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Bolsonaro e Trump não são tolos, mas são assassinos

Ninguém tem dúvidas que o EUA e o Brasil são governados por dois loucos.

Mas vamos analisar friamente as estratégias políticas de Trump e Bolsonaro no combate à pandemia do COVID-19.

Donald Trump tem uma estratégia que vai contra as decisões da maioria dos estados norte-americanos que de forma consciente tem tomado medidas acertadas nomeadamente o Mayor de Nova Iorque.

Não podemos negar que a economia dos EUA melhorou com a presidência de Trump. Este é o seu maior trunfo eleitoral.

Por isso prossegue a sua estratégia de manter a economia a funcionar porque sabe que isso é fundamental para a sua reeleição no final deste ano ignorando os milhares de mortos que possam resultar desta pandemia.

Nos Estados Unidos da América os mais atingidos serão sempre os mais pobres, aqueles que não têm seguros de saúde e que têm de recorrer a um quase inexistente serviço nacional de saúde.

Os mais pobres não são o forte do seu eleitorado. Estes normalmente votam nos Democratas.

Na perspectiva do pensamento egoísta e idiota de Trump e da sua estratégia política a maioria dos americanos que morrerem não fazem falta nenhuma até porque são votos que os seus adversários vão perder.

Por sua vez o pensamento do louco Bolsonaro segue a linha de Trump.

Decide contra a maioria dos governadores dos estados brasileiros. Pretende que a economia continue a funcionar ignorando a vida dos seus concidadãos.

O seu eleitorado é de direita. Os seus eleitores têm origem numa classe média e alta brasileira.

No Brasil os mais pobres votam à esquerda e continuam a apoiar Lula da Silva.

Tal como nos EUA também, no Brasil, serão os mais pobres que mais sofrerão com o COVID-19 porque o serviço nacional de saúde brasileiro apenas serve para tratar de constipações e umas gripes leves.

Ou seja, Bolsonaro pensa estupida e egoísticamente como Trump. A maioria dos brasileiros que falecerem serão votos que o PT vai perder não afectando a sua base eleitoral.

Ambos sabem que os eleitores votam com “a carteira“ e não com o cérebro até porque se utilizassem o cérebro no momento de votar nunca os teriam elegido presidentes dos seus países.

Estes são os problemas de se eleger um louco. Tipicamente ignoram tudo e todos olhando apenas para o seu umbigo, neste caso, as suas únicas preocupações passam exclusivamente pelas suas reeleições.

Vale a pena pensar seriamente nisto no momento de fazermos as nossas escolhas.

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia

(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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