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Fotografia: FC Penafiel

FC Penafiel começa a estruturar a equipa profissional para a nova época apesar de arranque da prova não estar definido

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O presidente do FC Penafiel, António Gaspar Dias, revelou, em declarações ao Novum Canal, que os rubro-negros, formação que milita na LigaPro, com o encerramento antecipado das competições, terá que começar a preparar o regresso e a estruturar a equipa profissional para a nova época que se avizinha, apesar de o seu arranque ainda não estar definido.

António Gaspar Dias assumiu que há jogadores que vão deixar o clube, nomeadamente jogadores que acabam contrato e empréstimos que terminam, pelo que será necessário suprir estas vagas.

Já sobre o arranque da próxima época, o dirigente rubro-negro recordou que  ainda não há uma data definida para o início dos trabalhos.

“Presentemente, ainda não há definição para o início da temporada 2020/2021, até porque a presente época ainda não acabou. Só saberemos os timings lá mais para a frente. Aguardamos orientações da Liga”, frisou, salientando que é prematuro traçar metas  e definir objetivos em termos desportivos para a próxima época.

“A seu tempo teremos plantel e objetivos traçados”

“Neste momento, é prematuro estar a lançar perspetivas para uma nova temporada, se nem sabemos em que realidade vamos navegar e ainda nem fechamos a presente temporada desportiva. A seu tempo teremos plantel e objetivos traçados”, avançou.

Quanto às dificuldades que espera encontrar no arranque da época 2020/2021, o dirigente precisou esperar as mesmas dificuldades que encontrou na época 2019/2020.

“As mesmas que já são usuais neste campeonato: equipas experientes, aguerridas, com objetivos bem definidos. Haverá, certamente, um lote de candidatos declarados que apostarão nos lugares cimeiros e que andarão, como normalmente, à volta de 6 / 7 Clubes”, afirmou, reconhecendo que a época 2019/2020 foi uma época “atípica” que foi cancelada antecipadamente numa altura em que havia ainda muitos pontos em disputa.

“Uma temporada atípica, amputada de forma precoce por circunstâncias absolutamente excecionais, quando havia ainda muito campeonato para disputar e muitos objetivos pelos quais lutar”, concretizou, admitindo que qualquer balanço que se possa fazer  está ferido à partida.

“Estamos a falar de um campeonato que foi dado como terminado com dois terços disputados. Faltavam dez jornadas em que muito se ia passar, sendo que estas últimas rondas são sempre aquelas que mais surpresas trazem, fruto da carga nervosa que se apodera das equipas nesta reta final de campeonato. Não sabemos o que poderia acontecer, nesta liga uma equipa que consiga três vitórias seguidas dá de imediato um salto enorme na classificação. Por muito que agora se possa dizer e especular, a verdade é que qualquer balanço está ferido, à partida, porque nunca nos vimos deparados com algo assim”, constatou.

“Para um clube como o Futebol Clube de Penafiel, com uma forte componente de formação, foram imensos os transtornos, a começar pelos mais de 400 atletas que deixaram de fazer o que mais gostam que é praticar futebol”

Falando dos impactos no campo desportivo que a crise sanitária suscitou, o dirigente penafidelense admitiu que quer ao nível da formação, quer ao nível da equipa profissional os transtornos foram  imensos.

“Desde logo o cancelamento de todas as provas federadas que se disputam no nosso país, à exceção da Liga NOS. Para um clube como o Futebol Clube de Penafiel, com uma forte componente de formação, foram imensos os transtornos, a começar pelos mais de 400 atletas que deixaram de fazer o que mais gostam que é praticar futebol. Mais especificamente, no escalão profissional, o cancelamento deixou um amargo de boca porque ninguém gosta de ser privado de exercer a sua profissão, mas todos tivemos o sentido de responsabilidade de perceber que foi um mal necessário, com vista a que pudéssemos todos voltar à nossa vida normal o mais rapidamente possível”, atalhou.

Fotografia: FC Penafiel

Do ponto de vista financeiro, o responsável pela formação penafidelense declarou que apesar de não ser para já possível quantificar com toda a exatidão esse impacto, haverão consequências negativas.  

“Nesta altura, ainda não é possível concluir com todo o rigor as consequências para as finanças do Futebol Clube de Penafiel, mas, certamente, irão existir consequências negativas. A ver vamos, neste momento ainda é cedo para ter toda a perceção desse impacto. No entanto estamos acautelados dentro das possibilidades”, asseverou.

Voltando ainda à questão da pandemia sanitária e das medidas que foram adotadas  no sentido de salvaguardar os atletas e o bem-estar dos adeptos e associados, António Gaspar Dias referiu que o emblema parou de imediato com toda a atividade desportiva em todos os escalões e suspendeu a atividade administrativa que ficou confinada apenas ao estritamente essencial.

“O Clube parou, naturalmente, com toda a atividade desportiva em todos os seus escalões, dos Peninhas ao Futebol Profissional, e fê-lo com o sentido de responsabilidade que se exige a uma instituição de referência como é o Futebol Clube de Penafiel. Optamos, também, por parar a atividade administrativa, que ficou limitada apenas ao estritamente essencial e maioritariamente executada em regime de teletrabalho. Aos nossos associados e adeptos, nada mais nos restou que apelar ao seu bom senso e sentido de dever no cumprimento das normas emanadas pelas entidades competentes, algo que fizeram com muita responsabilidade”, esclareceu.

Sobre a decisão da Liga de Clubes de ter optado por cancelar a LigaPro, tendo usado um critério diferente para a Liga NOS, introduzindo com esta decisão uma eventual discricionariedade, o presidente da direção recordou que o Clube de Penafiel deu a conhecer, no devido tempo, a sua posição através de um comunicado difundido no nosso site e nas redes sociais do clube.

“A seu tempo, o Futebol Clube de Penafiel deu a conhecer a sua posição através de um comunicado difundido no nosso site e nas redes sociais do Clube. Tal como então afirmamos, e mantemos, a decisão de cancelar a LigaPro contraria as reais intenções do FC Penafiel e de todos os clubes / sociedades desportivas da Liga Pro que era terminar o campeonato, no entanto compreendemos que este término se faça por razões de segurança pública e por imposição do Governo da Nação e da Direção Geral de Saúde”, lembrou,  declarando que é impossível, nesta fase, quantificar os prejuízos desta decisão para os clubes.

Confrontando com a possibilidade do clube fazer cortes orçamentais, o dirigente declarou não ser correto para já estar a traçar cenários hipotéticos, tendo, no entanto , admitido essa possibilidade.

“À data de hoje, ainda não possuímos todos os dados contabilísticos e financeiros, pelo que não será correto da minha parte estar a traçar cenários hipotéticos, por mais impactante que esta situação tenha sido, e foi, para a saúde financeira do Clube. Mas à data poderemos dizer que haverá ajustamentos”, expressou, reiterando que, nesta fase, é difícil quantificar os prejuízos desta decisão para os clubes.

“Neste momento é prematuro estar a traçar cenários hipotéticos. Vamos aguardar com serenidade e responsabilidade o que o futuro próximo nos reservará. Uma coisa é certa, para a próxima época estaremos de volta!”, garantiu.


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