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Fotografia: Câmara de Lousada

Câmara de Lousada defende que dinâmica de aulas com recurso a meios tecnológicos deve continuar

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A Câmara de Lousada manifestou, em comunicado, estar em desacordo quanto à necessidade de aulas presenciais a alunos que não têm exames nacionais e cujo reinicio está agendado para o dia 18 deste mês.

No comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, que está assinado pelo presidente da Câmara, Pedro Machado, o autarca mostrou-se preocupado com  o aumento de infetados por Covid-19, na última semana o concelho, um aumento superior a 50 novos casos, defendendo que não seja aplicado ao concelho de Lousada a medida universal de reinício das aulas para o 11.º e 12.º ano de escolaridade e 2.º e 3.º ano dos Cursos Profissionais às disciplinas definidas, no próximo dia 18 de maio.

Na nota enviada à imprensa, o chefe do executivo defendeu que “a dinâmica de aulas com recurso a meios tecnológicos está a decorrer de modo aceitável e deveria ser continuada”.

“O Município de Lousada, após ter comunicado às entidades governamentais as suas reservas e desacordo face à necessidade de aulas presenciais a alunos que não têm exames nacionais, desacordo esse corroborado pela unanimidade dos Diretores de Agrupamento, afirma que tudo irá fazer para que as normas de proteção da saúde e segurança da comunidade escolar sejam garantidas, promovendo ainda fortes restrições e medidas de higienização dos transportes escolares, onde todos os alunos terão que usar máscara e sentarem-se de forma distanciada e cumprindo as orientações da DGS”, revelou, salientando que a mesma preocupação é partilhada pelos diretores dos agrupamentos  do concelho.

“Neste sentido e de modo preventivo, e após auscultação dos diretores dos agrupamentos, durante o dia de ontem apresentamos as nossas preocupações e reservas junto do Sr. Ministro da Educação, bem como da Sr.ª Ministra da Saúde e DGS, face ao que poderá representar um regresso às aulas presenciais, naquele que foi o primeiro concelho a ser atingido, solicitando que não seja aplicado ao concelho de Lousada a medida universal de reinício das aulas para o 11º e 12º ano de escolaridade e 2º e 3º ano dos Cursos Profissionais às disciplinas definidas, no próximo dia 18 de maio, até porque a dinâmica de aulas com recurso a meios tecnológicos está a decorrer de modo aceitável e deveria ser continuada”.

Referindo-se  ao aumento superior a 50 novos casos, registadas na última semana, Pedro Machado destacou que o município reuniu, esta quarta-feira, com a Autoridade de Saúde Local, ACeS, Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e GNR, no sentido de avaliar os dados da última semana relativos a novos casos de infeção por Covid19 no concelho de Lousada, sendo  esta uma situação que preocupa a autarquia.

“A Autoridade de Saúde Local explicou que por detrás deste aumento de casos na última semana está uma elevada capacidade de testagem, sendo que o Centro de Diagnóstico Móvel instalado no Complexo Desportivo de Lousada está a funcionar de modo exemplar e com resultados em 24h”, justificou, salientando que existem, também, razões de convivência social e familiar que suportam este aumento de casos.

“Ainda assim, existem razões de convivência social e familiar que muitas pessoas não estarão a evitar e que explicam em boa parte este aumento de casos, tornando-se transversal à sua cadeia de contactos entre família ou vizinhos. Por outro lado, a Autoridade de Saúde explicou que as empresas de Lousada e Felgueiras, fruto de uma maior capacidade de adaptação empresarial e de forma a transformarem as suas linhas para a produção de equipamentos de proteção individual, foram as que mais cedo começaram a sair de processos de layoff, ao contrário de outras unidades industriais de outros concelhos que ainda não regressaram ao trabalho ou até viram as suas empresas encerrarem definitivamente”, avançou.

O autarca lousadense explicou, também, que a Autoridade das Condições do Trabalho tem efetuado várias inspeções às diversas unidades industriais, sendo que a generalidade planos de contingência garantem a segurança dos funcionários sempre que alguma situação é detetada.

“Por outro lado, o ACT informou que tem feito inspeções às diversas unidades industriais e que a generalidade tem planos de contingência convenientemente adaptados, em que os funcionários têm o material de proteção à sua disposição e, por essa via, em contacto com a Autoridade de Saúde, quando surge um caso, ele é isolado permitindo às empresas que continuem a trabalhar.”, manifestou, recordando que Lousada foi um exemplo no Estado de Emergência, sendo propósito do executivo municipal continuar a reforçar a atenção nos comportamentos sociais de cada um, evitando aglomerados e convívios familiares desnecessários ou frequência de espaços públicos que não se cinjam ao estritamente indispensável.

“Acima de tudo, cada um de nós tem que ser o seu próprio agente de saúde pública, pelo que o Município de Lousada e a Autoridade de Saúde Local apelam à responsabilidade, cautela e cumprimento das normas de saúde por demais conhecidas e divulgadas.  O esforço que fizemos até agora não pode ser posto em causa! Contamos com todos para vencer esta crise!”, acrescentou.


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