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Farmácia em Castelo de Paiva cria estrutura física que isola área total da zona de contacto com o público

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Uma farmácia em Castelo de Paiva criou uma estrutura física no espaço de atendimento ao público (com igual dimensão ao  que já existia) que permite uma segurança muito superior aos acrílicos porque faz isolamento e cobre a área total da zona de contacto com o público.

Ao Novum Canal, Helena Pinto Martins, responsável da farmácia, assumiu que também a sua farmácia teve que se adaptar tanto na fase da confinamento como no período de desconfinamento, sempre com o objetivo de promover o bem-estar dos colaboradores e utentes.

Falando da estrutura que instalou no seu estabelecimento, Helena Pinto Martins realçou que se trata de uma estrutura em vidro não permite que haja contacto direto com o público, salvaguardando a segurança dos funcionários e dos próprios clientes.

“Esta solução consiste numa estrutura física no espaço de atendimento ao público (com igual dimensão à  que já existia) que permite uma segurança muito superior aos acrílicos porque faz isolamento e cobre a área total de toda a zona de contacto com o público. É toda de vidro fechando a área de alto a baixo, logo não há contacto algum direto com o público. É também assim reduzida a passagem de ar de fora para dentro e vice-versa o que não acontece com os acrílicos dimensionados apenas a cada balcão. Há garante de visibilidade total da área de atendimento dos colaboradores e dos produtos dos lineares e dos colaboradores com o cliente e a segurança dos clientes é garantida ao máximo possível”, disse, salientando que a estrutura pode ser usada quando vier o tempo seguro de desconfinamento e existindo a possibilidade de ocorrer uma segunda vaga, sendo  de imediato recolocada, estando já preparada se se justificar para ser aumentado o número de postos com gaveta na mesma com a distância física de segurança.

“O contacto com o cliente é constante e permite aos colaboradores laborarem de igual forma com espaço e espaçamento nos postos de atendimento sem comprometer o Back-office nem a logística normal”

Falando da eficácia e da proteção da estrutura, Helena Pinto Martins destacou que a proteção e segurança no contacto com o cliente são garantidas em todas as fases de atendimento com o garante das boas práticas necessárias de proteção Covid-19.

“O contacto com o cliente é constante e permite aos colaboradores laborarem de igual forma com espaço e espaçamento nos postos de atendimento sem comprometer o Back-office nem a logística normal. O contacto visual é tão próximo quanto um vidro permite e como a comunicação é garantida com os microfones, toda a forma de atendimento é igual a anteriormente a esta estrutura com o acréscimo de que há sempre a possibilidade de leitura dos equipamentos através do vidro reduzindo assim também o contacto físico com equipamentos.  As gavetas de passagem sos produtos em cada posto foram desenhadas e pensadas com dimensões para a laboração normal. Cada posto permite ainda atendimento sentado. Foi calculada uma área especial com os separadores a uma distância tal que permite circular,  entrar, aproximar e sair uma cadeira de rodas nesse posto de atendimento”, disse, salientando que o atendimento é feito na sua vez e respeitando o número máximo de clientes.

“É possível e recomendada com avisos visíveis a desinfeção das mãos à entrada (e à saída) nos doseadores automáticos de sensor. O cliente dirige-se a um dos três postos de atendimento. Se passagem das receitas for em papel é feita pela  gaveta deslizante desse posto. Se for por telemóvel é feita a leitura com foto através do vidro com o nosso telemóvel ou tablet. O cliente acompanha toda o processo de atendimento e a interação e contacto através do vidro é permanente. Para o pagamento é dada preferência a MB way -através da leitura do QR code do terminal ou via telemóvel e a contactless. Após concluído o atendimento é feita dispensa dos produtos em saco pela gaveta deslizante, devidamente desinfetada segundo as boas práticas, sendo que cada gaveta tem um desinfetante para utilização do cliente no imediato e no exterior da gaveta cada posto tem um doseador de sensor”, frisou, advertindo que um cliente de risco que prefira ser atendido no exterior ou um cliente que não queira colocar máscara (conforme obrigatório no interior) é atendido no exterior através do postigo, já existente, onde foi instalado um quarto posto de atendimento, tendo iguais formas de pagamento e desinfeção nos doseadores de sensor que se encontra nas colunas à entrada e à saída. 

Helena Pinto Martins garantiu que com a nova estrutura, os colaboradores e utentes estão em total segurança.

“Todos os riscos estão minimizados no sentido da total segurança, não havendo contacto físico, sendo garantida a distância e havendo separadores para reduzir riscos em caso de falta de etiqueta respiratória. Havendo  vidro  a toda a volta da área de público e de alto a baixo é assim também reduzida ao máximo a passagem de aerossóis. A porta de entrada está sempre aberta para garantir arejamento na área de público. Os clientes não tocam nos produtos logo mais uma redução de risco de contágio. Os clientes estão um em cada posto separados entre eles mais de dois metros  e ainda com o separador (também de vidro) entre eles é impedida a interação física, não havendo assim risco de transmissão de gotículas entre eles em qualquer conversa que eventualmente possa surgir ou falta de etiqueta respiratória”, expressou, sustentando que a ideia para implementar este método surgiu após ter constatado que a tendência dos utentes era para  tentar quebrar o distanciamento, até de forma inconsciente e automática.  

