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Fotografia: Mais Gym – Valongo

Apesar das adversidades, ginásios dizem estar a cumprirem com orientações da Direção-Geral da Saúde

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Fotografia: Mais Gym – Valongo

Apesar das adversidades verificadas  no período de confinamento com a declaração do Estado de Emergência que atingiram os ginásios e as academias, a maior parte dos operadores do setor assumiu que com a reabertura, no dia 1 de junho, estão a cumprir com as orientações que foram definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Rui Machado, do Fitness Factory Paredes, esclareceu que o ginásio abriu no dia 3 de Junho após a terem sido asseguradas todas as medidas de higiene e segurança impostas pela autoridade nacional de saúde.

“Além de concordarmos com as medidas impostas pela DGS, aplicamos outras medidas extra que achamos importantes para a segurança e bem-estar de todos os nossos sócios. De um modo geral compreendemos que muitos ginásios em Portugal, devido às suas características, não lhes seja fácil cumprir a 100% as limitações impostas. No entanto, aquilo que verificamos é um esforço suplementar do setor do fitness para responder às adversidades colocadas pela pandemia de forma a continuarmos a contribuir na saúde e bem estar daqueles que nos visitam. De um modo geral compreendemos que muitos ginásios em Portugal, devido às suas características, não lhes seja fácil cumprir a 100% as limitações impostas. São medidas rigorosas e que exigem espaços amplos para assegurar todo o bom funcionamento dos mesmos sem descurar os seus propósitos”, disse, salientando que no caso do Fitness Factory Paredes, a empresa para ter condições altamente favoráveis, agilizou tudo de acordo com as regras impostas pela DGS e com isso foi-lhes atribuído o selo “Healthy & Safe” pela associação que representa o setor, a Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP).

Rui Machado, do Fitness Factory Paredes, constatou que a adaptação dos utilizadores destes espaços está a ser bem aceite, sendo que a adesão tem sido bastante significativa.

“A adaptação está a ser muito bem aceite na nossa comunidade. Embora as regras sejam definidas pela DGS e adotadas pelos ginásios, nada seria possível sem a sensibilização das pessoas que nos visitam. No nosso caso em particular temos verificado uma forte adesão nestes dias de pós reabertura, com cerca de 200 pessoas a visitarem-nos diariamente à exceção de domingos e feriados. Cremos que isso se deve à sensação de segurança que conseguimos passar para os nossos sócios”, expressou, salientando estar de acordo com a solução definida pela DGS em colaboração com a AGAP do tabuleiro de xadrez, isto é, de colocar no chão quadrados de dois metros por dois metros de forma a ser ocupado pelo praticante.

“Não sendo da nossa competência julgar se é uma medida correta ou não, parece-nos devidamente ajustado às necessidades para a prática de exercício físico de uma forma segura e responsável”, frisou, sustentando que medidas como a limitação da lotação dos ginásios, a  marcação prévia e outras foram devidamente articuladas entre a autoridade nacional de saúde e a AGAP.

“Todas as medidas impostas foram anteriormente abordadas com a associação que nos representa, a AGAP – Associação De Empresas De Ginásios E Academias De Portugal. Esta sinergia faz com que haja um bom entendimento entre as responsabilidades dos ginásios e o feedback que os mesmos vão dando para melhorar as experiências dos utilizadores sem descuidar naquilo que realmente importa. Exemplo disso foi a alteração feita hoje pela DGS ao permitir novamente o uso de duches de forma devidamente limitada”, confirmou.

Já quanto ao uso de máscara por parte dos utentes, Rui Machado reconheceu que a sua implementação não é exequível com exercício físico dado que este implica um aumento de frequência respiratória.

“Não nos parece que fosse sensato visto o exercício físico implicar um aumento de frequência respiratória. Enaltecemos portanto a posição assumida pela DGS nesse assunto”, referi, lembrando a segurança de todos está em primeiro lugar.

“Formamos a equipa de trabalho nesse sentido e qualquer medida extra será sempre bem aceite e colocada em prática”, acrescentou.

“Conseguimos chegar virtualmente a casa das pessoas e minimizar a distância entre o ginásio e os sócios”

Rui Machado declarou que segundo dados da AGAP, mais de metade dos ginásios em Portugal tiveram quebras na faturação de mais de 75%., sendo que a situação só não se agravou porque muitos ginásios optaram por fazer uma forte aposta no conteúdo digital.

