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Fotografia: Academia de Estudo Luís de Camões

Centros de explicações reinventaram-se para manter contacto com explicandos e minimizar perdas

Fotografia: Academia de Estudo Luís de Camões

Apesar da reabertura anunciada para dia 15 deste mês, muitos operadores de centros de explicações e de estudo admitem que a retoma no setor será difícil e gradual.

Além das dificuldades económicas, quebras de faturação, são vários os atores e agentes ligados ao setor que afirmam ter várias incógnitas quanto à retoma e recuperação destes espaços que mantiveram-se durante meses proibidos de ter qualquer contacto presencial com os seus explicandos, por indicação da autoridade nacional de saúde.

A situação aflitiva que se vive no setor levou inclusive à realização de uma petição pública online com 1181 assinaturas que iria ser entregue na Assembleia da República, exigindo a reabertura dos centros de explicações e que só não chegou a ser entregue no plenário porque, entretanto, o Governo permitiu que estes espaços reabrissem as portas.

Na petição pública, os proponentes defendiam a reabertura destes espaços com a maior brevidade possível de forma a que os centros pudessem voltar a trabalhar de forma presencial com os explicandos.

A petição aludia, também, à necessidade destes espaços serem incluídos no plano de reabertura da terceira fase de desconfinamento, que contemplava a reabertura do pré-escolar, cinemas, salas de espetáculo, centros comerciais, ginásios, o fim da lotação máxima de 50% em restaurantes, numa altura em que escolas já  tinham reiniciados as aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos, as universidades já tinham reiniciado aulas práticas e o Governo  já tinha reaberto a economia a outros setores de atividade.

Um dos responsáveis pela Mãe Amiga Atl e Academia de Estudo, em Paredes, revelou que o espaço encerrou portas  logo no dia 13 de Março, na sequência da declaração  do Estado de Emergência e das orientações da autoridade de saúde local.

De acordo com este responsável a situação que se vive n setor é difícil, admitido que existirão espaços em situação de pré-falência que dificilmente abrirão portas no dia 15, data estipulada para a reabertura. Já outros, revelou, pela almofada financeira que têm, irão proceder à retoma sem sobressaltos ou os constrangimentos dos primeiros.

“É público que desde o dia 13 de Março, os centros de estudo nunca mais funcionaram no modelo presencial em que vinham funcionando. Contudo, as rendas tiveram que continuar a ser liquidadas, os professoras pagos, a luz, a água e a internet a mesma coisa”, disse, salientando que as quebras de rendimento nalguns casos foram significativas , sendo que o mês de Agosto e as férias estão à porta, e apesar das aulas do 11.º ano e 12.º ano de escolaridade terem sido retomadas por indicação da Direção-Geral de Saúde e do Governo, ainda existem várias dúvidas e incógnitas quanto à abertura do próximo ano letivo.

O responsável pela Mãe Amiga Atl e Academia de Estudo em Paredes declarou, também, que a situação de confinamento e mesmo de desconfinamento levou a que vários centros de estudos e explicações optassem pelo online com os professores e também com as explicações individuais.

A Mãe Amiga revelou que a instituição preparou, entretanto, todas as condições para acolher os explicandos no horário habitual, com todas as condições de segurança e higiene, tendo solicitado a todos que se desloquem ao atl para que venham acompanhados de máscara, para que desta forma, seja assegurada a saúde dos professores e utentes da instituição.

“Prometemos voltar com todo o profissionalismo e dedicação que nos caracteriza”, referiu.

“Centros de estudo tiveram que se reinventar, implementar novas estratégias e fazer uso dos dispositivos online”

Mário Pinto, da Academia de Estudo Luís de Camões, em Penafiel,  manifestou que com o confinamento e mesmo na fase de desconfinamento muitos centros tiveram que se adaptar à nova realidade, reinventando novas estratégias e fazendo uso dos dispositivos online para contactar e articular os trabalhos e as explicações com os alunos.

“Apesar das limitações que também foram impostas ao setor,  a Academia, na fase mais complicada em que o isolamento foi necessário para conter e mitigar o COVID-19, efetuou explicações online com os alunos interessados”, sustentou, admitindo que o primeiro, o segundo ciclo e o secundário continuaram a ter apoio online.

