhores condições para protagonizar uma candidatura, Joaquim Pinto admitiu que o PSD encontra-se numa situação mais favorável do que  a que existia em 2016, dispondo o partido de quadros capazes de fazer um trabalho de qualidade em prol da sociedade.

“Se compararmos a situação do partido em 2016 com a que temos atualmente e se pensarmos bem na atual situação dos nossos adversários políticos, que é o Partido Socialista e do desgaste existente no executivo municipal, que poderá ser potenciado pelos erros cometidos na gestão de vários dossiers neste mandato, percebemos que a situação é muito mais favorável. Por isso mesmo, fico com a sensação que deixo o meu ciclo a meio! O PSD de Paços de Ferreira não é um epifenómeno, que apareceu do nada, “agarrado” a causas que milagrosamente desaparecem quando se chega ao poder. Nós temos anos e anos de atividade política, o que contribui para se “gerar” vários quadros capazes de fazer um trabalho de qualidade em prol da sociedade”, frisou.

“Em breve será ultrapassada esta questão, sem drama nenhum. O objetivo é debater mais o futuro próximo do partido e depois, surgirá uma Comissão Política de todos os militantes”

Confrontado se teme que o PSD Paços de Ferreira possa cair numa espécie de vazio diretivo, Joaquim Pinto foi perentório a afirmar que isso nunca acontecerá.

“Primeiro porque a atual Comissão Política continua em funções e assim continuará, como em breve se verá, até a eleição de nova equipa. Depois porque esta situação foi circunstancial e associada ao facto de se ter antecipado umas semanas o processo eleitoral face ao inicialmente previsto. Em breve será ultrapassada esta questão, sem drama nenhum. O objetivo é debater mais o futuro próximo do partido e depois, surgirá uma Comissão Política de todos os militantes. Ao contrário do PS de Paços de Ferreira, que teve um processo eleitoral interno com 3 fações a digladiar-se entre si e a lista apoiada por todo o Executivo Municipal a ser a menos votada. Curioso é o facto do Sr. Presidente de Câmara, mandatário desta lista perdedora, nada ter dito sobre esta questão.

Já sobre o facto da não apresentação de candidaturas ser transversal às concelhias de Lousada e Valongo  e deste fenómeno poder revelar um certo mal-estar com o líder da distrital do PSD Porto, Alberto Machado, o líder da estrutura concelhia do PSD Paços de Ferreira confirmou que não é o seu caso até porque faz parte da equipa do atual líder da distrital do PSD Porto.

“Não posso falar pelos meus colegas, até porque cada caso terá a suas especificidades. Da minha parte não é o caso até porque faço parte da equipa do Alberto Machado, logo acredito na sua liderança para a Distrital. Aliás, além de mim, há mais militantes de Paços de Ferreira que fazem parte da sua equipa, o que demonstra o respeito que ele tem pelo trabalho que temos feito nos últimos tempos e o respeito que temos por ele. Acima de tudo temos que ter consciência que nesta fase, todos temos que trabalhar para que, freguesia a freguesia, concelho a concelho, sejamos capazes de ter os mais motivados e capazes para representar o PSD de forma que possamos fazer aquilo que mais interessa (ou deveria interessar!): trabalhar para que os cidadãos das nossas terras vivam melhor!”, expressou.

Ao Novum Canal, Maria Trindade Vale, da Comissão Política do PSD Valongo, referiu que no início deste processo eleitoral, esclareceu que não estava disponível para se recandidatar.

“O PSD tem muito militantes com valor e capacidade para assumir responsabilidades e entendi que seria adequado motivar mais militantes a partilharem essas capacidades. Ao longo do último mês, foi notório e conhecida a vontade manifestada por alguns militantes em constituírem uma proposta política e apresentarem listas candidatas à concelhia de Valongo. Inexplicavelmente tal não aconteceu e não foi concretizada nenhuma lista candidata aos órgãos concelhios”, disse, salientando que a atual comissão política manter-se-á em funções, assegurando a gestão e orientação política do partido no concelho, até que novas eleições sejam convocadas, o que, avançou, deseja possa ocorrer tão breve quanto possível.

Já Cristóvão Simão Ribeiro, líder da Concelhia do PSD Lousada, escusou-se, pelo menos nesta fase, a fazer quaisquer esclarecimentos sobre este assunto.