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Movimento Rio Sousa adverte para a necessidade de valorizar e salvaguardar rio

fotografia: Movimento Rio Sousa

Um depois de se ter assinalado o Dia mundial do Ambiente, o Movimento Rio Sousa, promoveu, este sábado de manhã,  uma reunião de retoma de trabalhos no Parque da Cidade de Penafiel alertando  para a necessidade de preservar e salvaguardar o Rio Sousa.

“O Movimento Rio Sousa faz a sua primeira reunião “pós crise COVID19”, no parque da cidade de Penafiel às 14h30, logo na jornada posterior ao Dia Mundial do Ambiente. Retomamos os trabalhos pela sensibilização geral da sociedade, civil e política pela necessidade de defesa do Rio Sousa. Pensamos ser uma boa forma de assinalar o Dia Mundial do Ambiente”, disse o movimento  que sustentou que o país, aliás todo o planeta, carece de fontes e reservas que garantam para o futuro água destinada aos usos quotidianos, agrícolas e industriais.

“Daí também a importância de se preservarem os caudais hídricos. Não se pode poupar nos esforços e cuidados nos rios”, expressou o grupo de elementos afetos ao movimento.

O movimento relevou a importância de se preservar o património, a fauna e a flora do vale do Rio Sousa reconhecendo  que essa preservação e salvaguarda, “deveria ser um desiderato a nível intermunicipal, não tem existido como tal, sendo vital avançar com um inventário da fauna e da flora do Vale do Sousa e do seu património natural”.

O Movimento do Rio Sousa reconheceu que tem existido sensibilidade politica para  preservar o Rio Sousa, enquanto ativo e legado historio, mas recordou existirem, no entanto, “grandes e pequenos interesses têm contrariado as vontades política”.

“No que se refere ao adequado uso das águas e sua preservação a Lei da Água de 2005 mostrou que existe sensibilidade política. Grandes e pequenos interesses têm contrariado as vontades políticas que estão  sintonizadas com o conhecimento atual da situação hidrológica e uma adequação às prioridades ambientais”, esclareceu o grupo.

“Não faz sentido o rio limpo e protegido, para ser novamente explorado e destruído de formas diferentes das atuais”

Sobre se existem condições para criar uma paisagem protegida local do Rio Sousa na região do Vale do Sousa, à semelhança do que está a acontecer em Lousada, o mesmo movimento considerou que “não podem existir apenas medidas estanques no tocante ao Rio Sousa”.

“ Só faz sentido para um pleno realizar de metas ambientais satisfatórias, o ajuste de esforços intermunicipais”, referiram os elementos do movimento, reconhecendo que o Rio Sousa e o vale do Sousa são ativos que podem ajudar a potenciar economicamente a região.

“Numa expectativa de satisfação dos índices de satisfação da felicidade das populações, garantidamente um rio limpo e saudável, usado com respeito por todos, seria uma mais-valia para a região. Querendo analisar a questão do ponto de vista económico, lembramos a importância que o Rio Sousa pode ter numa nova fase em que o turismo se reformula. No entanto, essa valorização económica e/ou turística deverá ser sempre feita com respeito pelo rio e os seus ecossistemas. Não faz sentido o rio limpo e protegido, para ser novamente explorado e destruído de formas diferentes das atuais”, asseverou o grupo.

O movimento manifestou, também, que o Rio Sousa deve ser igualmente encarado como um ativo turístico.

“O encanto da paisagem ao redor do Rio Sousa, a sua beleza intrínseca e as suas potencialidades recreativas bem o demonstram”.

Corroborando uma afirmação usada pelo movimento de que os concelhos da bacia hidrográfica do Rio Sousa a preservação ambiental tem sido, ao longo de anos, relegada para segundo plano, o grupo reconheceu que a qualidade de vida da população desses concelhos tem sido menosprezada.

“Quem vive ao lado do rio Sousa (ou do rio Ferreira, ou do rio Mau), sabe o que é o mau cheiro, o que é a visão de um rio poluído, de assistir ao definhamento e desaparecimento de fauna e flora, do desestruturar de todo um ecossistema”, afirmaram.

O Movimento do Rio Sousa declarou aguardar ansiosamente por novidades referentes ao protocolo de entendimento para a preservação do Rio Sousa, assinado pelos autarcas dos municípios de Penafiel, Felgueiras, Lousada e Felgueiras.

“Infelizmente constatamos que ainda pouco foi feito para além da assinatura do memorando a 25 de Setembro de 2019. Aguardamos ansiosamente por novidades sobre o assunto. Já nos disponibilizamos para apoiar os referidos municípios na concretização dos objetivos do protocolo intermunicipal de 25 de Setembro”.

O movimento concordou, ainda, que a pandemia mostrou que as metas ambientais têm de ser recolocadas na agenda política, com caráter de prioridade.

“As questões sobre tudo que efetive modos de vida equilibrados. As metas ambientais cumpridas, a conservação da natureza e, no caso, a preservação do Rio Sousa, devem ser prioridades”, avançaram.

O Movimento do Rio Sousa tem feito sucessivos apelos às autoridades responsáveis para salvaguardar da bacia hidrográfica do Rio Sousa, nomeadamente à Agência Portuguesa do Ambiente (Autoridade Nacional da Água) e às câmaras municipais dos concelhos pertencentes à bacia do Rio Sousa, e promovido ações de sensibilização junto da comunidade, mostrando-se disponível para colaborar e participar na definição de medidas e políticas que garantam a valorização dos recursos aquíferos e o Rio Sousa, enquanto património natural.