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Estudantes do Ensino Superior avançam com protesto e exigem medidas ao Governo

Estudantes do ensino superior vão organizar este quinta-feira,  um protesto nacional – com presença em frente à reitoria da Universidade do Porto – contra o que consideram ser a “inação” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Segundo  Ana Isabel Silva, fundadora da plataforma Quarentena Académica e aluna de doutoramento da Universidade do Porto, este protesto surgiu da necessidade de dar respostas às queixas e problemas que estão a afetar a comunidade universitária no âmbito da pandemia da Covid-19.

Segundo Ana Isabel Silva, a plataforma após auscultar os alunos do ensino superior e compilar  um conjunto de queixas dos mesmos, reuniu com vários grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, tendo posteriormente endereçado uma carta aberta ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Ciência, Tecnologia, Manuel Heitor, não tendo a plataforma obtido qualquer resposta.

Ana Isabel Silva confirmou ao Novum Canal que uma comitiva da Quarentena Académica entregará, esta quinta-feira, às 11 horas, ao Conselho de Ministros todas as queixas remetidas até à data, exigindo respostas concretas.

De acordo com a fundadora da plataforma, os alunos estão a viver uma situação de incerteza e existem respostas e regras claras por parte do ministro em temas como as propinas, taxas e emolumentos, alojamento estudantil e regras claras para aulas à distância e avaliações e o ensino presidencial.

Quanto ao ensino  à distância e online, Ana Isabel Silva manifestou mesmo que existem universidades que estão a solicitar a presenças dos alunos nos estabelecimentos de ensino, enquanto outras instituições continuam a promover o ensino à distância.

Outras das questões que a plataforma Quarentena Académica pretende ver esclarecida tem a ver com o  combate ao excesso de trabalho e burnout, a ação social direta e exigem mais apoio psicológico.

Outras das queixas que a plataforma quer levar ao Conselho de Ministros prende-se com a situação relativa à extensão dos prazos de entrega de teses por parte das e dos estudantes de Mestrado e de Doutoramento, sem qualquer penalizações para estes.

Ao mesmo tempo que a comitiva nacional estará à porta do conselho de ministros, vários grupos de estudantes em cada Instituição de Ensino Superior farão o mesmo, mostrando o seu apoio ao grupo presente no conselho de ministros.

“Na impossibilidade de conseguirmos estar todos em Lisboa, até porque há exigências e diretrizes das autoridades que temos de cumprir, iremos contar com um grupo de cinco alunos que irão estar em diferentes politécnicos e universidades”, atalhou, declarando que o protesto se irá estender à Universidade do Porto, Universidade do Minho, Coimbra, Algarve e outras instituições de ensino.

Ana Isabel Silva confirmou, também, que as várias ações, a nacional e as locais, cumprirão todas as normas recomendadas pela Direção Geral da Saúde, nomeadamente uso de máscara e distanciamento social.

A fundadora da Quarentena Académica declarou, ainda, que desde que a informação sobre o protesto nacional foi veiculada , o número participações registaram um aumento significativo, superando já as 300 queixas.

A Quarentena Académica é uma plataforma de apoio a estudantes feita por estudantes para estudantes.

O principal objetivo da plataforma passa por criar um sistema solidário de entreajuda.

“Nesse sentido, temos vindo a monitorizar virtualmente um conjunto de pedidos e queixas que nos chegam por parte dos estudantes do Ensino Superior, Secundário e Profissional em Portugal, durante o período de e-learning face à pandemia da covid-19. É nosso objetivo conseguir colaborar e encontrar as melhores soluções para todos, que não se coloque o trabalho dos docentes em causa e que se faça com que as Instituições do Ensino Superior sejam promotoras de mecanismos de solidariedade num tempo difícil e extraordinário como este que vivemos”, esclareceu a jovem.