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Aliados de Lordelo celebra 70 anos de história

O Aliados Futebol Cube de Lordelo está a comemorar os 70 anos de existência. Com um legado invejável, o clube tem-se afirmado e consolidado no concelho e na Associação de Futebol do Porto, nos últimos  anos, sendo  presentemente uma referência na região e detentor de uma notoriedade e visibilidade que tem vindo a ganhar expressão nos últimos anos.

O presidente da formação do concelho de Paredes, Filipe Silvestre Carneiro, realçou que fazer parte da direção   da coletividade é motivo de “orgulho” e “ carinho”.

“Um aniversário é sempre uma data especial, mas quando se celebra um número “redondo” como o 70 é ainda mais especial, principalmente ser presidente desta grande instituição tem um significado enorme”, disse, sustentando que fazer parte do Aliados é celebrar o legado  histórico de um emblema com fortes ligações à comunidade, uma referência na Associação de Futebol de Porto e uma responsabilidade acrescida.

“Já estou nos órgãos sociais do clube já passa dos 10 anos, sete deles como presidente a caminho do oitavo, acredite que o peso da responsabilidade foi sempre a mesma, pois tinha e tenho a perfeita noção da importância do Aliados, tanto ao nível desportivo como social na Cidade de Lordelo e no concelho”, disse.

Filipe Silvestre Carneiro assumiu que ao longo dos anos o clube foi conquistando o  seu espaço no futebol nacional, chegou a disputar na década de 70 uma leguilha de acesso à primeira divisão, tendo conseguido nos últimos anos uma enorme notoriedade e visibilidade.

“O clube nos anos 70 disputou a liguilha de acesso à primeira divisão com um plantel cheio de estrelas estaria a ser muito injusto principalmente com os dirigentes e atletas daquelas épocas de ouro, que foram as épocas de mais notoriedade deram ao clube sem dúvida.  Nos últimos anos o Aliados conseguiu uma enorme notoriedade e visibilidade pelo trabalho que estas últimas direções realizaram na criação de condições de trabalho de todos os seus escalões de formação até aos seniores, bem como a aposta em novas modalidades, onde voltamos a ter Futsal Feminino após um interregno de cerca de 15 anos, a criação da equipa de Trail Running e a Academia de Formação dos Bichinhos Carpinteiros com atividades desportivas lúdicas nos centros escolares de Lordelo, isto tudo realmente fez com que o Aliados voltasse a ter uma maior visibilidade de notoriedade”, avançou, salientando que o Aliados é também um clube acolhido pela comunidade local, sendo, hoje, uma instituição eclética que além do futebol,  modalidade rainha, integra outras modalidades.

“Sinceramente, penso que é muito boa, pelas razões que referi anteriormente, pois o Aliados passou a ter uma maior envolvência com toda a comunidade numa panóplia de modalidade desportivas para além do futebol, como o Karaté, Dança, Futsal, yoga, artes rítmicas etc, que vai desde os 5 anos até ás modalidades seniores, para além de uma serie de iniciativas que envolviam toda a comunidade”, confirmou, admitindo que o emblema é presentemente um dos clubes referência do concelho de Paredes, do Vale do Sousa e da Associação de Futebol do Porto.

“Sou suspeito para o dizer como é obvio, mas nesse sentido é sem dúvida uma das principais referencias logo a seguir aos clubes primodivisionários da região”, acrescentou.

Segundo Filipe Carneiro, o Aliados Futebol Clube de Lordelo consolidou-se, nos últimos anos, como um dos principais clubes da Associação de Futebol do Porto.

“Sem dúvida, prova disso são os últimos três anos onde terminamos dois campeonatos em quarto e um em primeiro”, atalhou.

Falando dos desafios e principais metas que a direção pretende implementar a curto/médio prazo, no clube, Filipe Silvestre Carneiro revelou que quer ultrapassar todas as mazelas que esta pandemia vai criar ao clube ao nível de patrocinadores.

