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Deputado António Cunha defende que Programa de Estabilização Económico e Social depois de esmiuçado não se sabe para que serve

O deputado penafidelense António Cunha, eleito pelo círculo eleitoral do Porto, referiu, no sábado, em Fonte Arcada, que não se sabe bem para que é que serve o Programa de Estabilização Económico Social apresentado pelo Governo, para minimizar os efeitos da crise sanitária, e que tem um prazo temporal até ao final do ano

Ao Novum Canal, o deputado social-democrata referiu que o programa lança por cada rubrica bastante dinheiro, mas depois de esmiuçado aquilo não se sabe o que é.

“Do nosso ponto de vista programa parece mais uma lista, aliás, o presidente do PSD, Rui Rio referiu isso. O PSD entrou por outra via, nomeadamente a de saber o que é que o país precisa, o que é que se quer no curto prazo, mas também já a projetar e o futuro. E o que é facto é que esse programa lança por cada rubrica bastante dinheiro, mas depois esmiuçando aquilo não sabemos para que é que é. Na área da educação, que é a minha área, para a digitalização do sistema 400 milhões de euros, só que não sabemos para que é que é. É para as escolas? É para equipar escolas? É para os professores? É para formação? É para os alunos? Agora, aquilo vai ter de ser desdobrado neste orçamento suplementar e já se começa a ver para onde é que irão essas verbas”, disse, salientando que é preciso direcionar algumas verbas para as empresas, em especial para as micro e pequenas empresas “que são essas que dão emprego e que pagam impostos”.

“Ao PSD preocupa-nos porque não temos uma visão tão assistencialista. Evidentemente que concordamos quando é preciso ajudar as pessoas, mas é preciso direcionar algumas verbas para as nossas empresas, em especial para as micro e pequenas empresas que são essas que dão emprego, que pagam impostos, tal como as grandes empresas, que estarão mais folgadas.  Quando temos uma TAP que vai buscar mil e duzentos milhões de euros, quando cerca de 96% das suas rotas, se não estou em erro, estão concentradas em Lisboa, é evidente que o Norte, o Sul, a Madeira, não podem estar satisfeitos com esta redistribuição porque para o resto do país não é justo. Uma empresa que se diz de bandeira não nos parece bem”, disse.

“A TAP é uma empresa que tem de servir o país como um todo e nos daí não arredamos pé”

Questionado sobre a providência cautelar que a Associação Comercial do Porto interpôs um junto do Supremo Tribunal Administrativo (STA) para impedir que o Estado injete dinheiro na companhia, António Cunha realçou que o segundo plano de voos da empresa está longe de ir ao encontro daquilo que são as necessidades da região norte.

“Uma boa parte do tecido empresarial do país, situa-se a norte e o norte, do nosso ponto de vista, para a TAP está desvalorizado e isso vê-se pelas rotas. É evidente que a Associação Comercial do Porto está a fazer esta pressão e do nosso ponto de vista bem porque é essencial que a TAP se recentre naquilo que é o país como um todo e não apenas em Lisboa e na região de Lisboa e do Vale do Tejo. Não pode ser. Todos pagamos os nossos impostos. A TAP é uma empresa que tem de servir o país como um todo e nos daí não arredamos pé”, avançou.