“Recentemente, num inquérito promovido pela AGAP, os dados apontaram que mais de metade dos ginásios em Portugal tiveram quebras na faturação de mais de 75%. Este número só não foi maior devido a uma forte aposta dos ginásios no conteúdo digital. Conseguimos chegar virtualmente a casa das pessoas e minimizar a distância entre o ginásio e os sócios. Felizmente no Fitness Factory Paredes ultrapassamos esta situação da melhor maneira e conseguimos inclusive oferecer contrato de trabalho a todos os que colaboravam connosco a recibos verdes”, assegurou, confirmando que a curto/médio prazo vai ser possível minimizar estas quebras, tendo as pessoas passado a ver com outros olhos a importância do exercício físico na saúde de todos.

“Apesar de todas as consequências negativas que o vírus nos trouxe, a população em geral também passou a ver com outros olhos a importância do exercício físico na saúde de todos. Acreditamos que a seu tempo as pessoas passarão a ir ao ginásio não só a pensar na sua boa forma física, mas também em prevenir problemas de saúde”, afiançou.

Questionado sobre se considera que deveriam existir mais apoios para este setor, sobretudo nesta fase, Rui Machado esclareceu que foi requerido recentemente pela AGAP uma redução extraordinária do IVA para 6% durante um ano e a aplicação de um benefício em sede de IRS, no valor anual máximo de 400 euros por contribuinte.

“Foi requerido recentemente pela AGAP uma redução extraordinária do IVA para 6% durante um ano e a aplicação de um benefício em sede de IRS, no valor anual máximo de 400 euros por contribuinte. Além de concordarmos na importância destes apoios para o setor, vemos neles uma forma de o Governo mostrar que o exercício físico é promoção de saúde, prevenção de doenças e um dos poucos meios de baixar os custos do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

“Vários milhares de euros que serão impossíveis de recuperar”

Sérgio Magalhães, do Mais Gym – Valongo,  um ginásio, desporto e fitness, espaço que reabriu no dia 1 de junho, confirmou que durante o tempo em que os ginásios estiveram encerrados foram vários milhares de euros que serão impossíveis de recuperar.

“Cada organização tem as suas contas, mas atrevo-me a dizer que foram vários milhares de euros que serão impossíveis de recuperar”, confessou, constatando que a curto/médio prazo vai ser possível minimizar estas quebras.

“A médio prazo, sim. Mas é preciso que a AGAP pressione o Governo para que nos ajude a recuperar, por exemplo reduzir o IVA do exercício físico, uma vez que está provado ser essencial para a Saúde”.

Sérgio Magalhães realçou, também, a necessidade do Estado conceder mais apoios ao setor, sobretudo nesta fase.

“Sem dúvida, um setor que emprega tantos profissionais devia ter pelo menos uma linha de apoio a fundo perdido no valor de 50% do que deixou de Faturar para que possa ultrapassar esta crise sem deixar de cumprir com as obrigações principalmente com os colaboradores”, lembrou.

Quanto às limitações que foram impostas pela autoridade nacional de saúde, Sérgio Magalhães, do Mais Gym – Valongo, defendeu que deveria ser possível a utilização dos chuveiros ainda que com restrições, confirmando que os ginásios estão preparados para cumprir as limitações impostas pela pandemia.

“Penso que todos se estão a preocupar em cumprir com as regras impostas pela DSG. No nosso caso aumentamos algumas para segurança dos nossos sócios, tal como medir a febre a todos os que entram no ginásio”, recordou, afiançando que as regras estão a ser bem aceites por todos os utilizadores, “mas a afluências aos clubes está ainda muito reduzida pelo receio que todos ainda têm”.

Falando das regras definidas pela Direção-Geral de Saúde e que foram apresentadas pela AGAP e da solução parecida com um tabuleiro de xadrez, Sérgio Magalhães foi perentório: “Digo só que é uma regra definida talvez por alguém que nunca frequentou um ginásio”.

Já quanto à limitação da lotação dos ginásios, a marcação prévia, a limitação da permanência do utilizador a uma hora, Sérgio Magalhães considerou que só são necessárias em clubes que tenham uma dimensão reduzida.

“Nesta altura são poucos os sócios que se vão praticar o exercício aos ginásios”, atalhou, lembrando que o uso de máscara por parte dos utentes serão aplicáveis nos espaços comuns de não treino.

No que toca aos instrutores usarem proteções individuais, Sérgio Magalhães admitiu que esta prática não é agradável, mas sim é exequível.