Apesar da quebra de rendimentos e de ter admitido que os próximos tempos não serão fáceis para o setor, Mário Pinto mostrou-se otimista quanto à forma como estes espaços poderão reagir e minimizar os efeitos negativos da crise sanitária, fazendo depender esta evolução, também, da reabertura das escolas.

“Se isso acontecer, acredito que muitos centros de explicações vão conseguir inverter esta fase mais difícil e minimizar a quebra de rendimentos”, concretizou.

“Os problemas financeiros, adjacentes desta situação pandémica, são um contexto transversal a todo o país”

Já Júlio Borges e Manuela Barros, da direção da sabiUs, empresa formada por um grupo de professores, administrativos e auxiliares, com um objetivo de garantir o sucesso escolar dos alunos, confirmaram que a instituição reabriu, também,  esta segunda-feira,  concordando que “problemas financeiros, adjacentes desta situação pandémica, são um contexto transversal a todo o país”.

“Paredes e a região do Vale do Sousa, infelizmente, também espelham esta triste realidade. As famílias, vendo os seus rendimentos diminuídos, necessariamente, têm de atribuir prioridades às suas necessidades”, disseram, salientando que não é possível determinar uma relação única e direta dos efeitos e os impactos económicos nos centros de estudo e explicações que a crise sanitária provocou e continua a provocar.

“Não é possível determinar uma relação única e direta. De qualquer forma, muito significativos foram os efeitos do encerramento, desde de 16 de março, do apoio presencial.  Dependendo da capacidade de reação de cada centro de estudos a um apoio alternativo, este impacto é ou será mais ou menos grave na sua própria gestão como empresa”, frisaram.

“Os nossos alunos não sentiram qualquer interrupção no acompanhamento escolar por parte do sabiUs”

Júlio Borges e Manuela Barros assumiram que sabiUs – centro de estudos, também, optou por apostar no online como forma de manter  o contacto com os alunos para fazer face às limitações que foram, entretanto, impostas pela autoridade nacional de saúde.

“Os nossos alunos não sentiram qualquer interrupção no acompanhamento escolar por parte do sabiUs. O apoio online através de uma plataforma educativa, para além de outros serviços de apoio via digital, foi e é a nossa alternativa perante as limitações decretadas pelas entidades competentes”, avançou, assumindo que as ferramentas tecnológicas à distância está a ser altamente explorada, será mais uma valência nos serviços prestados pelo sabiUs.

“Devemos fazer uma análise das dificuldades e transpô-las em oportunidades. Sem dúvida que, após esta fase em que a utilização das ferramentas tecnológicas à distância está a ser altamente explorada, será mais uma valência nos serviços prestados pelo sabiUs”, lembrou.

Quanto à existência de condições higiénico-sanitárias nos centros de estudo e explicações para a reabertura, Júlio Borges e Manuela Barros, declararam desde do início desta pandemia, o sabiUs tomou todas as medidas de higiene, de modo a garantir a segurança dos seus alunos e colaboradores.

“Com a reabertura do apoio ao estudo presencial, as nossas instalações foram devidamente desinfetadas por Ozono, método mais eficaz de acordo com as recomendações da OMS. Disponibilizamos máscaras, álcool gel à entrada e saída dos estabelecimentos, bem como em todas as salas de estudo.  O distanciamento entre alunos nas salas e espaços comuns e as desinfeções ao longo do dia são também assegurados pelos nossos serviços”, informaram, reconhecendo que a capacidade de adaptação é a chave para que Portugal e todos os setores da economia ultrapassem as extremas dificuldades em que nos encontramos.

“A capacidade de adaptação é a chave para que Portugal e todos os setores da economia ultrapassem as extremas dificuldades em que nos encontramos. A inversão desta fase menos positiva passa pela dinamização das atividades económicas; se as famílias virem os seus rendimentos restabelecidos ou mesmo fortalecidos, não temos dúvidas que os centros de estudo e explicações retomarão o seu normal funcionamento e o seu papel de apoio na educação”, confessaram.   

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