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Normalidade na reabertura dos jardins-de-infância em Paredes e Penafiel

Foi com normalidade que reabriram, esta segunda-feira, os jardins-de-infância dos concelhos de Paredes e Penafiel, no mesmo dia em que se comemora  o Dia Internacional da Criança.

O Novum Canal falou com algumas técnicas e coordenadoras do pré-primário esta manhã e apesar de existir alguma resistência compreensível, por parte de alguns pais e encarregados de educação que já era expectável, o denominador comum foi de que os estabelecimentos estão a funcionar em segurança e a cumprir com as regras que foram definidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

Cristiana Castro, coordenadora técnica do Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia de Paredes, realçou que a instituição se preparou devidamente e esta manhã reabriu com segurança e toda a normalidade o jardim-de-infância, depois de ter reaberto no dia 18 a creche.

“Estamos a cumprir com todas as regras e orientações da Direção-Geral de Saúde, temos o nosso próprio plano de contenção da Covid-19 que aliás está publicado no site da instituição e é público, pelo que estamos confiantes e seguros. Nada foi deixado ao acaso”, adiantou,

Falando das regras de segurança que foram adotadas pelo jardim-de-infância, Cristiana Castro confirmou que todas as regras de higienização foram previamente previstas e acuteladas, desde a higienização, calçado, ao fardamento. A coordenadora do estabelecimento de ensino esclareceu, também, que as crianças do jardim-de-infância da  Misericórdia de Paredes não trazem nada de casa.

“Temos tudo devidamente planeado, há um conhecimento cabal das regras e orientações quer da Direção-Geral de Saúde, quer do plano de contenção da Covid-19 da instituição pelo que todos os elementos que  integram o estabelecimento de ensino sabem o que têm a fazer”, avançou.

Quanto à afluência das crianças neste primeiro dia de reabertura, Cristiana Castro revelou que, hoje, de manhã  o estabelecimento arrancou com 1/3 dos alunos.

“Ainda verifico alguma resistência da parte dos pais e encarregados de educação, alguns optaram por ficar em casa, outros estão ainda em regime de teletrabalho, mas acredito que aos poucos os pais e encarregados de educação vão acabar por vencer algum receio que tenham relativamente à doença”, afiançou, sustentando que esta crise sanitária acabou por ter impactos em todos os domínios e também ao nível orgânico e funcionamento das escolas e estabelecimentos de ensino, sendo este uma escola nova e um conceito novo que com o tempo vai acabar por ser devidamente assimilado por todos os atores e agentes ligados à comunidade escolar.

A creche e jardim-escola da Santa Casa da Misericórdia de Paredes tem cerca de 300  crianças. Quanto ao ATL deverá reabrir no dia 15 ou 26 de junho.

Também a diretora técnica do jardim-de-infância da Associação Social e Cultural de Louredo, Diana Maia, realçou que foram cumpridos todos os procedimentos  e orientações na reabertura do estabelecimento.

“Foi tudo devidamente acautelado desde o uso das máscaras pelos funcionários, até à higiene pessoal e ambiental”, explicou, frisando que o jardim-de-infância preparou inclusive um vídeo animado sobre a Covid-19 e a higienização, os cuidados a ter, que partilhou com as crianças.

Questionada sobre o número de alunos que hoje de manhã se apresentaram no estabelecimento, Diana Maia, revelou que 25 crianças que frequentam o jardim-de-escola mais de metade dos pais e encarregados optaram por trazer o seus educandos ao estabelecimento.

“Apesar de verificar que existe algum receio, acredito que paulatinamente as coisas vão voltar ao normal. Por outro lado, temos apostado  na formação e em sensibilizar os pais e encarregados de educação assim como a comunidade educativa para esta temática”, sustentou.

Elisabete Sousa, vice-coordenadora da creche e jardim-de-infância “O Capuchinho”, em Penafiel, declarou que era expectável que a reabertura se fizesse com menos crianças.

“Temos duas creches, reabrimos no dia 18 conforme definido pelo Governo e pelas autoridades de saúde ainda com poucas crianças. Quanto ao jardim-de-infância, temos crianças que vão entrar na próxima semana, no final do mês e outras que por decisão dos pais não vêm”, concretizou, admitindo  que existe ainda algum receio o que poderá ajudar explicar esta redução de crianças.

