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Obras no campo do Torrados entram na fase final

O presidente da direção do União Desportiva de Torrados, Mário Silva, mostrou-se satisfeito o facto do Parque Desportivo de Torrados estar a entrar na reta final das obras de requalificação, confirmando que  se trata de um sonho e de uma conquista para o clube.

“Essa obra é uma promessa antiga depois da usurpação sem motivos legais por parte do executivo e da junta de freguesia de Torrados que liderou os destinos do concelho até 2009 e como é óbvio, para nós é um motivo de enorme satisfação e uma certa ansiedade por finalmente podermos jogar na nossa freguesia junto dos nossos adeptos que não nos acompanhavam por jogarmos longe da nossa terra. Temos claramente essa expectativa e desejo.  É um sonho que se vai tornar realidade. Ninguém imagina o que sofremos para chegar até aqui. Muita luta, muita paciência. Uma coisa temos a certeza absoluta. Merecemos tudo o que nos vai acontecer”, disse.

Falando das obras, Mário Silva reconheceu que este foi um processo marcado por vários constrangimentos.

“Numa primeira fase, em 2017, já depois de adquiridos os terrenos que viriam a “encravar” a realização da 2ª fase por existirem constrangimentos numa parcela de terrenos que pertenciam a vários herdeiros e a negociação não foi fácil, ficando apenas concluída em 2019, se não estou em erro.  Nessa primeira fase, foram construídos os edifícios de apoio (balneários, lavandaria, arrecadações, gabinete médico, WC para pública, bilheteira, bar, etc), foi iniciada a construção da bancada que tinha apenas dois degraus e tinha sido vedado o terreno. Esta segunda fase vai englobar a bancada, muro de suporte, parte exterior e estacionamentos, iluminação, esgotos e águas pluviais e a colocação de piso sintético”, avançou, assegurado que esta segunda fase tem um custo de mais de 500 mil euros.

Mário Silva realçou que a obra foi integralmente custeada pela Câmara de Felgueiras.

“Esta obra é totalmente financiada pela CM Felgueiras visto que é um processo que deriva de uma decisão judicial que o clube venceu na justiça. É a reposição de um bem retirado ilegalmente em 2007 para construção de um centro escolar. O clube era o legítimo dono do anterior campo de jogos e para nós tinha um valor incalculável”, confessou.

Questionado sobre o resultado final e da configuração que o campo irá adotar, Mário Silva foi perentório: “Só depois de concluído poderemos dar uma opinião mas certamente que sendo um campo com as condições que vamos encontrar, será certamente muito gratificante para todos”, concretizou, sustentando que os adeptos e simpatizantes do clube vão dispor de melhores condições depois de concluída a intervenção.

“Claramente porque vão poder ver o seu clube na sua terra. Isso já é o melhor que lhes podemos oferecer. O clube também é deles”, atalhou.

Quanto à nova época, o presidente do União Desportiva de Torrados referiu que não existe data para o arranque dos trabalhos e início da competição.

“Não temos qualquer data prevista e pelo que pudemos apurar numa entrevista recente do novo presidente da AFPorto, nem eles têm ainda uma data para arranque das provas. Resta-nos aguardar”, sublinhou.

Sobre os objetivos do União Desportiva de Torrados para a época 2020/21, Mário Silva defendeu que a meta passa por vencer jogo a jogo e fazer melhore prova que na época transata.

“Os nossos objetivos são sempre os mesmos em todas as épocas. Ganhar jogo a jogo. Nunca assumimos nenhum objetivo particular sendo que queremos sempre fazer melhor que a época anterior e isso garantidamente teremos que fazer”, apontou, garantindo que a equipa principal vai integrar no seu plantel jovens sub-21 por motivos regulamentares.

“Não há nenhuma equipa que mantenha um plantel de uma época para outra por diversos motivos. Como todas as equipas, temos que nos reforçar com jovens sub-21 por motivos regulamentares. Quando tivermos essa lacuna preenchida, acertaremos uma ou outra posição no plantel. Mas é a nossa intenção renovar com a maioria dos jogadores que estiveram connosco na época passada. Temos plena confiança nos jogadores que temos”, adiantou.

Já se a crise sanitária Covid-19 e o cancelamento das provas deixou marcas no clube, Mário Silva reconheceu que mais do que os impactos financeiros, foram os desportivos que se fizeram sentir mais.

“A nível financeiro pouco nos afetou. Em todos os jogos temos prejuízo porque jogamos longe e os adeptos não nos conseguem acompanhar e além desse problema de bilheteira não temos qualquer receita porque não temos bar. A nível desportivo, temos a perfeita noção que ainda tínhamos uma palavra a dizer porque estávamos a nove pontos da zona de subida e tudo podia acontecer”, declarou.