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PSD Cinfães exige explicações ao executivo municipal sobre burocracia nas candidaturas de apoio às empresas

O PSD de Cinfães, por intermédio, do vereador Bruno Rocha, questionou o executivo socialista, chefiado pelo socialista Armando Mourisco,  sobre a existência de alguma burocracia nas candidaturas aos apoios concedidos pela autarquia, no âmbito das medidas de apoio às empresas devido à COVID-19.

“O PSD teve contacto com algumas empresas de contabilidade e empresários do nosso concelho, que manifestaram existir alguma burocracia nas candidaturas aos apoios concedidos pela autarquia, no âmbito das medidas de apoio às empresas devido à COVID-19”, expressou, tendo pedido ao executivo municipal que fosse analisada a possibilidade de agilizar processos, sem colocar em causa o rigor na atribuição destes apoios.

O vereador social-democrata questionou, também, o executivo socialista acerca da existência de alguns contratos da autarquia, que constam no portal do governo BASEGOV, que considerou, pouco explícitos, dos quais solicitou ao presidente do executivo, explicações e informação adicional sobre os mesmos, no período que antecedeu a reunião.

Bruno Rocha inquiriu o executivo acerca dos contratos de fornecimento de alimentação aos bombeiros do concelho e aos profissionais do centro de saúde de Cinfães e em Nespereira e a ao que considerou ser a existência de discrepâncias entre o ficou contratualizado num e noutro.

Nas interpolações feitas a executivo municipal, o vereador laranja deixou algumas observações sobre estes ajustes diretos, lamentando o facto do executivo  não ter consultado três empresas, como tem sido seu apanágio, “não dando a possibilidade a todos os restaurantes do concelho de realizar a sua proposta”.

Sobre esta questão, esclareceu que qualquer restaurante, embora fechado, “equacionaria abrir em modo de takeaway, se tivesse nesta altura de crise, um contrato de 9 ou 16 mil euros, como foi o caso”.

O vereador laranja pediu, ainda, esclarecimentos sobre a aquisição de 200 computadores portáteis no âmbito do programa “#EstudoEmCasa”.

Neste caso, Bruno Rocha  lamentou que não tivesse sido solicitadas propostas ou orçamentos a nenhuma empresa de Cinfães e “se tenha optado por, segundo a informação disponibilizada, consultar as lojas virtuais de duas empresas e adjudicado a uma empresa cujo contacto foi efetuado por email”.

Presidente da Câmara refuta insinuações

Contactado pelo Novum Canal, Armando Mourisco refutou as insinuações, revelou que as alusões do vereador não passam de “fantasia” e que Bruno Rocha não apresenta propostas.

Quanto ao de fornecimento de alimentação aos bombeiros do concelho, o chefe do executivo referiu que a autarquia auscultou  os restaurantes que estavam a funcionar em takeaway, pelo valor do prato do dia. O responsável pela autarquia afirmou mesmo que estes restaurantes estavam a ajudar o concelho numa altura sensível para o município, sendo de todo impossível auscultar os cerca de 40 restaurantes que existem no território.

Sobre a aquisição de 200 computadores portáteis, o autarca declarou que todo o processo foi feito no estrito cumprimento da lei e com transparência e rigor exigidos, tendo sido consultadas quatro empresas e adjudicado à empresa que apresentou o preço mais baixo.  Neste item, Armando Mourisco confirmou que a autarquia pagou 40 euros a menos por computador e que todo o processo foi feito de forma célere e em tempo útil de forma a que os alunos beneficiassem dos computadores portáteis no âmbito do programa “#EstudoEmCasa”.

Já quanto às medidas de apoio às empresas devido à COVID-19, o responsável pelo município  assumiu que é possível abdicar de dois ou três documentos, de forma a tornar o processo mais eficaz.

“Temos de gerir bem os recursos que temos. Tudo foi claro e transparente”, constatou, relevando o pacote de medidas que a autarquia apresentou e que têm como propósito fomentar o crescimento do emprego e da economia, na sequência do surto sanitário que atingiu a região e o país.