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Dia da mãe Em tempos de pandemia….

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Hoje, primeiro domingo do mês de maio, comemora-se o dia da Mãe!

Não podia deixar de assinalar, nesta crónica semanal, o dia dedicado às mães!

Dedicatória, ainda com mais significado, neste período de quarentena, para a maioria de nós, de isolamento social para outros…

Às mães que cuidam dos seus e dos outros, como sempre fizeram, mas que neste período de quarentena se desdobram em mais cuidados, em mais trabalho, em mais tarefas, em mais, mais…

Às mães que acabaram de o ser – que vivem apaixonadas pelo ser pequenino que tomam e que carregam no colo; às mães que ainda não se apaixonaram, e que vivem um estado de ambivalência de sentimentos; às mães que deixam os bebés nas maternidades e regressam sozinhas, a casa, às mães que o foram antes do tempo previsto… às mães que não o chegaram a ser…às mães que já o são no coração…

Às mães que não tiveram barriga. Mães que escolheram amar os filhos de outras barrigas (não é uma gravidez que nos torna mães) que amam, cuidam, tomam conta, que adotaram, que não tendo tido dois corações a bater dentro de si, tem o seu coração fora do peito.

Às mães, cuidadoras informais dos seus filhos, crianças e/ou jovens (crianças e jovens com deficiência), e que abdicaram de uma vida profissional para fazer o que melhor sabem fazer: cuidar! Que enfrentam diariamente as vulnerabilidades e fragilidades dos seus filhos, que lutam pelos direitos à inclusão e educação.

Às mães em casa, em teletrabalho, que quase parecem um polvo, com inúmeros braços a gerir as mil e uma tarefas (as domésticas e as profissionais)! Às mães que todos os dias vão à escola em casa, que acompanham o #Estuda em Casa! Que sabem de cor os nomes dos professores e os horários das aulas em casa!

Às mães que não tem trabalho. Mas que trabalham muito em casa.

Às mães que deixam os filhos entregues a terceiros, para irem trabalhar…e que não regressam a casa ao fim do dia para os abraçar, com receio de os contaminar e deixar doentes; às mães que regressam a casa, mas jantam sozinhas, que se sentam do outro lado do sofá, que respeitam o distanciamento físico, que não abraçam os filhos, que não os aconchegam na cama, à noite, para os proteger.

Às mães que já são avós, bisavós e que não podem sair de casa…que não podem abraçar os filhos, os netos e bisnetos… porque há um vírus que os separou. Que aprenderam a usar as tecnologias para ver os seus sorrisos, à distância, e que afagam os ecrãs dos telemóveis…

Às mães estrelas no céu. Mães quê também são filhas e estão a lidar com perda (morte), tenha sido consequência deste vírus ou outra doença ou causa.

Às mães que perderam os seus filhos, numa ordem (des)natural das coisas… a quem a vida  pôs à prova.

Às mães que o são sozinhas, por opção; às mães que o são, sem o terem escolhido.

Às mães que passam noites inteiras acordadas, sem pregar olho, vigilantes, na cabeira dos filhos quando estes estão a arder em febre; às mães, de ouvidos apurados, que nem linces, que fecham os olhos mas, não dormem… que correm ainda não se ouviram o choro do bebé; às mães pezinhos de lã…

Às mães que cheiram a mel, a doces, a bolos quentinhos, que apaziguam medos do escuro, que são fadas dos dentes de madrugada, que escondem ovos de Páscoa e contam histórias de magia; que ensinam com o coração, com amor, quê são abraços e beijos, gargalhadas e risos!

Às mães que choram de cansaço, de exaustão, que não pedem ajuda, mas que gritam por dentro de dor.  

 Às mães que não dormem até que oiçam os filhos a rodar a chave na porta, que já mais crescidos, saem à noite.

Hoje, em particular, às mães que orgulhosas, e com o coração ainda maior iriam acompanhar os seus filhos finalistas, na bênção das pastas, queimar as fitas e chorar de alegria, na imposição das insígnias, naquela que é uma das maiores academias do país, e que abriria portas a todas as outras Queimas da Fitas. Não o irão fazer. Não o fizeram, mães e filhos.

A todas mães, feliz dia! Hoje, o NOSSO coração é ainda maior!!

Por: Carla Moreira, Psicóloga Educacional.


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