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José Miguel Júdice chama “canalha e ignóbil” ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação

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José Miguel Júdice chamou, esta terça-feira, no decorrer da gravação do programa DataVénia, da autoria de Paulo Ferrinho, a exibir esta sexta-feira, pelas 21h00, “canalha e ignóbil”,ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na sequência de uma pergunta sobre a TAP.

As declarações do ministro foram proferidas no decorrer da gravação do programa DataVénia  e surgem em reação às declarações feitas anteriormente por Pedro Nuno Santos, numa audição, na Assembleia da República, em que o ministro ter-se-á, segundo o Observador, referido a um advogado “mais rico do nosso país”,  um comentador, que rotulou como representando o acionista privado e a própria TAP e que o próprio José Miguel Júdice interpreta como sendo ele próprio, apesar do ministro não ter identificado, pelo nome, o advogado a quem se referia.

Ao Novum Canal, José Miguel Júdice realçou que nunca fui advogado da TAP e que não tem quaisquer interesses na transportadora aérea.

“Hoje de manhã li no Observador que o ministro Pedro Nuno Santos, acho que se chama assim, que eu tinha de renunciar porque eu estava a utilizar o espaço público para defender os meus interesses, que era sócio do escritório de advogados que representa a TAP. Ora bem, fiz uma resposta que já está no Observador, no momento em que estamos a falar, que o título é “Sem vergonha e sem Porsche”. Isto é, o senhor ministro não tem vergonha e não tem Porsche. Porque vendeu a vergonha, não sei o que lhe fez. Em primeiro lugar, nunca fui advogado da TAP, aliás até 2016 fui advogado, não digo de quem, num litígio de um advogado contra a TAP.  Veio para o meu escritório o advogado que era advogado do acionista da TAP, um acionista estrangeiro, não sei o nome dele e  por causa disso afastei-me… não podia largar um cliente que estava  numa fase, estava à espera de uma sentença de recurso, mas depois da decisão da Relação afastei-me. Depois o meu colega e amigo recorreu para o Supremo e já não fui eu”, disse, avançando que deixou de ser sócio da PLMJ, no dia 1 de janeiro de 2019 e deixou de exercer deste a profissão de advogado desde 1 de janeiro de 2020.

“Nunca fui advogado da TAP, volto a dizer, e no dia 1 de janeiro de 2020 deixei de estar ligado à PLMJ, deixei de ser advogado e não tenho rigorosamente nada a ver com a TAP. Não tenho nenhuns interesses.  Portanto, o senhor ministro foi um canalha, ignóbil que não percebe que um cidadão como eu tem direito à sua honra e ao seu bom-nome”, avançou.