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CDS-PP Paredes retira confiança política a membro da Assembleia de Freguesia de Vilela

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP endereçou uma carta ao presidente da Assembleia de Freguesia de Vilela, Célio Martins, reiterando a retirada de confiança política ao membro desta Assembleia de Freguesia, Carlos Moura Machado.

Refira-se que o CDS-PP Paredes já em março tinha comunicado publicamente a retirada de confiança política ao membro da Assembleia de Freguesia.

Os centristas apresentam como razões, na carta enviada ao responsável pela mesa da Assembleia de Freguesia, para a retirada da confiança politica, a “reiterada falta comparência voluntária, nas reuniões de trabalho convocadas” assim como “desrespeito reiterado pelas orientações dadas pela comissão política concelhia do CDS”.

O CDS-PP apontou também, “a falta comparência voluntária, nas reuniões de trabalho convocadas” e  o  “desrespeito reiterado pelas orientações dadas pela comissão política concelhia do CDS”, como razões para a retirada de confiança política a Carlos Moura.

“Os motivos que levaram a esta decisão também são públicos e prendem-se, essencialmente com a reiterada falta comparência voluntária, nas reuniões de trabalho convocadas para dar o devido acompanhamento ao exercício do mandato, e ao desrespeito reiterado pelas orientações dadas pela comissão política concelhia do CDS. Não fosse bastante, se por um lado a total ausência do membro desta Assembleia de Freguesia em eventos do partido, tanto a nível local como concelhio, o mesmo não se coibiu nunca de criticar publicamente o partido pelo qual foi eleito, e, com manifesta desonestidade intelectual para com os seus dirigentes e colegas, mentia-lhes e ludibriava-los consecutivamente”, lê-se na missiva que o CDS-PP Paredes entregou ao responsável máximo da Assembleia de Freguesia e que foi lida perante os membros da mesma.

O CDS-PP fundamenta, também, esta decisão, acusando Carlos Moura de ter deixado de “respeitar os partido pelo qual quis ser candidato e deixou de se respeitar a si próprio pela ambição política cega”.

“Em simultâneo, o Exmo. Senhor Carlos Pereira Moura Machado deixou de respeitar os seus eleitores, deixou de respeitar o partido pelo qual quis ser candidato e deixou de se respeitar a si próprio pela ambição política cega, com a qual o nosso partido nunca pactuou, nem pactuará. Considerando os comportamentos antidemocráticos evidenciados, e que o Exmo. Senhor Carlos Moura tem vindo a desrespeitar os compromissos assumidos com o CDS e com a população de Vilela, a Comissão Política do  CDS decidiu, por unanimidade, retirar a confiança política a Carlos Pereira Moura Machado, candidato eleito nas listas do nosso partido”, refere o partido que salienta que o CDS-PP “é, e sempre será, um partido democrático que jamais permitirá que os interesses pessoais ou de familiares de um autarca se possam sobrepor ao bem-estar e desenvolvimento de uma população. Repudiamos, por isso, todas as declarações prestadas em que somos acusados de cobardia. Lamentamos, mas essa não é, nunca foi, nem nunca será a nossa forma de trabalhar”.

Na mesma carta, o CDS-PP reitera que Carlos Moura  não representa nem representará o partido.

“Perante esta decisão, Exmo. Senhor Carlos Pereira Moura Machado não representa nem representará o CDS, partido que o elegeu, e passa a representar-se apenas a si próprio, devendo, em bom rigor e com respeito a todos os que o elegeram, colocar o seu lugar à disposição, tivesse o mesmo honra e respeito por si próprio, pelo partido que o elegeu, mas, acima de tudo e de todos, por respeito a Vilela e aos Vilelenses. A Comissão Política Concelhia do CDS Paredes reforça, ainda, o seu apoio ao membro desta Assembleia, e Presidente da mesma, Exmo. Senhor Célio Martins. Apesar desta situação, o CDS estará sempre ao lado de Vilela e de todos os Vilelenses! Contem connosco”, afirma o partido.

Jorge Ribeiro da Silva, membro da Comissão Política Concelhia do CDS-PP Paredes, já no período direcionado ao público, referiu que nem o CDS em Vilela é o Carlos Moura, nem Vilela e os vilelenses são o Carlos Moura.

“O CDS continuará a ser representado e bem representado na pessoa do presidente da Assembleia de Freguesia e se uma imagem vale mais do que mil palavras, a forma enérgica como o senhor Carlos moura marcou presença nesta Assembleia de Freguesia diz tudo sobre o acerto da decisão da Comissão Política tomou por unanimidade na sua retirada de confiança política”, avançou.

A presidente da Junta de Freguesia de Vilela, Mariana Silva, recordou que também o PSD já tinha retirado, em mandato anterior ao seu, a confiança política ao membro em questão.

“Neste caso é uma situação diferente e atípica. O CDS Paredes tomou mesmo a medida de retirada de confiança política, mas o  membro em questão não abdica do lugar que ocupa na Assembleia. O senhor Carlos Moura já foi membro do executivo pelo PSD anteriormente à minha tomada de posse e que também suscitou problemas  relacionados com a falta de lealdade o que fez com que o próprio partido optasse pela retirada da confiança política. Depois de situações reiteradas e constantes que este membro vem aportar é impossível que a população não abra os olhos para o problema que temos com este senhor que está aqui não por interesses meramente altruísticos, mas apenas por interesses pessoais. Ele hoje não apareceu  o que também demonstra muito do caráter da pessoa. Não apresentou qualquer carta de renúncia e por isso irá representar-se a si próprio e o CDS que elegeu dois lugares ficará apenas com um, contrariando assim o voto dos eleitores de Vilela”, atalhou.

Ao Novum Canal, Carlos Moura refutou as acusações de que diz ser alvo por parte da Comissão Política Concelhia do CDS-PP Paredes e reforçou que em momento algum desrespeitou o partido.

Carlos Moura aproveitou para criticar o CDS-PP, a Junta de Freguesia, assim como o líder da bancada do PSD Vilela, José Cruz, e Jorge Ribeiro de Silva, pela facto de terem aproveitado a sua ausência da Assembleia de Freguesia para o atacaram publicamente.

“Não compareci à Assembleia de Freguesia por razões profissionais. Aproveitaram a minha ausência para me criticarem. Acho que isso não se faz”, frisou, reforçando é uma pessoa que está na política desde os 19 anos, tem amigos no CDS que não se reveem na postura e na decisão da atual estrutura política do partido e sempre lutou pelos interesses e pelo desenvolvimento da freguesia.

Sobre a retirada de confiança da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, Carlos Moura, declarou que sempre teve as melhor relações com a direção da Comissão Política do CDS e trabalhou em prol do partido, tendo, também, assumido um papel relevante nas eleições intercalares, aquando das eleições autárquicas de 2017 e da indefinição política criada à data.

Carlos Moura confirmou, também, que foi o líder do CDS-PP Paredes que deixou de falar com ele, tendo inclusive manifestado em reunião que manteve com a estrutura da Comissão Política centrista o seu descontentamento pela situação e comunicado que deixaria de representar o CDS para exercer funções como independente.

Ao Novum Canal, Carlos Moura concretizou, também, que vai continuar a exercer o seu mandato na Assembleia de Freguesia e acusou o CDS-PP e o PSD Vilela de querem fazer uma coligação na freguesia.