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AfaLousada revela que não há ainda prazos definidos para o regresso das provas

O presidente da Associação de Futebol Amador de Lousada (Afalousada), estrutura que organiza o Afal Kids, o campeonato de futebol de formação do concelho revelou, esta quinta-feira, ao Novum Canal, não existir uma data e um cronograma definido para o arranque das provas.

Bruno Miguel assumiu mesmo não acreditar que as provas possam iniciar, em Setembro,  na melhor das hipóteses, na sua opinião, irão iniciar no início de 2021, tendo em conta as indicações e diretrizes, que são do domínio público, veiculadas pela Direção-Geral de Saúde, pelas autoridades nacionais e mesmo pela Câmara de Lousada que vão no sentido de manter a proibição da prática de modalidades desportivas coletivas, recordando que a atividade física e desportiva só pode ser realizada em contexto não competitivo de modalidades desportivas individuais, ou coletivas por atletas federados, desde que vão de encontro ao cumprimento das orientações definidas pela DGS.

Apesar da vontade já manifestada por vários dirigentes para iniciarem os trabalhos, Bruno Miguel realçou que a maioria dos clubes amadores e até federados não dispõem de condições quer logísticas, ao nível dos campos, nem higiénico-sanitárias para cumprir com as orientações e diretrizes emanadas quer pelas autoridades nacionais competentes nesta área.

No caso da AfaLousada, o dirigente associativo recordou assim que foram conhecidas as orientações publicadas pela Direção-Geral de Saúde e assumidas pelas autoridades locais e nacionais sobre a frequência de espaços públicos no contexto de prevenção e contenção da propagação do novo coronavirus, a Associação de Futebol Amador de Lousada optou por cancelar todas as provas organizadas pela instituição.

“Estamos a falar de provas que implicam  o envolvimento de adeptos, muita gente”, disse, salientando, que além do mais, a maioria dos clubes neste patamar, não  dispõem de condições financeiras  para cumprir com as recomendações da DGS ao nível, por exemplo, da aquisição dispositivos médicos e equipamentos de proteção individual.

Fotografia: Associação de Futebol Amador do Concelho de Lousada

“Não podemos reabrir à pressa para depois, decorrido algum tempo, voltarmos a fechar portas”

Ao Novum Canal, Bruno Miguel assumiu que apesar da vontade manifestada já por muitos clubes e dirigentes quererem retomar a atividade, há que garantir que estas orientações são cumpridas e salvaguardado o bem-estar e a saúde pública de todos os intervenientes,  jogadores, adeptos e demais atores e agentes ligados ao futebol amador e federado e ao mundo desportivo.

“É sobejamente reconhecido que o desporto tem vantagens e traz benefícios, mas não podemos reatar a qualquer custo, ainda que haja clubes na zona Norte que iniciaram os treinos na formação. Mas cada um terá de ser responsável pelas suas ações e assumir as suas responsabilidades na eventualidade de acontecer alguma coisa”, expressou, admitindo que o futebol amador e federado tem um peso significativo para os clubes e faz mexer o associativismo.

“A crise sanitária provocou alterações substâncias em amplos setores da vida económica e social e também no desporto e os clubes têm que se adaptar a esta nova realidade. Na minha opinião há que fazer um esforço coletivo, reunir com todos os atores e agentes que estão ligados aos desportos de contactos no sentido de garantir a segurança e o bem-estar de todos. Não podemos reabrir à pressa para depois, decorrido algum tempo, voltarmos a fechar portas”, frisou, confirmando que ao nível financeiro os impactos são evidentes, com quebras de patrocínios e publicidade e que o arranque da próxima época só poderá iniciar mais cedo se a evolução da curva epidemiológica o permitir e o país não for confrontado com uma segunda vaga.

Refira-se que a resolução do Conselho de Ministros nº 40-A/2020, de 29 de maio  define que “no âmbito do futebol e futsal (salvo as instalações destinadas à atividade dos praticantes desportivos federados, em contexto de treino), mantém-se a obrigação de encerramento das instalações de atividades desportivas tais como: pavilhões ou recintos fechados (exceto os destinados à prática de desportos individuais sem contacto) e pavilhões fechados de futsal)”.

A mesma resolução impõe regras de higiene e obrigações de cuidado, limpeza e desinfeção.