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Tribunal aprova mais cinco milhões de euros para na Eficiência Energética no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

O Tribunal de Contas deu “luz verde” a mais 5 milhões de euros para a modernização da Eficiência Energética no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, depois de já ter dado autorização no valor de cerca de 1 milhão de euros, para alargar os serviços de Pneumologia e Nefrologia.

 Segundo o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, esta intervenção vai assegurar uma poupança energética anual estimada em 323 mil euros, constituindo-se como um dos maiores projetos de eficiência energética da região do Tâmega e Sousa dos últimos tempos.

Realizado no âmbito do Plano de Racionalização Energética e Carbónica, o projeto prevê o revestimento de 17 mil metros quadrados das fachadas da unidade hospitalar de Penafiel, com coberturas de alumínio de última geração. O novo material assegurará mais conforto térmico a utentes e profissionais e uma poupança energética estimada de 27.000 euros por ano.

Além dos revestimentos, está prevista a instalação de um sistema solar fotovoltaico para produção de energia elétrica, constituído por 1800 módulos, e a instalação de uma caldeira de biomassa que garantirá uma poupança anual de 199.000 euros.

Recentemente, já tinha sido dada nota da autorização do Tribunal de Contas para o alargamento das instalações para a especialidade de Pneumologia, que enfrenta na sua área de influência, uma taxa de incidência de tuberculose, muitíssimo superior à média nacional e à média do norte de Portugal, e ainda luz verde para o serviço de Nefrologia cujas obras de alargamento vão permitir, pela primeira vez, em muitos anos, a criação de uma unidade de diálise do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nesta região, que permita dar resposta, evitando a necessidade de transferir doentes para outros hospitais.

Citado em comunicado, o presidente do Conselho de Administração do CHTS, Carlos Alberto, destacou que o investimento de cinco milhões de euros na eficiência energética vai alterar toda a forma como o Hospital Padre Américo se apresenta e interage com os utentes e preparar, uma das maiores instituições da região, o desafio que são as alterações climáticas.

Carlos Alberto avançou, também, que este investimento vai permitir reduzir custos com energia e diminuir a pegada ambiental.

“O projeto é ambicioso e altamente diferenciado do ponto de vista tecnológico. Com tudo isto ganham os doentes, ganham os profissionais, ganha o país”, disse.

Prevê-se que as obras, que contam com uma comparticipação de 95% de fundos comunitários, possam estar concluídas no final de 2021.