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USC Paredes Hóquei em Patins contesta modelo definido pela Federação de Patinagem de Portugal

O responsável pela secção de União Sport Clube de Paredes Hóquei em Patins, Carlos Seabra, criticou o modelo definido pela Federação de Patinagem de Portugal para definir as equipas que vão ascender à segunda divisão.

Aquando do cancelamento das provas pela Federação de Patinagem de Portugal, o USC Paredes encontrava-se em terceiro lugar, em igualdade pontual com Hóquei Clube Maia, ambos com 40 pontos, e a três do líder  CD Póvoa.  Com as novas regras e o modelo que foi definido pela entidade que superintende o hóquei nacional, o USP Hóquei em Patins, apesar da igualdade pontual com o segundo classificado, de ter menos um jogo, e de ter a possibilidade de jogar com os adversários diretas em casa, viu-se arredado do acesso direto à leguilha, como aconteceu com o CD Póvoa, tendo sido remetido para uma pré-leguilha, com o Maia, Marco e o Lavra.

Ao Novum Canal, Carlos Seabra mostrou-se indignado com a decisão da Federação de Patinagem de Portugal, assumindo que o modelo escolhido prejudica o USC Paredes Hóquei em Patins e não dignifica a verdade desportiva.

“Podemos falar de um modelo feito à medida”, disse, salientando que o vencedor desta pre-leguilha terá ainda de disputar uma leguilha, agendada para Setembro, com os dois últimos classificados da II Divisão, neste caso, o Fânzeres e o Limianos.

“Vamos acabar por fazer mais jogos do que os que nos faltavam para terminar o campeonato”, avançou,  sustentando que o Paredes esta época fez uma prova conseguida e em condições normais tinha condições para ascender à II Divisão.

O modelo competitivo definido pela Federação de Patinagem de Portugal na fase pré-eliminiar para acesso à 2.ª divisão assenta num campeonato a uma volta, em formato concentrado. O primeiro classificado de cada zona disputam a prova preliminar de acesso à 2.ª Divisão 2020/21. As restantes equipas disputam a 3.ª Divisão 2020/21.

A fase preliminar da 2.ª divisão irá contar com AD Limianos, GD Fânzeres, CD Póvoa 1, CA Feira e uma equipa da 3.ª.

O modelo competitivo escolhido assenta no campeonato a uma volta, jogos em casa e fora de acordo com sorteio e grelha da FPP para campeonatos de seis equipas. A distribuição das equipas da 3.ª divisão será de acordo com a localização geográfica.  Os três primeiros de cada zona disputam a 2.ª Divisão 2020/21 e os 3 últimos de cada zona disputam a 3.ª Divisão 2020/21.

Quanto à próxima temporada, o responsável pela secção de hóquei em patins do USC Paredes admitiu que o plantel está praticamente fechado, vaticinando, no entanto, dificuldades acrescidas do ponto de vista económico-financeiro, para a próxima épica.

“Ao nível financeiro vai ser bastante complicado. No caso do USC Paredes grande parte dos apoios advém do comércio, atividade também afetada pelo crise sanitária”, declarou.