“Percebemos desde a fase inicial que havia só o afastamento físico dos balcões que a tendência era para  tentar quebrar o distanciamento, até de forma inconsciente e automática. Constatamos também que não havia distanciamento de segurança e que não nos era possível constantemente garantir isso mesmo estando sempre a alertar e com avisos. Fizemos simulações várias pondo-nos no lugar do cliente e chegamos assim a conclusão que o garante de segurança só era dado com esta forma de proteção. O desenho  e funcionalidade das gavetas  foi partilha  de um colega de uma farmácia de Santa Marinha que se ofereceu para ajudar que cooperou desenhando no computador e fazendo o vídeo 3 D para ser executado, com o apoio do senhor Vítor Hugo Pinto das caixilharias que executou a estrutura muito bem e ainda melhorou alguns pormenores estéticos e de funcionalidade incluindo reajustar e preparar para uma segunda vaga”, esclareceu, referindo que o investimento realizado foi de cerca de sete mil euros.

“Com os equipamentos áudio adquiridos para cada posto e postigo o investimento rondou os 7000 euros.  Se houver uma segunda vaga justificar-se-ia doseadores mais robustos para cada posto, uma cortina de desinfeção e um tapete de desinfeção a entrada e criar uma zona de espera maior e acolhedora ( para o frio da época) e igualmente segura.  Serão investimentos que já estão pensados na mesma linha de garante de segurança mas que,  até a data com o controle da situação,  estão ainda projeto assim como outras necessidades que se justifiquem numa próxima vaga”, acrescentou.

“Em termos de conceção este nosso modelo é simples, é uma estrutura que confina os postos de atendimento e permite ausência de contacto com os expositores”

Questionada se seria possível replicar este modelo noutras farmácias, Helena Pinto Martins reconheceu que o modelo tem de ser pensado de forma a ser aplicado numa área tal que permita que seja garantido o distanciamento físico necessário.

“Os reajustes de lay-out têm de garantir que o software e hardware permitam o atendimento e é possível porque nós conseguimos. Em termos de conceção este nosso modelo é simples, é uma estrutura que confina os postos de atendimento e permite ausência de contacto com os expositores. No entanto, no nosso caso resultou, pensando em muitos pormenores para que um investimento destes seja eficaz e os clientes se sintam bem e seguros”, concretizou.

Inquirida sobre se considera que as farmácias estão devidamente apetrechadas e equipadas para atender os utentes em segurança, a farmacêutica relevou que  em contactos que tem mantido com outros colegas o sentimento é que houve uma constante partilha de contactos de forneceres e de experiências úteis.

“As farmácias sentiram desde início que eram a primeira porta de procura para a saúde de cada um, logo tinham de ser um porto seguro para garantir a proteção de riscos  começando não só por dar o exemplo e garantindo as boas práticas na laboração, como acima de tudo atuar de forma a não deixar a pandemia arrasar a saúde pública protegendo cada cliente fazendo os atendimentos em segurança. Na fase mais crítica da pandemia e Imediatamente na hora em que o Infarmed autorizou, a minha farmácia passou a atender pelo postigo porque era essa a forma mais segura e a melhor proteção possível para o cliente. Várias farmácias no país optaram na fase mais crítica por essa forma de atendimento mas infelizmente nem todas o fizeram mesmo justificando-se por questões de saúde individual e pública”, atalhou, sustentando que as farmácias têm conseguido fazer face àquilo que são as  recomendações das autoridades de saúde.

“As farmácias têm desde sempre sido o garante de boas práticas em todas as áreas de atividade diária e têm entidades reguladoras cujos procedimentos cumprem. Essas boas práticas foram reforçadas e ajustadas  perante o risco e aplicaram as recomendações a cada momento da pandemia. No caso da minha farmácia já estávamos a aplicar determinadas medidas de proteção, no atendimento e na equipa mesmo antes da DGS o determinar. Assim como muitas farmácias do país, visando a redução de riscos, um serviço solidário e menores deslocações da população, a entrega ao domicílio por elementos da minha farmácia e o agilizar das reservas para levantamento sem espera foram outras das medidas que criámos e permitiram a redução de riscos e acesso a medicamentos a quem não tinha meios ou não deveria sair de casa.”, assumiu

Helena Pinto Martins referiu, ainda, que foi no mês de março que se registou um maior pico de utentes às farmácias.  

“Só houve maior afluência no mês de março e, mesmo contra as recomendações para ficarem em casa, as pessoas procuraram mais as farmácias  temendo  que certos medicamentos esgotassem para garantir stock para tempos que previam difíceis e para reduzir eventuais saídas de casa numa necessidade de algum medicamento ou produto de saúde e bem-estar”, asseverou, constatando que a Direção-Geral de Saúde e as autoridades  têm feito um trabalho constante de sensibilização e alerta.

“A  informação está disponível e é acessível à maior parte da população; as previsões têm sido constatadas no tempo  e não podem ser desvalorizadas correndo o risco de ignorar a hipótese uma segunda vaga; o país tem tido um comportamento que assegurou números muito melhores que outros países e espera-se o mesmo. Assim os portugueses (e a população mundial) mantenham a consciência de que depende do nosso comportamento e atuem nesse sentido e os países possam disponibilizar os meios necessários e criar estruturas para ajustar e garantir a saúde pública,  que a crise será mais facilmente resolvida. No que depender da minha farmácia continuaremos a fazer um esforço maior pela proteção máxima e pelo garante da saúde pública”, confirmou.


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