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Fotografia: Por uma Federação onde Todos têm Voz

“O PS ganhou as eleições legislativas, mas teve pela primeira vez, ao fim de muitos anos, a mesma média da média nacional, quando historicamente o PS está sempre quatro a cinco pontos percentuais acima”, José Manuel Ribeiro

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Fotografia: Por uma Federação onde Todos têm Voz

O candidato à distrital do PS Porto e presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, recordou no Especial Informação, no programa do Novum Canal, numa edição que decorreu na Associação Empresarial de Penafiel, que voltamos a recuperar, que é necessário o PS ganhar eleitorado no distrito do Porto, invertendo os resultados das últimas legislativas em que o partido ganhou as eleições, mas esteve pela primeira vez, ao fim de vários anos, aquém daquilo que têm sido os resultados do partido no distrito.

“O PS ganhou as eleições legislativas mas teve pela primeira vez ao fim de muitos anos a mesma média da média nacional, quando historicamente no distrito do Porto o PS está sempre quatro a cinco pontos percentuais a cima da média nacional. A questão dos resultados eleitorais autárquicos não está obviamente em causa. O meu adversário que é meu camarada interno que respeito obviamente tem, aliás, só como mensagens os resultados, mas a vida política não se esgota nos resultados e mesmo os resultados merecem  uma análise. Quando numas eleições legislativas  ficamos na mesma média nacional, significa que temos menos eleitorado a votar no PS. E isso deve merecer uma reflexão e estas reflexões fazem-se nos momentos eleitorais, com clareza. Historicamente o PS no Porto consegue resultados quatro a cinco pontos percentuais acima da média e nas últimas eleições  ficou na média”, disse assumindo que a sua candidatura à Federação é um candidatura que quer ajudar o PS, de alguém que quer e tem vontade de vencer as eleições e pretende defender os interesses do distrito.

Questionado sobre se conseguirá acumular o cargo que exerce na Câmara de Valongo com outros nomeadamente o de governar a Federação, na eventualidade de vencer a distrital, José Manuel Ribeiro foi perentório: “Quando o meu camarada atual presidente da Federação, Manuel Pizarro, há quatro anos se candidatou à presidência da Federação a crítica ao então presidente  da Federação, José Luís Carneiro, hoje, secretário-geral adjunto, era que o José Luís Carneiro tinha sido nomeado  secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e, portanto, não tinha tempo porque passava mais tempo fora do país do que no país.  Quando decidi candidatar-me achei que  o meu camarada Manuel Pizarro não iria depois de ser eleito eurodeputado querer ficar na mesma situação de incoerência porque hoje é eurodeputado e passa quatro em cada sete dias em Bruxelas. Valorizo a questão da coerência. Essa questão é mais dirigida ao meu adversário do que a mim porque estou cá permanentemente.  Há aqui um problema de incoerência porque a crítica que era feito há quatro anos ao anterior presidente da distrital, hoje, é ignorada. Hoje, já não há problema nenhum de ser eurodeputado. Por que é que surge uma alternativa? Porque  é  importante. A  história do PS é uma história de pluralismo”, expressou.

“O PS que tem bons autarcas, que tem uma maioria dos municípios nesta região, necessita de governar Penafiel porque senão governar Penafiel não tem condições de conseguir um projeto verdadeiramente na região”

Falando  das eleições autárquicas, José Manuel Ribeiro constatou que Penafiel é um concelho charneira na região.

“Penafiel é um concelho charneira. O PS que tem bons autarcas, que tem uma maioria dos municípios nesta região, necessita de governar Penafiel porque senão governar Penafiel não tem condições de conseguir um projeto verdadeiramente na região. E esta região precisa de muita coragem. Ainda hoje fico chocado como é que se convive tão bem com um sorriso na cara, com a segunda sub-região mais atrasada do país. Os indicadores desta sub-região deveriam envergonharmo-nos a todos. Há problemas graves no saneamento com taxas de coberturas baixas,   e noutros indicadores.”, manifestou, salientando que indicação dos candidatos às cidade de Lisboa e do Porto pela sua importância e peso histórico é feita pelas bases e pela direção nacional do partido e que as câmaras são, aliás, todas importantes.

José Manuel Ribeiro admitiu, também, ser a favor da realização de primárias na escolha dos candidatos para as autárquicas de 2021.

“Estes mecanismos já estão previstos. Houve eleição primária para a escolha do secretário-geral e por natureza defendo e estou aberto a esses mecanismos. Valorizo as base e que haja uma adesão com aquilo que é a realidade onde estamos. Se for entendido que esse mecanismo é o mais adequado, sou o primeiro a defender esse mecanismo porque isso é uma forma entrarmos em momentos em que as decisões são em circuito fechado, em que há pouca discussão interna. Não é só um problema do PS. Isso acontece noutros partidos. Em momentos de poder podemos ser tentados, cair nessa armadilha e é importante haver debate interno para não cairmos nas armadilhas do unanimismo. O unanimismo é uma armadilha perigosa nas organizações. Quando entramos em lógicas do unanimismo começamos a questionar porque é que alguém pensa diferente de nós e a retirar a liberdade das pessoas pensarem de forma diferente e a forma de contrariar isso é estimular o debate,  haver alternativas, candidaturas diferentes.

Sobre os candidatos à Câmara do Porto José Luís Ribeiro escusou-se a comentar nomes de potenciais candidatos.

 “Não vou comentar nomes, como é óbvio. É público que tenho uma relação de amizade com o José Luís Carneiro mas nunca iria comentar nomes. Não há projeto metropolitano sem liderar o Porto. Não é possível  discutir o ensino superior sem a cidade do Porto sentada à mesa, mobilidade metropolitana, não é possível sem o presidente da Câmara do Porto sentado à mesa. Quase tudo depende do presidente da Câmara do Porto, logo um partido que quer governar uma área metropolitana tem que ter a cidade do Porto. Podia dizer o mesmo em relação à região. Quando alguém assume uma candidatura não pode estar com esses problemas se vai incomodar outros colegas autarcas. Tenho boa relação com os meus colegas autarcas de outros partidos, mas quando alguém se candidata a uma distrital esse tipo de relação fica à porta. Quem quer ganhar eleições primeiro tem que querer ganhá-las e trabalhar muito, conhecer o território, os dossiers. Temos de saber tanto como quem esta no poder”, acrescentou.

O candidato à Federação Distrital do PS Porto advogou, ainda, ser um defensor dos círculos uninominais.

“Faz todo o sentido porque temos hoje um problema na nossa democracia e uma das questões que cria problemas ao funcionamento da democracia é a falta de confiança dos cidadãos em relação aos seus eleitos. Hoje apercebo-me da importância das pessoas conhecerem quem elegem. No caso do Porto e nas listas dos grandes partidos a maior parte da população não sabe quem  é o deputado. Há uma dimensão importante da política que tem a ver com a legitimidade que não é um conceito exclusivamente ligado à autoridade, decorre da lei. As pessoas que são eleitas têm que apresentar resultados. Se o cidadão não conhece quem elege como é que depois vai pedir…. Há também a questão do escrutínio, a prestação de contas. Estou à vontade porque presto contas todos os anos. Sou simpatizante de um modelo como o que existe nos Açores. Temos que valorizar o pluralismo nos parlamentos. Nos Açores criaram um sistema interessante. Têm a eleição por circunscrição, mas depois têm um circulo  global de compensação que garante pluralismo. Quem trava muito esta evolução não são só os grandes partidos, os pequenos partidos não têm interesse nos círculos uninominais”, confessou.


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