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Paróquia de Castelões de Cepêda e Madalena abriu portas este sábado

A  Igreja Matriz da Paróquia de Castelões de Cepêda e Madalena, no concelho de Paredes, reabriu portas este sábado, depois de ter estado encerrada vários meses ao culto, por indicação das autoridades de saúde, da Conferência Episcopal Portuguesa, na sequência da Covid-19 que está a atingir o país.

No domingo, segundo dia da reabertura, apesar das restrições e orientações impostas pela autoridades sanitárias, muitos crentes e paroquianos não deixaram de cumprir o preceito de se deslocarem à celebração eucarística dominical, que assinalou o Dia Pentecostes, data que assinala 50 dias depois da Páscoa e 7 dias após a Ascensão de Jesus Cristo.

Também o salão paroquial esteve aberto, permitindo aos paroquianos seguir “in loco” e em direto à celebração eucarística presidida pelo pároco Arlindo Rafael Teixeira.

Ao Novum Canal, o padre responsável pela paróquia admitiu que as pessoas estavam ansiosas, mas também receosas, tendo cumprido com as regras e orientações que foram definidas pela Direção-Geral de Saúde.

“É bom que assim seja. Por reabrimos as igrejas para as celebrações com a presença dos fiéis, não quer dizer que já tivéssemos ultrapassado esta doença que nos atingiu. Não ultrapassamos. Sabemos  que não. Os cristãos têm consciência da gravidade da situação e por isso vieram, cumprindo regras rigorosas de distanciamento, de entrar na igreja com a máscara, de desinfetar as mães, de arejamento das igrejas. Não andamos a fazer de conta. Não dizemos que cumprimos para tapar olhos. Pelo contrário, fazemos aquilo que nos é pedido, para que, se porventura, as coisas melhorarem tanto melhor. Se não melhorarem que não sejamos nós os culpados desta situação não melhor, ou, então, piorar. A Igreja nunca pode ser o motivo para que as pessoas fiquem piores. Pelo contrário. Estamos cá para ajudar, para que as pessoas se sintam bem e só se sentirão bem se tiverem saúde. E isso é fundamental”, disse.

O pároco realçou, também, que dentro daquilo que têm sido as celebrações, as pessoas têm-se deslocado com assembleias pouco numerosas porque também é importante que assim aconteça.

“Na nossa paróquia de Castelões de Cepeda estamos preparados para acolher as pessoas em segurança e em grande número. Temos a Igreja preparada e preparamos o salão do Centro Pastoral para acolher as pessoas exatamente com os mesmos critérios de segurança. Está tudo preparado para que as pessoas possam assistir de uma forma confortável e digna. Ao mesmo tempo tentamos criar nesse salão um prolongamento desta igreja. Quase um centro de culto onde os crentes podem estar e rezar”, destacou.

O pároco Arlindo Teixeira reconheceu que este é um processo novo, que implica fazer reajustes e readaptações.

“É obrigatório adaptarmo-nos, não só a Igreja, mas toda a sociedade. Temos comportamentos, hábitos que fomos criando e enraizando que agora é difícil vivermos de maneira diferente, mas penso que o medo que esta doença trouxe às pessoas e ao mesmo tempo a divulgação que foi feita e é feita todos os dias vai criando nas pessoas esta defesa para que superarem estas diferenças e estas adaptações que vamos ter de as fazer paulatinamente”, confirmou.

O padre da paróquia de Castelões de Cepeda e da Madalena recordou, também, que além das celebrações eucarísticas, a Igreja tem autorização para proceder à celebração de batizados, casamentos e até comunhões, com alguns reajustes, e realizadas de forma diferente do que eram habitualmente estas manifestações de fé.

“Podemos fazer tudo na Igreja. A única coisa que não podemos fazer, neste momento, são as procissões porque não teríamos forma de garantir o distanciamento social, de segurança, teríamos de reorganizarmos as coisas com eficácia. Por isso, as procissões ainda não podem ser feitas assim como as festas religiosas. Não foram canceladas, vamos fazê-las, mas não vão haver estas manifestações exteriores. Dentro da igreja podemos fazer tudo: batizados, casamentos, funerais, as próprias comunhões, não como da forma como era feitas. Aquilo que estamos a tentar fazer é adiar para o próximo ano, mas as pessoas podem fazê-las desde que sejam em pequenos grupos e dentro da celebração dominical”, atalhou.

“Temos a sorte de ter catequistas que se prepararam e estão bem preparadas para a catequese online”

O responsável pela paróquia de Castelões de Cepeda e Madalena recordou, também, que a catequese tem sido ministrada online e nunca parou.

“Temos a sorte de ter catequistas que se prepararam e estão bem preparadas para a catequese online. Grande parte das nossas crianças e são muitas, mais de 700 crianças, estão a ter catequese. A catequese nunca parou. Exatamente como a escola”, constatou.  

Francisco Ferreira, da paróquia de Castelões de Cepeda e de Madalena, relevou a forma correta com que as pessoas cumpriram com as regras que foram definidas pelas autoridades de saúde.

“Depois das igrejas terem sido enceradas, estávamos todos ansiosos que este momento sucedesse. Faço parte daquilo que é o Conselho Económico e as reuniões que temos tido vão no sento de encontrarmos as melhores soluções, garantido o bem-estar de todos. Já no sábado, na missa da tarde, tomamos todas as devidas precauções e nas três missas da celebração eucarística de domingo a mesma coisa, permitindo, por outro lado, que as pessoas possam  cumprir com o seu dever religioso, fazendo-o com segurança e não colocando a vida de ninguém em risco”, atalhou., sustentando que as pessoas estão a assimilar as regras definidas.

“Todos cumpriram e interiorizaram as regras e orientações. As pessoas falam neste problema e estavam ansiosas que isto acontecesse e estão a tomar as devidas precauções para que a comunidade se sinta bem e segura”, constatou.

“O ser humano sempre soube adaptar-se bem a novas situações”

Guilherme Duarte, de Paredes, do Grupo de Apoio à Paróquia, reconheceu que apesar dos receios ainda evidentes, a igreja, este domingo, teve uma boa afluência de crentes religiosos.

“Somos um grupo de elementos que andava na catequese e após o termino da mesma quisemos e disponibilizamo-nos a continuar a ajudar a paróquia. No passado organizamos várias atividades, iniciativas para os miúdos da catequese no parque da cidade e outras. Agora, que foi decido reabrir as igrejas, disponibilizamo-nos para ajudar no controlo. Verifico que a Igreja não encheu na totalidade, mas houve alguma aderência”, declarou, assumindo que vivemos ainda um período um pouco conturbado, pelo que devemos acatar as orientações das autoridades.

 “O que o senhor padre fez foi que quem pudesse continuar a assistir às eucaristias online, que continua a ser transmitida no site da paróquia, para fazê-lo em casa, porque  uma grande parte das pessoas que vêm são pessoas que fazem de grupos de risco. Aqui o nosso papel também é um pouco relembrar as indicações que foram definidas e sensibilizar a comunidade para o cumprimento das regras de segurança”, sustentou, sublinhando que paulatinamente as pessoas vão acabar por assimilar as indicações que foram definidas no âmbito crise sanitária.

“O ser humano sempre soube adaptar-se bem a novas situações. Esta é uma situação nova, claro que vai demorar algum tempo, mas a pouco e pouco havemos de superar isto”, confessou.