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José Manuel Ribeiro reiterou que aterro de Sobrado foi “mal localizado” e “mal licenciado”

O candidato à distrital do PS Porto e presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, assumiu no Especial Informação, programa do Novum Canal, numa edição feita a partir da Associação Empresarial de Penafiel (que recuperamos) que o aterro de Sobrado foi “mal localizado”, “mal licenciado”, classificando o processo de renovação das licenças como “uma coisa miserável e negativa”.

“O meu primeiro dever é para com os interesses  que represento, que são os valonguenses e nesta questão, temos um aterro que foi mal localizado, mal licenciado, o processo de renovação das licenças é uma coisa miserável, negativa. Estou a defender os interesses daqueles que me elegeram. Podia, numa ótica oportunística, estava calado, e bastava dizer, não fui eu que o licenciei, foi o anterior partido e o anterior presidente, mas acho que isso também não é uma forma de estar na vida pública. Isso não ajudava a resolver o problema das pessoas. Podia usar como arma de arremesso político, o que é que isso contribuiria para a vida daquela comunidade? Zero. Não contribuía nada. Era mais um eleito a fazer o jogo do costume. Atacar o outro. Não tenho essa interpretação da vida política. Nas últimas eleições tivemos quase 60% dos votos. Vamos ser honestos, tenho eleitorado que vota em mim que não é do PS. É do CDS, do PSD, do PCP, do BE. Logo tenho um dever de responsabilidade de ser presidente de todos e comportar-me como um inquilino, e como Mário Soares dizia, ser um democrata, ser acima de tudo português e Europeu”, expressou, manifestando que  compete à Federação Distrital e ao futuro presidente desta estrutura, em articulação com os cidadãos e as estruturas associativas dar visibilidade não apenas ao aterro de Sobrado, mas a outras questões ambientais que merecem igual visibilidade e tratamento.

“Grande parte dos nossos problemas em Portugal existem  porque não têm visibilidade. Aliás, uma das formas de acabar com os problemas é retirar-lhes visibilidade. Dando visibilidade estamos a estimular o debate. O que é a democracia se não o debate? A discordância? Não há, aliás, democracia se não houver debate. Pode fazer muito. Tem é que ter coragem, tem que ter vontade e, sobretudo, não pode ter medo de incomodar quem está no poder seja do PS ou de outro partido.  Hoje muitas pessoas deixam  de acreditar nos partidos porque percebem que os partidos não estão disponíveis para lutar por causas. E é por aí que podemos reconquistar a confiança dos cidadãos, voltando a defender causas, assuntos que por mais incómodos que sejam alguém tem de assumir a discussão desses assuntos, seja do ambiente, e seja de outras áreas. Quando olhamos para os resíduos domésticos, a Lipor, a Valorsul que são os dois serviços mais estruturados, que têm duas centrais de incineração, uma no Porto, na Maia, e outra em Lisboa, estamos a falar de resíduos domésticos, à entrada qualquer camião é obrigado a passar por um pórtico de radiação. A siderurgia obriga os camiões a passar num pórtico de radiação. Os resíduos industriais, o problema foi resolvido bem ou mal. Os resíduos industriais não perigosos qualquer camião entra e não tem nada. Há qualquer coisa que não bate certo. Se isto forçar o legislador a reavaliar a legislação que existe é um contributo. É assim que se muda. Há muitas formas de mudar”, disse numa alusão ao aterro de Sobrado.

“Defendo que as pessoas devem organizarem-se. A força da cidadania é uma coisa brutal, estudarem a fundo e se existir uma situação de injustiça devem dar visibilidade. Devem denunciar, mas devem fazê-lo com qualidade, de uma forma qualificada”

José Manuel Ribeiro manifestou, também, que enquanto candidato à Federação do PS Porto compete-lhe ser o garante dos interesses da comunidade, tendo desafiado os cidadãos a intervirem de forma cívica, a estudarem os problemas de forma a verem os seus direitos e interesses salvaguardados.  

“A distrital do Porto é a maior distrital do país. Estamos a falar de uma estrutura  que representa milhares de militantes, num distrito que é o segundo do país, a segunda Área Metropolitana do país, onde está a cidade do Porto. Um presidente da Federação não se pode substituir aos membros do Governo, sejam do PS ou de outro partido, nem pode substituir-se aos autarcas. Defendo que as pessoas devem organizarem-se. A força da cidadania é uma coisa brutal, estudarem a fundo e se existir uma situação de injustiça devem dar visibilidade. Devem denunciar, mas devem fazê-lo com qualidade, de uma forma qualificada. O que é que o presidente de uma distrital pode fazer? O mesmo. Pode dar visibilidade porque tem força política, tem voz. Quando defendo uma Federação Onde Todos Têm Voz, não é só da militância de base é também que a voz da presidência, porque o cargo de presidente da federação é um cargo que está previsto nos estatutos. O presidente de uma distrital se quiser  ajudar as populações vai lá visitar. Ao ir lá convida a comunicação social, convida os autarcas sem medo e dá visibilidade ao problema”, atalhou.

José Manuel Ribeiro confirmou, ainda, que o presidente de uma Federação pode fazer muito na defesa dos interesses das comunidades, bastando ter coragem, vontade e, sobretudo, não ter medo de incomodar quem está no poder, seja do PS ou de outro partido.

“Grande parte dos nossos problemas em Portugal existem porque não têm visibilidade. Aliás, uma das formas de acabar com os problemas é retirar-lhes visibilidade. Dando visibilidade estamos a estimular o debate. O que é a democracia se não o debate? A discordância? Não há, aliás, democracia se não houver debate. Um presidente de uma Federação pode fazer muito. Tem é que ter coragem, tem que ter vontade e, sobretudo, não pode ter medo de incomodar quem está no poder seja do PS ou de outro partido.  Hoje muitas pessoas deixam  de acreditar nos partidos porque percebem que os partidos não estão disponíveis para lutar por causas. E é por aí que podemos reconquistar a confiança dos cidadãos, voltando a defender causas, assuntos que por mais incómodos que sejam alguém tem de assumir a discussão desses assuntos, seja do ambiente, e seja de outras áreas”, sustentou.