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Alunos do 11.º e 12.º ano regressaram esta segunda-feira às aulas e apesar dos receios iniciais dizem-se confiantes

Decorridos dois meses e um pouco à semelhança do que aconteceu um pouco por todo o país, milhares de alunos da região do Tâmega e Sousa e Douro regressaram, esta segunda-feira, às aulas, depois de um período em que muitos estiveram confinados em casa, com aulas à distância, na sequência da crise sanitária.

Apesar do receio inicial, a maioria dos alunos com quem o Novum Canal falou afirmaram  estar seguros e confiantes para o que resta concluir do ano letivo.

Maria Pinto , aluna do 11.º ano na Escola Secundária de Castelo de Paiva,  assumiu que a reabertura correu bem e todas as orientações e procedimentos definidos pelas autoridades de saúde e pelo Governo foram cumpridas pela escola.

Questionada sobre se os alunos vão conseguir assimilar as regras e medidas que foram definidas, Maria Pinto declarou estar confiante que tal vai acontecer, ainda que este seja um, processo gradual que vai exigir algum tempo e a colaboração de todos.

Quanto à utilização da máscara,  uma das medidas impostas pelas autoridades neste fase de desconfinamento de regresso às aulas, Maria Pinto confessou que os alunos, na maioria, acataram a decisão e compareceram com as respetivas máscaras. Já quanto à regra do distanciamento social, a aluna revelou que nem todos cumpriram com os procedimentos que foram decretados.

“Pelo que vi hoje, os alunos não respeitam muito o  distanciamento social”, disse, sustentando estar de acordo com o facto dos alunos terem que frequentar presencialmente as disciplinas a que irão fazer exames.

“Mas não devíamos ser obrigados a ir a disciplinas que não realizaremos o exame”, acrescentou.

“Foi bom regressar à escola e voltarmos a ter um pouco da rotina antiga”

Leonor Moreira, aluno também do 11.º ano, na Escola Secundária de Castelo de Paiva, mostrou-se igualmente confiante neste regresso às aulas.

“Correu bem, dentro das limitações que nos foram impostas. Foi bom regressar à escola e voltarmos a ter um pouco da rotina antiga (embora em condições completamente diferentes)”, confirmou, garantindo que todas as diretrizes foram cabalmente cumpridas.

“Posso afirmar que tudo foi cumprido rigorosamente para evitar o mínimo contacto entre os alunos e aumentar a segurança de toda a comunidade escolar”, atalhou.

Já quanto à interiorização das regras por parte dos alunos, Leonor Moreira recordou que a maioria cumpriu, embora, e como em tudo, há sempre exceções.

“A maior parte dos alunos acho que acabou por interiorizar as regras. No entanto, e embora todos sejamos sensibilizados com a situação que nos deparamos, há sempre quem não cumpra (pelo menos de forma rigorosa)”, adiantou, confirmando que alguns alunos tiveram também dificuldades em cumprir o distanciamento físico, nomeadamente na entrada e saída da escola.

Quanto ao regresso às aulas presenciais, Leonor Moreira considerou benéfico este regresso.

“Acho até benéfico, em certa parte, uma vez que volta a criar rotinas. Apesar de haver disciplinas que não iremos realizar exame este ano, cujas aulas presenciais podiam ser dispensadas, pois estamos mais horas expostos o que aumento o risco de contágio”, avançou.

“Faz todo o sentido estes alunos terem aulas presenciais uma vez que são anos de exames nacionais”

Já Carolina Couto, aluna na Escola Secundária de Penafiel, declarou  que o regresso às aulas acabou por ser positivo e o receio que muitos alunos e até encarregados de educação e pais tinham à priori acabou por ser amenizado.

“Se tivermos em conta tudo o que se disse e falou sobre o regresso às escolas e o facto de ainda estarmos a tentar fazer face a este surto sanitário, diria que tudo correu bem, sem dificuldades e a escola cumpriu com as normas de segurança”, adiantou, sustentando que compete aos alunos e demais agentes e atores que fazem parte da comunidade escolar preservarem pela sua segurança e bem-estar  adotarem comportamentos que não coloquem igualmente em causa a segurança dos demais.

“Compete a cada um não colocar em causa a segurança dos outros. Se não adotarmos comportamentos que coloquem este princípio em causa,  julgo que tudo vai correr bem”, admitiu, garantindo que todos os alunos usaram a máscaras neste regresso, higienizaram as mãos e mantiveram o distanciamento físico.

Carolina Couto manifestou, também, concordar com a decisão das autoridades de fazer com que os alunos que estão a finalizar o Secundário tenham aulas presenciais.

“Faz todo o sentido estes alunos terem aulas presenciais uma vez que são anos de exames nacionais. Se todos cumprimos e adotarmos comportamento responsáveis, conseguiremos rapidamente voltar á normalidade ou novo normal sem que mais casos surgem ou haja uma inversão da curva epidemiológica”, constatou.

Refira-se que Governo  e Direção-Geral de Saúde definiram  um conjunto de medidas  neste regresso às aulas.

Além do uso das máscaras,, os alunos devem  desinfetar as mãos à entrada e saída da escola, manter o distanciamento físico (1,5 a dois metros), entre cumprirem outras regras.

As salas, de acordo com as regras que foram definidas, devem ser ventilados. Os espaços terão de estar devidamente higienizados. A Direção-Geral de Saúde definiu, também, a lotação máxima, o estabelecimento de sinalética para que os alunos mantenham a distância física, entre outras regras.