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Ninguém pode ficar para trás, ninguém é indispensável nesta luta!!! #FiquemEmCasa

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“Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se
alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana…Mas o quê?” –
Saint-Exupéry, Antoine de

Lancei há pouco dias um vídeo pessoal onde alerto para as
consequências nefastas para toda a população se mantivermos os mesmos hábitos,
atitudes e comportamentos de risco que assumíamos como normais antes desta
crise provocada pelo vírus COVID-19.

Fi-lo porque sinto (aliás, toda a comunicação social tem dado
eco público de muitas dessas atitudes inaceitáveis…) que os Portugueses e
particularmente na nossa região, muitos ainda, não perceberam o quão grave e
perigoso é este vírus e a forma fácil como ele se propaga.

Fica novamente o alerta para que respeitem este período de
quarentena e que fiquem em casa, assumam comportamentos condizentes com as
medidas impostas pela Direção Geral de Saúde, interrompam a propagação do
vírus, defendam a vossa vida e das pessoas que mais amam, sejam agentes
cuidadores da vossa comunidade.

Por outro lado, não paro de pensar nas pessoas mais
vulneráveis, naquelas que já por si estavam isoladas, abandonadas, sem redes de
proteção e apoio.

Estes cidadãos Portugueses e tanto outros imigrantes que
vivem exclusivamente do seu trabalho, sendo que muitas das suas famílias
ficaram nas suas terras e dependem apenas dos seus rendimentos mensais, devem
estar nesta fase ainda mais desesperados.

Acrescem todas as minorias étnicas que se encontram em
Portugal e vivem sobretudo da venda ambulante e dos trabalhos agrícolas
sazonais.

Estes cidadãos estão especialmente incapazes de construir
alicerces para aguentarem com dignidade esta crise, por falta de quase tudo,
dinheiro, habitação, acesso a cuidados de saúde, redes sociais de apoio enfim
tudo o que todos nós damos por adquirido nas nossas vidas.

Ninguém pode ficar para trás, ninguém é indispensável nesta
luta!

Todos, mesmo todos, temos o dever cívico, moral e ético de
pensar como construir nestes tempos de infortúnio modelos de intervenção
comunitária para ajudar estes que de facto se encontram mais desprotegidos.

As entidades públicas, Câmaras Municipais, Segurança Social,
IPSS não podem descurar a intervenção nestas minorias sociais sob pena de
vilipendiarmos todos os valores sociais de Humanidade, solidariedade e
fraternidade que construíram as democracias ocidentais.

Exorto todos, na dimensão pessoal e na esfera coletiva a não esquecer estes
nossos concidadãos que tanto nos ajudam a construir a nossa sociedade, que com
a sua força de trabalho nos permite ter acesso a produtos que todos consumimos,
que com o seu sorriso nos despertam para o que há de melhor no ser humano.

Não, ninguém pode ficar para trás!


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