“Recuperação a partir de março de 2021”

Francisco Gomes CEO & Coach Bitfit, tal como os demais operadores, admitiu que as perdas estejam acima dos 60% e a recuperação no setor far-se-á sentir a partir de março de 2021.

Referindo-se à necessidade do Estado apoiar o setor, Francisco Gomes manifestou que a AGAP já fez chegar esses pedidos para minimizar a situação junto do Estado.

Questionado sobre se os utilizadores destes espaços sentem algum receio para voltar as frequentar estes espaços, Francisco Gomes reconheceu que os clientes ainda sentem receio, embora aos poucos estão a aderir e a cumprir com as medidas e regras que foram definidas pela autoridade nacional de saúde.

Quanto à regra do tabuleiro de xadrez, Francisco Gomes concordou que esta é  proposta exequível é que o ginásio está a implementar.

Sobre as demais diretrizes definidas pela DGS, o CEO & Coach Bitfit defendeu a implementação da limitação da lotação dos ginásios, a frequência por marcação prévia, as restrições de cada utente a uma hora.

Quanto ao uso da máscaras pelos utentes, recordou que os clientes só usam a máscara em áreas comuns. No treino retiram e voltam a colocar ao sair.

“Setor vive momentos difíceis, acentuado pela quebra de mais de 75%  de faturação na generalidade dos clubes”

O presidente da Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), José Carlos Reis, concordou que o setor vive momentos difíceis, acentuado pela quebra de mais de 75%  de faturação na generalidade dos clubes.

José Carlos Reis manifestou que o setor vive um cenário de “grandes dificuldades”, admitindo que só daqui a um ano será possível recuperar o valor de faturação igual a antes da pandemia.

Quanto aos apoios por parte do Estado, o presidente da AGAP defendeu que os mesmos já foram apresentados ao Governo.

Referindo-se à reunião que a AGAP manteve com o Governo, José Carlos Reis declarou que a mesma foi cordata e que as propostas apresentadas são no cômputo geral positivas para o setor.

O responsável da AGAP mostrou-se convicto que os ginásios estão preparados para cumprir as limitações impostas pela pandemia, sustentando que os utilizadores destes espaços, pese embora os constrangimentos definidos, estão a aceitar as imposições e cumprir as orientações estabelecidas.

Quanto às regras propriamente definidas, José Carlos Reis concordou com a solução do tabuleiro de xadrez, assim  como a limitação da lotação dos ginásios, a marcação prévia, e a  limitação dos utilizadores a uma hora.

Já quanto ao uso de máscara por parte dos utentes, o responsável pela AGAP recordou que quando fazem exercício não é obrigatório o uso de máscara.

Sobre os instrutores poderem usar proteções individuais, José Carlos Reis considerou esta decisão exequível se não estiverem a dar uma aula de grupo.

DGS permite chuveiros nos ginásios

Refira-se que Direção-Geral de Saúde DGS com a emissão da norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) de 29 de maio e que foi atualizada a 12 de junho permitiu uso dos chuveiros nos ginásios nos ginásios mediante cumprimento de determinadas orientações e premissas que foram definidas.

Segundo a DGS, a utilização dos balneários é permitida apenas se for possível assegurar as condições de distanciamento físico, higienização, limpeza e desinfeção preconizadas na Orientação n.º 014/2020 da DGS.

De acordo com a norma “Por serem espaços de uso comum e com superfícies de contacto frequente, os balneários devem ser sujeitos a um aumento da frequência de limpeza e higienização”.

É recomendada “também a limpeza, higienização e desinfeção dos cacifos, cabides, chuveiros/cabines de duche e instalações sanitárias, após cada utilização”.

“A utilização de balneários e chuveiros/cabines de duche deve considerar as seguintes recomendações: a) Caso disponham de alternativa, os utilizadores devem evitar a utilização dos balneários e/ou chuveiros/cabines de duche das instalações; b) Deve ser garantida a utilização de cabides nos balneários que permita o distanciamento físico de dois metros entre utilizadores; c) Deve ser garantida a utilização de chuveiros/cabines de duche que permitam o distanciamento físico de pelo menos dois metros entre utilizadores; d) O responsável do espaço/instalação define a lotação máxima permitida do(s) balneário(s) e chuveiros/cabines de duche, por forma a permitir a manutenção do distanciamento físico de pelo menos dois metros entre utilizadores”, lê-se na respetiva norma que faz, ainda, outras recomendações no que toca ao usos de balneários, chuveiros/cabines de duche, sanitários e bebedouros.


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