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Academia de Ciclismo NRV Paredes regressa aos trabalhos com objetivos renovados e ambiciosos

A NRV Academia de Ciclismo fundada pelo ciclistas de renome,  Nuno Ribeiro e Rui Vinhas, com o objetivo de fomentar  ciclismo entre os mais jovens,  iniciou, no último sábado, os treinos com 27 atleta,  a pensar nas próximas competições.

Ao Novum Canal, Hélder Alves,  diretor-geral da NRV Academia de Ciclismo, revelou que a escola, que conta com o apoio da Câmara de Paredes, começou a sua atividade em janeiro de 2018 assegurada diretor desportivo da equipa de ciclismo W52, Nuno Ribeiro e Rui Vinhas, vencedor da Volta a Portugal, em 2016.

“Este projeto de aprendizagem/formação foi pensado no momento que vivia o ciclismo, para intervir de forma estrutural no percurso do atleta sempre acompanhado pelas melhores práticas de treino físico e mental para jovens, cimentados nas experiências do passado e nos desejos de valorizar uma competição saudável, boas práticas alimentares, descanso, sentido de responsabilidade e sacrifício, pilares bases em qualquer formação, sendo também esta a filosofia dos mentores da NRV”, disse, salientando que escola de ciclismo tem como base de apoio conceptual as vivências de cada membro integrante da equipa.

“Com base nesse histórico formulámos uma ideia base à qual chamamos de “Família Competitiva”. Este conceito é para nós a base que sustenta todo o nosso trabalho. Por um lado, queremos consolidar e fortalecer valores como a Amizade, o Respeito e o Companheirismo, (valores relacionados com a família) e por outro, queremos despertar o espírito competitivo, se for intrínseco, ou o simples prazer de andar de bicicleta”, referiu, salientando que a escola conta no presente ano com 2020 temos inscritos na UVP-FPC (União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo) 27 atletas de Ciclismo de competição e 1 atleta CPT- (ciclismo de lazer).

Hélder Alves realçou que a formação é o principal vetor deste projeto.  

“A aprendizagem/formação é o nosso principal foco e o mais importante para a elevação do nível da modalidade. O ciclismo é uma modalidade “sui generis” que tem vindo a ganhar praticantes e adeptos, por isso a necessidade imperiosa de existir aprendizagem/formação.  Com a subida de escalão, por motivos da idade dos atletas que fazem parte do projeto, cabe-nos a responsabilidade de os acompanhar, motorizar a sua evolução e encaminhar para que o seu futuro a nível desportivo seja de acordo com as suas aptidões e ambições”, expressou, sustentando  que o facto de Paredes ser conhecida por uma terra de ciclistas, acabou, também, por influenciar a criação deste projecto.

“Sim, dada a visão global da modalidade no concelho, do historial tão rico, justifica-se avançar com um projeto desta dimensão. O presente deu-nos já razão com o crescimento acentuado do número de atletas praticantes e outros ainda na fase da experimentação. O trabalho desenvolvido foi muito produtivo, mas para podermos responder cabalmente aos desafios do futuro, vimo-nos forçados a procurar parceiros que partilhassem a nossa visão e estivessem ao nosso lado na procura dos desafios e objetivos assumidos, “um futuro melhor para os nossos jovens”. Paredes tem um passado desportivo ligado ao ciclismo, não nos podemos esquecer disso, e foi nesse sentido que quando fizemos a primeira abordagem tivemos logo por parte da autarquia uma recetividade total, quer do projeto, quer da forma como está a ser conduzido”, atalhou.

“A Academia pretendia participar em todas as provas do calendário a nível Nacional, regional e ainda participar em competições do calendário Espanhol, como a Copa de Espanha”

Questionado se está prevista a participação em competições, o diretor-geral realçou que  com o calendário suspenso devido ao COVID-19, a Academia de Ciclismo NRV aguarda ansiosa pelo parecer da DGS, do Governo e da UVP/FPC, para saber os calendários e competições que ainda se vão realizar.

“A Academia pretendia participar em todas as provas do calendário a nível Nacional, regional e ainda participar em competições do calendário Espanhol, como a Copa de Espanha”, avançou, sublinhando que apesar da estarmos a viver uma fase de desconfinamento e uma época de crise, a Academia de Ciclismo NRV conseguiu alargar quer o número de praticantes, quer o numero de equipas, atualmente três (equipa de Escolas com quatro escalões.

“Em época de crise, sobretudo económica que se faz sentir na sociedade, conseguimos alargar quer o número de praticantes, quer o numero de equipas, atualmente três (equipa de Escolas com quatro escalões, equipa de Cadetes e equipa Feminina). Se por um lado, o número de atletas inscritos, a procura e filiação de novos atletas, o apoio do publico e entidades civis durante e após os treinos das equipas, demonstram que nutrem um especial carinho pelos nossos ciclistas, por outro lado, as várias divulgações nos meios de comunicação social e redes sociais, são um barómetro do agrado e apoio não só dos amantes da modalidade como do cidadão anónimo.  Acresce ainda a atenção prestada parte dos responsáveis pelas seleções nacionais de ciclismo, nos nossos   atletas, tendo alguns já participado nos trabalhos das seleções”, referiu.

Falando do feedback da comunidade relativamente ao projeto, Hélder Alves  enalteceu o apoio e solidariedade que a academia tem tido por tarde da comunidade local.

“Apoio e solidariedade neste momento menos bom por que estamos a passar. Dadas as mudanças radicais no panorama desportivo, bem visível este ano sem competição, é necessário reforçar laços de cordialidade e amizade que sempre patenteou este projeto, esperar pelo regresso á normalidade, alcançar êxitos desportivos e demonstrar as entidades que nos apoiam a nossa qualidade de trabalho em prol da promoção e desenvolvimento da modalidade, em especial neste concelho”, confessou.

Inquirido sobre se a Academia de Ciclismo NRV tem articulado esforços com os estabelecimentos de ensino no concelho no sentido de fomentar a modalidade e sensibilizar os alunos para a prática do ciclismo, Hélder Alves declarou que o  projeto chegou apenas este ano ao concelho, pelo que ainda está numa fase embrionária.

“ Temos na Câmara Municipal um parceiro visionário e estamos a trabalhar em conjunto para chegar as crianças. O “Desporto Escolar” e o “Ciclismo vai à Escola” são pontos que queríamos implementar durante 2020”, confirmou, lembrando que apesar da crise sanitária  que atingiu o país e a região, o projeto manteve-se fiel as suas premissas, apenas tendo sido adaptado no funcionamento.

“Não houve competições ou treinos (presenciais), mas continuou a ser enviado o plano individual de trabalho, bem como treinos (on-line). Existiu também a preocupação de acompanhar de perto os efeitos da crise nos atletas, visto que eles são em grande maioria crianças. A nível económico, sem dúvida que teve um grande impacto, que ainda estamos a quantificar, analisar e delinear novas estratégias”, constatou.

Quanto aos projetos e atividades que a Academia de Ciclismo NRV pretende implementar a curto/medio prazo, Hélder Alves esclareceu que a escola tem a ambição de querer ser a referência no ciclismo de formação, tendo como principal objetivo engrandecer e prestigiar a prática do desporto ao mais alto nível.

“Queremos ter todos os escalões desde escolas até sub-23 e impulsionar o ciclismo feminino em Portugal”, asseverou, assumindo que atualmente a academia dispõe de um local privilegiado para poder treinar os mais jovens em segurança.

“Os que já têm de treinar na estrada, vamos integrando aos poucos as regras de trânsito, transmitindo valores como o respeito como base para que tudo funcione”, acrescentou.