Elisabete Sousa declarou, também, que o facto de alguns pais e encarregados estarem ainda em teletrabalho e outros em casa em apoio aos filhos, contribuiu, também, para explicar este cenário.

Recorde-se que a Câmara de Penafiel procedeu à desinfeção dos jardins de infância no concelho de Penafiel. Esta iniciativa teve como metas fomentar a segurança, apostar na prevenção e combate da pandemia Covid-19.

Além da desinfeção, a autarquia decidiu também testar os colaboradores que vão estar em contacto mais direto com as crianças, de forma a garantir a segurança para jovens e funcionários e para que os pais.

Refira-se que na reabertura da Educação Pré-Escolar, a Direção-Geral de Saúde definiu várias orientações e medidas gerais que vão desde as instituições adaptarem os seus planos de contingência COVID19, de acordo com a Orientação 006/2020 da DGS, devendo estes contemplar procedimentos a adotar perante um caso suspeito de COVID-19. Entre estas estão a definição de uma área de isolamento, devidamente equipada com telefone, cadeira, água, alguns alimentos não perecíveis e com acesso a instalação sanitária e definição de circuitos para o caso suspeito chegar e sair da área de isolamento.

Neste contexto a DGS definiu, também, que as escolas devem prócere à confirmação dos contactos de emergência das crianças e definição do fluxo de informação aos encarregados de educação; gestão dos recursos humanos de forma a prever substituições na eventualidade de absentismo por doença ou necessidade de isolamento, cabendo ao estabelecimento de educação deve garantir a divulgação deste plano junto de todos os profissionais (pessoal docente e não docente) e dos encarregados de educação.

A autoridade de Saúde defendeu, também, que se deve  mantido um elo de ligação local com as Entidades da Saúde (Saúde Escolar e Unidades de Saúde Pública), Autarquias, Segurança Social e Proteção Civil, salvaguardando a necessidade de apoios ou recursos.

As medidas gerais, definidas, pressupõem, também que as crianças, bem como o pessoal docente e não docente, com sinais ou sintomas sugestivos de COVID-19 não se devem apresentar no estabelecimento de educação pré-escolar. Quem tiver sintomas deve contactar a Linha SNS24 (808 242424) ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito e proceder de acordo com as indicações fornecidas pelos profissionais de saúde.

As disposições referem, também, que o pessoal docente e não docente, bem como os encarregados de educação, devem ser devidamente informados relativamente às normas de conduta a obedecer, no atual contexto, e que visam a prevenção e o controlo da transmissão da COVID-19, devendo a informação estar afixada em locais visíveis do estabelecimento de educação pré-escolar e/ou ser enviada por via informática. Devem ainda ser informados sobre todas as alterações à organização e funcionamento do respetivo estabelecimento.

A Direção-Geral de Saúde recomenda que todos os estabelecimentos de educação devem garantir as condições necessárias para adotar as medidas preventivas recomendadas, designadamente: Instalações sanitárias com as condições necessárias para a promoção das boas práticas de higiene, nomeadamente a higienização das mãos com água e sabão; proceder à gestão de resíduos diária, sem necessidade de proceder a tratamento especial; equipamentos de proteção, nomeadamente máscaras, para todo o pessoal docente e não docente, assegurando que em nenhuma situação são colocadas máscaras às crianças; dispensador de solução antisséptica de base alcoólica (SABA) para desinfetar as mãos à entrada do recinto escolar.

A DGS recomenda a lavagem/desinfeção frequente das mãos por parte do pessoal docente e não docente e também das crianças, designadamente aquando da entrada no estabelecimento de educação, antes e após as refeições, antes e após a ida à casa de banho, e sempre que regressem do espaço exterior.

As disposições gerais referem, também, que  as crianças devem ser entregues à porta do estabelecimento de educação pré-escolar pelo seu encarregado de educação, ou por pessoa por ele designada, e recebidas por um profissional destacado para o efeito, evitando assim a circulação de pessoas externas no interior do recinto, devendo as pessoas externas ao processo educativo (p. ex.: fornecedores) só excecionalmente podem entrar no estabelecimento de educação e, sempre, de forma segura, com máscara, evitando o contacto com as crianças, entre outras medidas.