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Grupo de entusiastas de caminhos-de-ferro cria composição para alertar para potencial turístico da linha do Douro

Fotografia: The Brave Ones

Os “The Brave Ones”, um grupo de entusiastas de caminhos-de-ferro que decidiu partir à exploração de linhas férreas, quer ativas, quer já desativadas, e criou uma composição que será inaugurada, no dia 4 de julho, e colocada a circular na linha do Douro, ligação Pocinho- Vila Nova de Foz Coa, estrutura que se encontra encerrada desde 1988.

Segundo o grupo, o objetivo passa por alertar para o potencial turístico do troço desativado da linha do Douro.

“O que se pretende com este projeto será  alertar para o potencial turístico, do troço desativado da linha do Douro, nomeadamente para  a  comparação, do que se faz noutros países, onde se dá um aproveitamento de excelência a vias férreas, que também estão  desqualificadas pelas companhias de cada país”, referiu José Rod do grupo “The Brave Ones” que sustentou que a composição que vai  já na sua versão número sete e demorou cerca de seis meses a ficar pronta.

Falando ainda dos “The Brave Ones”, José Rod esclareceu que o grupo é constituído por três  entusiastas ferroviários, que se juntou em 2007, tendo vindo a multiplicar-se ao longos destes últimos anos, com a entrada de mais elementos para o seu staff.

Fotografia: The Brave Ones

“Este troço da linha do Douro entre  a estação do Pocinho e a Estação do Côa, é muito importante para a zona de todo o Douro, e que pode ser muito vantajosa ,a sua reabertura, para o próprio Museu do Côa”

 “Este grupo dedica-se a explorações ferroviárias em linhas desativadas, caminhadas nessas mesmas linhas e possuindo um veículo de fabrico artesanal, percorre sempre que tem oportunidade, todas as vias férreas desativadas pelas infraestruturas tanto de Portugal como de Espanha”, frisou, sustentando que ao fazer a linha de comboio do Pocinho- Vila Nova de Foz Côa, o grupo pretende enfatizar a necessidade de reabrir a linha do Douro.

“Salientamos que este troço da linha do Douro entre  a estação do Pocinho e a Estação do Côa, é muito importante para a zona de todo o Douro, e que pode ser muito vantajosa ,a sua reabertura, para o próprio Museu do Côa”, sublinhou, confirmando que o grupo defende a completa requalificação e reabertura da linha.

Fotografia: The Brave Ones

“Absolutamente, pois será um marco essencial  para o país e consequentemente abrirá as portas ao norte, através das ligações aos portos de Leixões e de Aveiro, com o resto da Europa, para o transporte de mercadorias. Sendo também importante a vertente dos passageiros, quer a nível turístico, quer a nível do transporte em uso regular para servir muitas localidades”, acrescentou, manifestando que esta linha é fundamental e complementa todo o processo para a sua integração na região do alto Douro Vinhateiro.

Questionado se existe vontade política em fazer essa requalificação, o elemento dos “The Brave Ones” assumiu que não existe vontade a nível do governo central, mas o grupo acredita nos políticos das autarquias e das infraestruturas.

Fotografia: The Brave Ones

“Também sabemos que são decisões muito difíceis, uma vez que dependem dos acordos dos dois países, Portugal com a Espanha”, atalhou, defendendo que o grupo quer continuar com a manutenção do troço entre o Pocinho e o Côa.

“Uma vez que a partir do Côa até Barca d’Alva  será muito complicado para  nós que temos meios muito escassos, fazer melhor, pois esse trajeto em certos locais tem  anomalias muito graves, desde a falta de carris  que foram furtados, como enormes derrocadas que obstruíram a linha. Seriam necessárias máquinas de grande porte e uma logística que não está ao nosso alcance. Em resumo, achamos que esta linha, não deve, nem pode ser mantida no total abandono e esquecimento, que tem estado desde 1988”, confessou.

Fotografia: The Brave Ones