“Primeiro encontrar forma de ultrapassar todas as mazelas que esta pandemia vai criar ao clube ao nível de patrocinadores, tal como a todos os outros e depois, a mesma ambição de sempre lutar pelos lugares de acesso ao play-off”, confessou, confirmando que o clube encarou o cancelamento da Elite por parte da Federação Portuguesa de Futebol de uma forma muito natural, dado que não haveria outro desfecho possível.

Quanto ao “timing” que foi definido para encerrar a temporada?, o dirigente recordou que não existia outro desfecho possível.

“Esta pandemia apanhou todos de surpresa e quem tem que decidir tem sempre de tomar decisões que não vão agradar a todos e apesar não concordar com todas as decisões tomadas concordo com os timings, penso que foram os mais sensatos”, asseverou.

“Ficamos muito aquém do nosso real valor”

Em termos desportivos, Filipe Silvestre Carneiro reconheceu que esta época que terminou antecipadamente foi uma época atípica, admitindo que a classificação obtida não reflete o valor da formação.

“Sem dúvida, está época foi uma época atípica em todos os sentidos, desde a forma como terminou até à classificação que obtivemos. Podíamos e devíamos ter feito muito melhor, apesar de acreditar que dos 15 pontos que faltavam disputar iríamos conquista-los e a nossa posição final seria outra. Mas como balanço da época ficamos muito aquém do nosso real valor.”, anuiu.

Quanto aos trabalhos da próxima época, o dirigente confirmou que se nada alterar por força maior, os trabalhos da próxima época iniciarão a dia 27 de junho.

Já sobre a renovação  do técnico Pedro Ferreira, o presidente do clube assumiu que este é o que melhores garantias dá ao emblema para fazer uma época consolidada.

“Todos os treinadores e atletas que representam o Aliados, para mim, são sempre as melhores para atingir os objetivos que nos propomos, por isso é que os contratamos”, lembrou, reiterando que para  a próxima temporada o objetivo do emblema passa por atingir o play-off”, frisou, recordando que a Taça da Associação de Futebol do Porto, sem ser a prioridade, o objetivo passa por chegar o mais longe possível.

Referindo-se às dificuldades que espera encontrar para a época 2020/21, Filipe Silvestre Carneiro  admitiu que esta época vai ser mais longa e especialmente competitiva.

“As mesmas dificuldades de sempre, acrescidas do facto de termos uma época mais longa com a introdução de mais duas equipas. Pois existem sempre aquelas 4 ou 5 equipas que são eternas candidatas mais 2 ou 3 outsiders que fazem aposta para a subida, e pelo que tenho percebido das movimentações de contratações, esta época será especialmente competitiva”, atalhou, recordando que com as mexidas nos quadros competitivos da próxima época todas as equipas tentarão ficar na Divisão Super Elite que apenas terão acesso os primeiros classificados dependendo do número de descidas do Campeonato Nacional.

Referindo-se ao plantel, o dirigente do Aliados de Lordelo assegurou que que além dos cinco novos jogadores que já assinaram pelo clube, faltam dois a três atletas para fechar o plantel.

O presidente do Aliados Lordelo certificou, também, que dada a atual conjuntura e as dificuldades que os clubes estão a atravessar, o clube irá efetuar alguns ajustes no orçamento.

Já quanto à equipa feminina de futsal do Aliados, Filipe Carneiro relembrou que o  futsal feminino na época passada apenas tinha um escalão de formação de juniores, e sendo ainda uma modalidade e um projeto em fase de crescimento e consolidação, o principal objetivo da próxima época é a criação de mais dois escalões.

O responsável pelo Aliados de Lordelo esclareceu, também, que a formação será sempre a grande bandeira de vetor de desenvolvimento do emblema.

Para assinalar o 70.º aniversário, o clube procedeu ao hastear da bandeira no Estádio Cidade de Lordelo, cerimónia que contou com as presenças do presidente do clube, do presidente da Assembleia Geral, Joaquim Mota, do presidente do Conselho Fiscal, Bruno Almeida, e do presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, Nuno Serra.