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Câmara de Lousada faz balanço positivo de medidas para o comércio local e releva comportamento de comerciantes e empresas

O vereador com o pelouro da economia da Câmara de Lousada, Nélson Oliveira,  fez um balanço positivo do conjunto de medidas recentemente anunciadas pela autarquia para apoiar o comércio local e para as empresas, na sequência do Covid-19 e relevou o comportamento dos  agentes e atores locais dos mais variados ramos de atividade do concelho no cumprimento das regras que foram definidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

O autarca referiu a este propósito que recentemente acompanhou o  presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, , numa série de visitas ao comércio local, restauração e outros estabelecimentos em vários pontos do município, reiterando o compromisso do executivo municipal de isentar as taxas para as esplanadas até ao final do ano, fomentar a preparação de uma campanha publicitária de promoção do comércio local e realizar sorteios mensais com a atribuição de vouchers a serem debitados em compras no comércio tradicional para os estabelecimentos aderentes.

O autarca confirmou, também, que a autarquia vê com bons olhos a criação de uma Associação representativa do setor, criada pelos próprios comerciantes, como forma de promover e apoiar o comércio local.

Na vertente industrial, Nélson Oliveira assumiu que a autarquia articulou esforços com as empresas do concelho, cujo tecido empresarial é fortemente marcado pelo vestuário, no sentido de salvaguardar o bem-estar e segurança dos funcionários, conferindo-lhes equipamentos de proteção individual.

O responsável pelo pelouro da economia destacou que desde o início de todo o processo de produção de equipamentos de proteção individual por parte das empresas nacionais, solicitou ao Governo que preparasse “um conjunto de normas técnicas que pudessem ser seguidas como base de uma adequada certificação e garantia de qualidade dos produtos, servindo para que as nossas empresas pudessem fabricar materiais com qualidade e alterar rapidamente o seu foco de negócio numa altura muito sensível para a produção industrial, nomeadamente na área do textil e confeção”.

“Em boa hora surgiram as fichas técnicas e a certificação via CITEVE. Ainda assim e face à evidente “corrida” à certificação, com as delongas previsíveis no processo concentrado no laboratório em causa, incitamos também o Governo para que outros laboratórios nacionais pudessem fazer este tipo de certificação”, disse.

Nesta questão, o vereador reconheceu que os concelhos de Lousada e Felgueiras foram até mais longe que as indicações e diretrizes da DGS, salientando que não existe qualquer relação entre os contágios mais recentes e o local de trabalho.

“Não é por causa das empresas que os contágios aconteceram. As empresas têm sido exemplares no cumprimento das regras e diretrizes”, expressou, sustentando que durante o Estado de Emergência Lousada foi um exemplo para o país e reduziu uma curva que se previa bastante elevada.

“Com a necessária retoma das empresas, da laboração e da movimentação da economia, tivemos que começar a conviver um pouco com esta realidade mas não podemos descurar o que de bom fizemos, muito menos ignorar e achar que tudo passou. Relativamente às empresas, estas têm sido um exemplo no que remete ao cumprimento das normas de segurança, num tecido empresarial dominado pela mão-de-obra intensiva”, avançou., manifestando que tem existido um contacto próximo entre a Autoridade das Condições do Trabalho, a autoridade de saúde local, a câmara municipal, as empresas e os trabalhadores no sentido de minimizar e identificar possíveis contágios e atuar.

Nelson Oliveira declarou, ainda, que apesar da curva epidemiológica não estar a subir, os cidadãos e os agentes e atores ligados aos mais variados ramos de atividades não podem relaxar mas medidas a cumprir.

“Não podemos ainda achar que é possível almoços e jantares com toda a família ao fim de semana. Não é ainda possível promover convívios sociais entre amigos, à porta de estabelecimentos comerciais, como se nada se passasse. O vírus existe, é bastante contagioso e está cá para durar. Temos que trabalhar, mas os contactos sociais têm que ser diminuídos ao mínimo indispensável”, afirmou, reiterando que o município de Lousada manifestou, também, junto do Ministério da Saúde e da Educação a preocupação com o início de aulas, numa posição que foi acompanhada pelos diretores de agrupamentos , no sentido de que só aqueles que têm exames nacionais regressassem à escola.

“Tudo está a correr bem. Tem existido uma estreita articulação com as  escolas, as juntas de freguesia, as instituições particulares de solidariedade social. A rede social, em suma, tem funcionado e está de parabéns”, concretizou, esclarecendo que o município solicitamos ao secretário de Estado da Saúde e à DGS que além da informação diária de novos infetados, libertasse informação sobre o número de recuperados por concelho.